Divertículo de Zenker. Divertículo no esófago
"O divertículo de Zenker é a variedade mais frequente de divertículo esofágico. Está localizado na junção faringoesofágica."
DRA. Mª TERESA BETÉS IBAÑEZ
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE DIGESTIVO

Os divertículos são perturbações caracterizadas por uma protrusão das camadas mucosa e submucosa que revestem as paredes do órgão afetado através dos músculos que o constituem.
A sua incidência máxima situa-se entre os 50 e os 80 anos.
A maioria dos divertículos esofágicos localiza-se próximo dos esfíncteres, uma vez que costumam ser consequência de perturbações da motilidade esofágica.
É uma patologia infrequente, mas não excecional, e que pode ser muito incapacitante se existir disfagia e mesmo potencialmente grave quando se acompanha de aspirações.

Quais são os sintomas do divertículo de Zenker?
Embora por vezes possa ser assintomático, a maioria dos doentes com divertículo de Zenker desenvolve sintomas em fases precoces, e estes tornam-se mais marcados à medida que a doença progride, com o aumento do divertículo.
Os sintomas mais comuns são disfagia alta, sialorreia, halitose, deglutição ruidosa, regurgitação do conteúdo do divertículo para a boca e, por vezes, sintomas relacionados com microaspirações, como tosse irritativa sincopal, sibilos, etc. Alguns doentes realizam manobras, como provocar a tosse ou compressão manual ao nível cervical, para facilitar a deglutição.
Em fases avançadas, pode observar-se perda de peso e sintomas decorrentes de pneumopatia secundária às aspirações.
Os sintomas mais habituais são:
- Disfagia alta.
- Sialorreia.
- Halitose.
- Deglutição ruidosa.
Tem algum destes sintomas?
É possível que apresente um divertículo de Zenker
Como se diagnostica o divertículo de Zenker?
Uma vez suspeitada esta patologia com base na clínica, o passo seguinte no diagnóstico — e exame quase sempre definitivo — é o trânsito baritado, que demonstrará claramente a presença do saco.
Em doentes com história prolongada de microaspirações, o estudo da função pulmonar pré-operatório é fundamental para avaliar o estado do sistema respiratório.
Como se trata o divertículo de Zenker?
Como alternativa à cirurgia, existe o tratamento endoscópico, tão eficaz quanto o tratamento cirúrgico, mas com algumas vantagens adicionais.
A secção endoscópica do septo comum esófago-diverticular (ponte de tecido entre a bolsa do divertículo e o lúmen esofágico), por eletrocoagulação, laser CO2 ou sutura mecânica, permite seccionar o músculo cricofaríngeo e aumentar o diâmetro da boca do divertículo, facilitando assim o seu esvaziamento para o esófago.
O tratamento endoscópico requer um internamento hospitalar de menor duração do que o cirúrgico (1–2 dias), com recuperação posterior rápida, permitindo uma ingestão oral precoce.
O tratamento do divertículo de Zenker pode ser cirúrgico, e todos os doentes sintomáticos devem ser considerados candidatos à cirurgia, independentemente do tamanho do divertículo, mesmo em idades avançadas.
Existem várias técnicas cirúrgicas, sendo a diverticulectomia (remoção do divertículo) associada a miotomia (secção de um músculo realizada para aceder aos tecidos subjacentes ou para aliviar a constrição de um esfíncter) do músculo cricofaríngeo a técnica de eleição.
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O Departamento de Gastrenterologia da Clínica Universidad de Navarra é composto por uma equipa multidisciplinar de especialistas, peritos no diagnóstico e tratamento das doenças do trato digestivo.
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