Ecoendoscopia rectocolónica
"A ecoendoscopia é uma técnica de diagnóstico muito útil, pois permite recolher amostras das lesões detetadas e, inclusive, aplicar o tratamento adequado — tudo no mesmo procedimento."
DR. JOSÉ CARLOS SÚBTIL ÍÑIGO ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE DIGESTIVO

O que é uma ecoendoscopia rectocolónica?
A ecoendoscopia é uma técnica diagnóstica e, em alguns casos, com possibilidade de aplicar tratamentos, que consiste na combinação de um endoscópio flexível e um aparelho de ecografia.
Ao utilizar uma sonda ecográfica, permite obter imagens muito mais nítidas e uma visualização mais detalhada das diferentes camadas que constituem a parede do tubo digestivo.
É uma técnica difícil de interpretar, pelo que é muito importante que seja realizada sempre por um médico especializado.

Quando está indicada a ecoendoscopia retocolónica?
Com esta técnica, realizada por via anal, é possível explorar desde a margem externa do ânus até 30 ou mais centímetros para o interior.
Podem ser explorados com precisão o canal anal e os esfíncteres anais, grande parte do pavimento pélvico, as paredes do reto e a última parte do intestino grosso.
Além disso, podem ser visualizados outros órgãos, como a próstata e as vesículas seminais, no caso do homem; e a vagina, parte do útero e, por vezes, os ovários, na mulher.
A uretra, a bexiga e parte do pavimento da cavidade peritoneal mais próxima do reto também podem ser estudadas. Todas estas zonas estão dentro da estrutura rígida da pelve e são de difícil acesso por outras vias, sem recorrer a procedimentos demasiado agressivos.
Doenças nas quais é solicitada uma ecoendoscopia retocolónica:
- Abcesso perianal
- Cancro colorretal
- Fístulas anais
- Incontinência urinária
- Acompanhamento após cirurgia de tumores retais
Este exame está indicado para excluir tanto processos tumorais como não tumorais.
No estudo dos tumores, está indicado para analisar em profundidade alguns pólipos intestinais, cancros do reto e do ânus e do último segmento do intestino grosso, o estudo de tumores da região geniturinária localizados na pelve e o estudo de outras massas pélvicas identificadas noutras explorações previamente realizadas ao doente.
Além disso, está indicado no acompanhamento de doentes submetidos a tratamentos quimioterápicos ou radioterápicos, para avaliar a evolução da doença.
Entre as indicações não tumorais incluem-se as fístulas, os abcessos perianais, perirretais e pélvicos, o estudo da incontinência e a dor anal ou pélvica inexplicada.
Tem alguma destas doenças?
Pode ser necessário realizar uma ecoendoscopia retocolónica
Como se realiza a ecoendoscopia retocolónica?
Realização da ecoendoscopia retocolónica
Para que as imagens tenham a qualidade adequada, para evitar infeções se for necessário realizar uma biópsia e para proteger o ecoendoscópio de possíveis danos, é necessário que o cólon esteja o mais limpo possível.
O ideal é realizar uma preparação de limpeza do cólon como a que se faz para uma colonoscopia, com laxantes especiais administrados por via oral.
Em alguns casos especiais (doentes imobilizados, muito idosos, debilitados ou com intolerância à preparação...), pode ser feita uma limpeza com enemas, sabendo que normalmente não tem a mesma qualidade da preparação tomada por via oral.
A posição mais utilizada é deitado de lado para a esquerda. O exame não é especialmente incómodo e, se o ânus ou o cólon não estiverem inflamados, é bem tolerado. Por vezes, é recomendável utilizar algum tipo de sedação ou anestesia.
Preparação da ecoendoscopia retocolónica
A preparação, em linhas gerais, é a mesma que para a gastroscopia ou colonoscopia, consoante se trate de uma ecoendoscopia alta ou baixa.
Se for uma ecoendoscopia alta, é necessário manter jejum durante, pelo menos, 6 horas, incluindo água. Se tiver de tomar obrigatoriamente alguma medicação, deverá fazê-lo com uma quantidade mínima de água e informar o médico que realizará o exame.
Se for uma ecoendoscopia baixa, deverá fazer, no dia anterior, uma preparação com laxantes fortes ou enemas que limpem adequadamente o intestino grosso.
Se apresentar alguma alteração da coagulação do sangue ou tomar medicação que a altere, deverá informar antes de realizar o exame, sobretudo se estiver prevista a realização de uma punção para obter material.
Se o doente for alérgico ao látex, deve informar antes do exame.
Depois da ecoendoscopia retocolónica
É aconselhável comparecer acompanhado por um familiar ou amigo.
Após a conclusão do exame, se este tiver sido realizado com anestesia, deverá aguardar algum tempo até se sentir completamente desperto, até que o anestesista lhe dê alta e possa sair da unidade de endoscopia.
Deve aguardar alguns minutos antes de tentar ingerir líquidos ou alimentos, uma vez que isso pode provocar engasgamento ou vómitos devido aos anestésicos utilizados.
Não deve consumir álcool nem conduzir nas 24 horas seguintes.
Se o exame tiver sido retal e sem sedação ou anestesia, habitualmente poderá retomar a sua vida normal quase de imediato. Podem persistir alguns desconfortos transitórios após o exame, como dor de garganta e distensão e/ou dor abdominal por retenção de gases.
Habitualmente, a maioria das ecoendoscopias é realizada em regime ambulatório. Em alguns casos, quando for necessário realizar um exame do tubo digestivo alto ou baixo que implique alguma manobra terapêutica ou punção, e dependendo das suas características, poderá ser recomendada a hospitalização para melhor preparação e vigilância posterior.
Possíveis riscos da ecoendoscopia retocolónica
A ecoendoscopia é uma técnica "minimamente invasiva". Entre os efeitos secundários, o mais frequente é a dor que pode ocorrer durante ou após o exame.
As suas causas são a própria manipulação e o ar que pode ter ficado retido no intestino e que não foi possível remover no final do exame. É mais frequente a presença de dor em doentes que já têm uma causa conhecida, como fissuras anais, hemorroidas trombosadas, abcessos, etc.).
As complicações mais importantes podem ser a perfuração, a infeção e a hemorragia. Em mãos experientes, este tipo de complicações surge num número reduzido de doentes (1 em cada 100) e, normalmente, associa-se a outras doenças pré-existentes que favorecem o aparecimento destes problemas.
O Departamento de Gastrenterologia
da Clínica Universidad de Navarra
O Departamento de Gastrenterologia da Clínica Universidad de Navarra é composto por uma equipa multidisciplinar de especialistas, peritos no diagnóstico e tratamento das doenças do trato digestivo.
O nosso objetivo é que cada diagnóstico seja estabelecido de forma criteriosa e que o plano de tratamento seja ajustado a cada doente.
Doenças que tratamos

Porquê na Clínica?
- Especialistas médicos que são referência a nível nacional.
- Equipa de enfermagem especializada.
- Unidade de Endoscopias e Unidade de Prevenção e Consulta de Alto Risco de Tumores Digestivos para oferecer o melhor cuidado aos nossos doentes.