Fibrilhação auricular

"Se combinado com o uso do desfibrilador (desfibrilador-ressincronizador), permite tratar arritmias potencialmente malignas que, por vezes, coexistem no doente com insuficiência cardíaca."

DR. IGNACIO GARCÍA BOLAO
DIRETOR. DEPARTAMENTO DE CARDIOLOGÍA

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento em cardiologia. Clínica Universidade de Navarra

O que é a fibrilhação auricular?

A fibrilhação auricular não persistente ou paroxística é a arritmia cardíaca sustentada mais frequente. O seu aumento está associado ao envelhecimento da população.

Trata-se de uma alteração da condução normal do coração (denominada ritmo sinusal), em que as aurículas não se contraem adequadamente e os ventrículos o fazem de forma irregular e excessivamente rápida, impedindo o normal funcionamento do coração.

O Departamento de Cardiologia da Clínica Universidad de Navarra dispõe de uma Unidade de Arritmias especializada no seu diagnóstico e tratamento.

Somos uma referência em termos de avanços médicos e da sua aplicação no tratamento das doenças, o que oferece novas oportunidades.

Quais são os sintomas da fibrilhação auricular?

Os doentes costumam apresentar palpitações, sensação de falta de ar, dor no peito, fadiga, tonturas, etc. Em geral, a fibrilhação auricular incapacita para realizar as tarefas simples da vida quotidiana.

Ao longo da evolução da doença, o doente pode experienciar períodos sintomáticos e assintomáticos, uma vez que, com o tempo, as palpitações podem até desaparecer. Isto é importante porque é possível estar em risco sem sentir qualquer desconforto.

Por vezes, descobre-se que um doente tem fibrilhação auricular porque, subitamente, sofre uma isquemia cerebral (transitória ou permanente), cujas manifestações clínicas (dificuldade em mobilizar metade do corpo, em falar, ou ambas) podem desaparecer em 24 horas ou tornar-se permanentes (ou até causar a morte).

Os sintomas mais habituais são:

  • Palpitações.
  • Sensação de falta de ar.
  • Dor no peito.
  • Fadiga.
  • Tonturas.

Tem algum destes sintomas?

Pode ser que sofra de fibrilhação auricular

Quais são as causas da fibrilhação auricular?

Pode ocorrer tanto em corações com patologia prévia como em corações sem uma alteração estrutural evidente.

A fibrilhação auricular pode surgir em corações com patologia cardíaca (doença da válvula mitral, doença coronária, pericardite, cardiopatias congénitas), associada a outras doenças (hipertensão arterial, cancro do pulmão, etc.) ou, inclusive, quando existe uma ingestão excessiva de álcool.

Mas também pode ocorrer em pessoas aparentemente saudáveis que, à partida, não apresentam qualquer patologia cardíaca.

Quem pode sofrê-la?

A fibrilhação auricular (FA) é a arritmia sustentada mais frequente na atualidade (com uma prevalência estimada na população adulta entre 0,4 e 2%), condicionando um aumento importante da mortalidade por problemas cardiovasculares.

Normalmente associa-se à doença da válvula mitral (mas também pode ocorrer de forma isolada ou associada a outras doenças). Caracteriza-se pela descoordenação do ritmo de contração da aurícula.

Pode provocar trombos e embolias e complicações cardiovasculares importantes, como os acidentes vasculares cerebrais.

Como se diagnostica a fibrilhação auricular?

O pulso do doente e um eletrocardiograma mostram se existe fibrilhação auricular.

O pulso do doente com fibrilhação auricular, que é irregular, pode ser avaliado por palpação da artéria radial no punho.

O diagnóstico confirma-se através de um eletrocardiograma (ECG), que é um registo gráfico da atividade elétrica do coração. 

Uma vez confirmado o diagnóstico, o ecocardiograma permitirá avaliar as causas da arritmia e excluir a presença de coágulos nas cavidades cardíacas.

Como se trata a fibrilhação auricular?

O tratamento farmacológico com antiarrítmicos é uma opção para doentes que não desejam submeter-se a um tratamento não farmacológico, embora a sua eficácia seja inferior a estes e não esteja isento de efeitos secundários que desaconselham a sua utilização como tratamento crónico. 

Por outro lado, para além do tratamento antiarrítmico, em muitos casos é necessário um tratamento para prevenir embolias e AVC em doentes com fibrilhação auricular.

Para esse efeito, podem ser utilizados anticoagulantes orais, especialmente anticoagulantes diretos, que parecem ser mais seguros e eficazes, ou procedimentos minimamente invasivos como o encerramento percutâneo do apêndice auricular esquerdo.

Alguns tipos de arritmias, como as taquicardias paroxísticas ou o flutter auricular, resolvem-se definitivamente com a ablação por radiofrequência. Este procedimento representa um grande avanço no tratamento das arritmias, uma vez que resolve mais de 90% dos casos. Apenas em menos de 5% dos doentes reaparecem.

Muitos casos de fibrilhação auricular também são passíveis de ablação como tratamento curativo. A ablação é um procedimento minimamente invasivo no qual se realiza a cauterização de uma pequena parte do tecido cardíaco responsável pela arritmia. Trata-se de um procedimento realizado em regime ambulatório ou com internamento de 24 horas, efetuado através de um cateterismo e com sedação moderada. 
A ablação pode ser realizada com várias energias: calor (ablação por radiofrequência), frio (crioablação) ou, mais recentemente, energia elétrica (ablação por campo pulsado).

A Clínica Universidad de Navarra foi pioneira em todas estas técnicas, com uma experiência de mais de 20 anos, e dispõe das suas variantes tecnológicas mais modernas, adaptando cada uma delas ao caso específico do doente.   

No que respeita à ablação por campo pulsado, a Clínica Universidad de Navarra é o primeiro hospital espanhol e um dos primeiros do mundo a utilizar esta técnica, contando já com uma experiência de mais de 350 doentes tratados. Este procedimento inovador atua nas células cardíacas através de campos elétricos, o que permite maior precisão nos procedimentos de ablação, que são realizados com maior rapidez, conforto e segurança para o doente, e com uma elevada taxa de sucesso.

O Departamento de Cardiologia
da Clínica Universidad de Navarra

O Departamento de Cardiologia da Clínica Universidad de Navarra é um centro de referência em diversas técnicas de diagnóstico e tratamentos coronários.

Fomos o primeiro centro da Europa a implantar um marcapasso por cateterismo, sem necessidade de abertura do tórax, em casos de insuficiência cardíaca grave.

O Departamento de Cardiologia da Clínica colabora com os Departamentos de Radiologia e de Cirurgia Cardíaca para obter um diagnóstico rápido e preciso do doente.

Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

Porquê na Clínica?

  • Unidade de Arritmias especializada, de referência a nível nacional.
  • Unidade de Hemodinâmica e Cardiologia de Intervenção equipada com a melhor tecnologia.
  • Unidade de Imagem Cardíaca para alcançar a máxima precisão diagnóstica.

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