Diverticulose e diverticulite

"Entre 5 a 10% da população geral apresenta divertículos no cólon, sendo muito mais frequentes em pessoas com mais de 50 anos, aumentando em número com a idade."

DR. RAMÓN ANGÓS MUSGO
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE DIGESTIVO

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento digestivo. Clínica Universidad de Navarra

Os divertículos intestinais são pequenas bolsas ou sacos que protrudem da luz do intestino para o exterior deste. O local onde se encontram com maior frequência é numa zona do cólon esquerdo chamada sigmoide.

O termo diverticulose refere-se à existência de divertículos no cólon. E falamos de diverticulite quando algum destes divertículos se inflama.

A maioria dos divertículos do cólon produz-se devido a um aumento da pressão interna do cólon. Isto provoca, com o passar dos anos, a hérnia ou prolapso das suas camadas internas (mucosa e submucosa) através dos pontos da parede mais fracos e com menor resistência, dando lugar ao aparecimento dos divertículos.

Quanto menor é a quantidade de fibra que ingerimos na dieta, maior é a pressão no interior do cólon e mais frequente é, assim, o aparecimento de divertículos.

Quais são os sintomas da diverticulose e da diverticulite?

Mais de 80% das pessoas com diverticulose encontram-se assintomáticas. Quando surgem sintomas, estes devem-se às alterações motoras próprias do cólon (hipertonia) e manifestam-se sob a forma de dor abdominal contínua ou intermitente, normalmente localizada na parte inferior esquerda do abdómen (fossa ilíaca), onde se situa o sigmoide. Costuma aliviar com a evacuação e/ou a expulsão de gases.

Os doentes com diverticulite costumam apresentar dor aguda e constante, habitualmente localizada na fossa ilíaca esquerda (por isso se chama “apendicite do lado esquerdo”), com irradiação para as costas, febre acompanhada de arrepios e, por vezes, alteração do trânsito intestinal, desde diarreia até obstipação. Podem também surgir náuseas, vómitos, cansaço e distensão abdominal.

Os sintomas mais habituais são:

  • Dor abdominal.
  • Febre.
  • Alteração do trânsito intestinal.
  • Náuseas.

Tem algum destes sintomas?

É possível que apresente divertículos no cólon

Como se diagnostica a diverticulose?

<p>&nbsp;Colonoscopia</p>

Para confirmar a suspeita diagnóstica de diverticulose e, dada a necessidade de excluir outras doenças orgânicas mais graves com sintomas semelhantes, como o cancro do cólon, devem realizar-se exames radiológicos e/ou endoscópicos, como o enema opaco ou a colonoscopia.

Perante suspeita clínica de diverticulite, os métodos diagnósticos mais fiáveis e seguros são a tomografia axial computorizada (TAC) e a ecografia.

Após a fase aguda de inflamação, é aconselhável realizar uma colonoscopia para confirmar o diagnóstico e excluir outros processos.

Como se trata a diverticulose e a diverticulite?

O tratamento da diverticulose deve visar aliviar os sintomas e prevenir o aparecimento de complicações.

Em geral, uma dieta rica em fibra vegetal, com suplementos de farelo e outros laxantes com fibra, alivia a dor abdominal, regula o trânsito intestinal, evitando a alternância, e reduz a distensão abdominal.

Os fármacos antiespasmódicos, que atuam seletivamente sobre a musculatura do cólon, melhoram a dor ao inibirem as contrações do sigmoide. Se estes fármacos não forem suficientes, podem utilizar-se analgésicos (tipo pentazocina), que, além de aliviarem a dor, reduzem a pressão dentro do cólon.

Recorrer-se-á à cirurgia, embora não de forma urgente, quando os episódios de diverticulose se repetirem com frequência, surgirem fístulas e/ou suboclusões intestinais.

A diverticulite deve ser tratada, inicialmente, com repouso no leito, dieta absoluta, hidratação intravenosa, analgésicos e antibióticos intravenosos.

Se existirem sinais de obstrução intestinal (náuseas, vómitos e distensão abdominal marcada), será colocada uma sonda nasogástrica para descompressão do intestino.

Quando ocorre perfuração do divertículo com peritonite, forma-se um abcesso ou surge uma fístula para um órgão vizinho, o tratamento será cirúrgico, com resseção do segmento de cólon afetado, drenagem do abcesso e colostomia provisória, que será encerrada ao fim de alguns meses.

O Departamento de Gastrenterologia
da Clínica Universidad de Navarra

O Departamento de Gastrenterologia da Clínica Universidad de Navarra é composto por uma equipa multidisciplinar de especialistas, peritos no diagnóstico e tratamento das doenças do trato digestivo.

O nosso objetivo é que cada diagnóstico seja estabelecido de forma criteriosa e que o plano de tratamento seja ajustado a cada doente.

Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

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