Endoscopia terapêutica
"A utilidade da endoscopia terapêutica é ampla. Com ela, é possível realizar procedimentos que antigamente exigiam uma intervenção cirúrgica."
DRA. SUSANA DE LA RIVA ONANDÍA ESPECIALISTA. UNIDADE DE ENDOSCOPIAS

A endoscopia terapêutica
A endoscopia terapêutica consiste num conjunto de técnicas endoscópicas em que se realizam manobras que permitem curar algumas lesões de forma definitiva ou, então, paliar outras para melhorar a qualidade de vida e o prognóstico do doente.
Introduz-se um endoscópio normal – ou especial, conforme o caso – pela boca ou pelo ânus, para chegar até à lesão que vai ser tratada.
A duração do exame é muito variável e depende do tipo de intervenção. Em geral, a duração média é de poucos minutos nos casos mais simples e de algumas horas (excepcionalmente mais de duas horas) nos mais complexos.
A grande maioria destas técnicas é realizada em regime de ambulatório.

Quando está indicada a endoscopia terapêutica?
A utilidade da endoscopia terapêutica é ampla. Com ela podem realizar-se intervenções que, outrora, exigiam uma cirurgia, reduzindo os riscos, o desconforto e o tempo de permanência do doente no hospital.
- Polipectomia.
- Técnicas hemostáticas.
- Extração de corpos estranhos.
- Tratamento de hemorroidas.
- CPRE (colangiopancreatografia retrógrada endoscópica).
- Obstruções.
- Ecoendoscopia terapêutica.
- Tratamento do divertículo de Zenker.
- Tratamento da obesidade.
Doenças em que mais frequentemente se indica uma endoscopia terapêutica
- Litíase biliar
- Divertículo de Zenker
- Obesidade
- Pólipos do cólon
Tem alguma destas doenças?
Pode ser necessário realizar-lhe uma endoscopia terapêutica
Como se realiza a endoscopia terapêutica?
Procedimento da endoscopia digestiva
Embora as técnicas sejam variadas, todas consistem na introdução, pela boca ou pelo ânus, de um endoscópio até chegar à lesão a tratar.
O doente está sedado.
Posteriormente, com visão endoscópica direta ou com a ajuda de raios X ou de ultrassons, introduzem-se instrumentos especiais através do canal de trabalho do endoscópio para atuar sobre a lesão.
A duração do exame é muito variável e depende do tipo de intervenção. Em geral, a duração média é de poucos minutos nos casos mais simples e de algumas horas (excecionalmente mais de duas horas) nos mais complexos.
Preparação para o tratamento
Procedimentos pela boca. Em princípio, os procedimentos realizados pela boca requerem apenas jejum de cerca de 8 horas, para garantir que o tubo digestivo alto não contém restos alimentares.
Procedimentos pelo ânus. Estes procedimentos exigem uma preparação mais prolongada com laxantes fortes ou enemas, para que o intestino fique limpo de fezes, bem como jejum de, pelo menos, 8 horas.
Medicamentos. É muito aconselhável, durante a semana anterior ao exame, não tomar medicação que possa alterar a coagulação do sangue. Se o doente estiver a tomar uma medicação que, em princípio, não possa ser interrompida, deve informar o médico que irá realizar a intervenção.
Durante o tratamento
Estas explorações são geralmente realizadas com o doente completamente sedado, sob vigilância de um anestesiologista. A maioria são procedimentos em ambulatório, embora, em alguns casos, possa ser aconselhado internamento hospitalar durante 24 horas para observação.
Em geral, procura-se que o desconforto seja mínimo para o doente e, quando se utiliza sedação ou anestesia, o doente não se recorda de nada da intervenção. As queixas são, normalmente, as mesmas que na endoscopia não terapêutica. Quando é necessário atuar terapeuticamente, o tempo do exame tende a ser mais prolongado.
Após o exame, em alguns casos, o doente pode queixar-se de distensão abdominal e/ou dor abdominal, dependendo do ar que tenha ficado retido no intestino e da tolerância individual. Este desconforto costuma ceder ao fim de poucas horas.
Possíveis riscos
O risco depende de vários fatores: complexidade e duração das intervenções, idade do doente ou existência de doenças debilitantes ou problemas cardiorrespiratórios.
No entanto, no seu conjunto, as complicações são muito pouco frequentes e são sempre menores do que as associadas à cirurgia necessária para resolver os mesmos problemas.
- Desconforto ou dor abdominal no final do exame.
- Hemorragia e perfuração intestinal.
- Como complicação grave, embora absolutamente excecional, pode ocorrer paragem cardiorrespiratória, que costuma estar mais relacionada com o mau estado geral do doente e com a anestesia do que com a própria intervenção endoscópica.
O Departamento de Gastrenterologia
da Clínica Universidad de Navarra
O Departamento de Gastrenterologia da Clínica Universidad de Navarra é composto por uma equipa multidisciplinar de especialistas, peritos no diagnóstico e tratamento das doenças do trato digestivo.
O nosso objetivo é que cada diagnóstico seja estabelecido de forma criteriosa e que o plano de tratamento seja ajustado a cada doente.
Doenças que tratamos

Porquê na Clínica?
- Especialistas médicos que são referência a nível nacional.
- Equipa de enfermagem especializada.
- Unidade de Endoscopias e Unidade de Prevenção e Consulta de Alto Risco de Tumores Digestivos para oferecer o melhor cuidado aos nossos doentes.