Endoscopia terapêutica

"A utilidade da endoscopia terapêutica é ampla. Com ela, é possível realizar procedimentos que antigamente exigiam uma intervenção cirúrgica."

DRA. SUSANA DE LA RIVA ONANDÍA
ESPECIALISTA. UNIDADE DE ENDOSCOPIAS

Imagen sello reconocimiento Digestivo Merco Salud 2025. Clínica Universidad de Navarra

A endoscopia terapêutica

A endoscopia terapêutica consiste num conjunto de técnicas endoscópicas em que se realizam manobras que permitem curar algumas lesões de forma definitiva ou, então, paliar outras para melhorar a qualidade de vida e o prognóstico do doente.

Introduz-se um endoscópio normal – ou especial, conforme o caso – pela boca ou pelo ânus, para chegar até à lesão que vai ser tratada.

A duração do exame é muito variável e depende do tipo de intervenção. Em geral, a duração média é de poucos minutos nos casos mais simples e de algumas horas (excepcionalmente mais de duas horas) nos mais complexos.

A grande maioria destas técnicas é realizada em regime de ambulatório.

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Quando está indicada a endoscopia terapêutica?

A utilidade da endoscopia terapêutica é ampla. Com ela podem realizar-se intervenções que, outrora, exigiam uma cirurgia, reduzindo os riscos, o desconforto e o tempo de permanência do doente no hospital.

  • Polipectomia.
  • Técnicas hemostáticas.
  • Extração de corpos estranhos.
  • Tratamento de hemorroidas.
  • CPRE (colangiopancreatografia retrógrada endoscópica).
  • Obstruções.
  • Ecoendoscopia terapêutica.
  • Tratamento do divertículo de Zenker.
  • Tratamento da obesidade.

Doenças em que mais frequentemente se indica uma endoscopia terapêutica

Tem alguma destas doenças?

Pode ser necessário realizar-lhe uma endoscopia terapêutica

Como se realiza a endoscopia terapêutica?

Procedimento da endoscopia digestiva

Embora as técnicas sejam variadas, todas consistem na introdução, pela boca ou pelo ânus, de um endoscópio até chegar à lesão a tratar.

O doente está sedado.

Posteriormente, com visão endoscópica direta ou com a ajuda de raios X ou de ultrassons, introduzem-se instrumentos especiais através do canal de trabalho do endoscópio para atuar sobre a lesão.

A duração do exame é muito variável e depende do tipo de intervenção. Em geral, a duração média é de poucos minutos nos casos mais simples e de algumas horas (excecionalmente mais de duas horas) nos mais complexos.

Preparação para o tratamento

Procedimentos pela boca. Em princípio, os procedimentos realizados pela boca requerem apenas jejum de cerca de 8 horas, para garantir que o tubo digestivo alto não contém restos alimentares.

Procedimentos pelo ânus. Estes procedimentos exigem uma preparação mais prolongada com laxantes fortes ou enemas, para que o intestino fique limpo de fezes, bem como jejum de, pelo menos, 8 horas.

Medicamentos. É muito aconselhável, durante a semana anterior ao exame, não tomar medicação que possa alterar a coagulação do sangue. Se o doente estiver a tomar uma medicação que, em princípio, não possa ser interrompida, deve informar o médico que irá realizar a intervenção.

Durante o tratamento

Estas explorações são geralmente realizadas com o doente completamente sedado, sob vigilância de um anestesiologista. A maioria são procedimentos em ambulatório, embora, em alguns casos, possa ser aconselhado internamento hospitalar durante 24 horas para observação.

Em geral, procura-se que o desconforto seja mínimo para o doente e, quando se utiliza sedação ou anestesia, o doente não se recorda de nada da intervenção. As queixas são, normalmente, as mesmas que na endoscopia não terapêutica. Quando é necessário atuar terapeuticamente, o tempo do exame tende a ser mais prolongado.

Após o exame, em alguns casos, o doente pode queixar-se de distensão abdominal e/ou dor abdominal, dependendo do ar que tenha ficado retido no intestino e da tolerância individual. Este desconforto costuma ceder ao fim de poucas horas.

Possíveis riscos

O risco depende de vários fatores: complexidade e duração das intervenções, idade do doente ou existência de doenças debilitantes ou problemas cardiorrespiratórios.

No entanto, no seu conjunto, as complicações são muito pouco frequentes e são sempre menores do que as associadas à cirurgia necessária para resolver os mesmos problemas.

  • Desconforto ou dor abdominal no final do exame.
  • Hemorragia e perfuração intestinal.
  • Como complicação grave, embora absolutamente excecional, pode ocorrer paragem cardiorrespiratória, que costuma estar mais relacionada com o mau estado geral do doente e com a anestesia do que com a própria intervenção endoscópica.

O Departamento de Gastrenterologia
da Clínica Universidad de Navarra

O Departamento de Gastrenterologia da Clínica Universidad de Navarra é composto por uma equipa multidisciplinar de especialistas, peritos no diagnóstico e tratamento das doenças do trato digestivo.

O nosso objetivo é que cada diagnóstico seja estabelecido de forma criteriosa e que o plano de tratamento seja ajustado a cada doente.

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Porquê na Clínica?

  • Especialistas médicos que são referência a nível nacional.
  • Equipa de enfermagem especializada.
  • Unidade de Endoscopias e Unidade de Prevenção e Consulta de Alto Risco de Tumores Digestivos para oferecer o melhor cuidado aos nossos doentes.