Insuficiência cardíaca

"A sensação de falta de ar durante o exercício físico é o principal sintoma."

DR. JUAN JOSÉ GAVIRA GÓMEZ
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE CARDIOLOGÍA

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento em cardiologia. Clínica Universidade de Navarra

A insuficiência cardíaca faz com que o coração perca a capacidade de manter esse fluxo adequado, mesmo à custa de aumentar as pressões.

O Departamento de Cardiologia e Cirurgia Cardíaca da Clínica é um centro de referência nos tratamentos da insuficiência cardíaca.

Dispomos de uma ampla experiência e da tecnologia mais avançada para o diagnóstico e tratamento desta patologia.

Somos especialistas em procedimentos como a ultrafiltração lenta, para extrair o excesso de água que se acumula como consequência da insuficiência cardíaca, a angioplastia coronária ou a implantação de um marcapasso cardíaco especial.

Nos casos mais graves em que outros tratamentos não foram eficazes, é necessário realizar um transplante cardíaco. Com a incorporação de novas técnicas cirúrgicas e fármacos imunossupressores, os resultados melhoraram e atualmente oferecemos uma sobrevivência ao ano de 90% e, aos cinco anos, de 75%.

Temos linhas de investigação abertas para avaliar a utilidade do implante de miócitos (células cardíacas contrácteis) obtidos a partir de células estaminais adultas.

Quais são os sintomas da insuficiência cardíaca?

Os principais sintomas causados pela insuficiência cardíaca resultam de:

  • Uma diminuição do aporte de oxigénio aos tecidos, devido a uma redução do débito cardíaco.
  • Mecanismos compensatórios, que tendem a aumentar as pressões intravasculares e a provocar sintomas de congestão.

O sintoma universal da insuficiência cardíaca é a dispneia ou “sensação de falta de ar”, que se manifesta durante o exercício físico ou, em casos mais graves, em repouso (dispneia de repouso), na posição de decúbito (ortopneia) ou de forma súbita durante a noite (dispneia paroxística noturna).

Outros sintomas muito sugestivos de insuficiência cardíaca, neste caso direita, são os edemas em zonas declives (inchaço acentuado dos tornozelos e/ou região pré-tibial) e a sensação de distensão abdominal (hepatomegalia ou ascite).

Os sintomas mais habituais são:

  • Falta de ar (dispneia).
  • Dispneia em repouso e em decúbito (ortopneia).
  • Sensação de sufoco que piora à noite (dispneia paroxística noturna).
  • Inchaço dos tornozelos (edema).
  • Fadiga.

Tem algum destes sintomas?

Pode ter insuficiência cardíaca

Quais são as causas da insuficiência cardíaca?

A insuficiência cardíaca surge quando existe uma alteração do músculo cardíaco, quando o coração está sujeito a uma sobrecarga excessiva ou quando existe uma combinação destes dois fatores.

As alterações que mais frequentemente conduzem à insuficiência cardíaca incluem, entre outras, a doença cardíaca isquémica (enfarte do miocárdio), a hipertensão arterial, as miocardiopatias, as doenças valvulares, algumas cardiopatias congénitas e, mais raramente, doenças do pericárdio.

Com menor frequência, a insuficiência cardíaca deve-se a causas extracardíacas, como o hipertiroidismo ou a anemia grave.

Como se classifica a insuficiência cardíaca?

Os estádios da insuficiência cardíaca têm um importante valor prognóstico e são utilizados como critério decisivo na escolha do tratamento, sobretudo de determinadas intervenções terapêuticas, tanto médicas como cirúrgicas.

  • Estádio 1. Doentes em risco de insuficiência cardíaca sem sintomas.
  • Estádio 2. Doentes com cardiopatia sem sintomas.
  • Estádio 3. Doentes com cardiopatia com sintomas.
  • Estádio 4. Doentes com cardiopatia grave com sintomas.

Como se diagnostica a insuficiência cardíaca?

Especialistas revisan en pantalla la imagen del corazón durante un ecocardiograma.

É essencial diagnosticar corretamente a causa, para assim instituir o tratamento mais adequado.

O diagnóstico de insuficiência cardíaca é feito pelo médico em consulta, geralmente com base em critérios clínicos relativamente simples.

No entanto, tão importante como diagnosticar a insuficiência cardíaca é identificar a causa que a está a provocar, pois, não raras vezes, esta é reversível. Para isso, recorrem-se habitualmente a exames mais sofisticados:

O ecocardiograma confirma a disfunção ventricular e procura estabelecer o diagnóstico da cardiopatia causal.

Através de uma radiografia simples do tórax avalia-se a silhueta cardíaca e os campos pulmonares.

Com análises ao sangue e à urina estuda-se a função renal, iões, glicemia e hemograma, além de proteinémia e proteinúria em caso de edema.

A TAC e a RM ajudam a determinar a causa, detetando, por exemplo, estenoses nas artérias coronárias.

Como se trata a insuficiência cardíaca?

Após o diagnóstico de insuficiência cardíaca, é necessário proceder ao tratamento adequado.

Numa fase inicial, aplicam-se medidas médico-farmacológicas, nas quais a Clínica está a incorporar os mais recentes avanços.

A reabilitação, através do exercício físico, para além de ser uma medida preventiva, é de grande utilidade nos doentes com este síndrome.

A Clínica contempla também o tratamento e o controlo domiciliário do doente.

Consoante a resposta ao tratamento médico e o prognóstico da insuficiência cardíaca, podem aplicar-se outros tratamentos.

Está indicada para melhorar a perfusão do músculo cardíaco em doentes com miocardiopatia isquémica. Para isso, utilizam-se várias técnicas:

  • Técnicas de cardiologia de intervenção, como angioplastia e stent, aterectomia ou dilatação guiada por ultrassons intracoronários.
  • Revascularização cirúrgica. A cirurgia de bypass aorto-coronário pode ser realizada sem circulação extracorpórea e podem efetuar-se revascularizações completas com enxertos arteriais (artérias mamárias e radial). Assim, reduz-se a agressividade da cirurgia e a hospitalização, e melhoram-se os resultados a longo prazo.

Em doentes sem possibilidades técnicas de revascularização por má qualidade das artérias coronárias, o laser intramiocárdico cria canais que tendem a formar novos vasos.

Na Clínica Universidad de Navarra, estão a ser realizados estudos experimentais com genes que podem aumentar os vasos gerados pelo laser ou promover a síntese de proteínas que intervêm na contração do coração.

A assistência mecânica, também designada assistência circulatória ou ventricular, é um dispositivo mecânico composto por um sistema de propulsão hidráulica que, ligado ao sistema circulatório, é capaz de substituir a função cardíaca de forma temporária ou definitiva.

A Clínica Universidad de Navarra iniciou o seu programa de assistência mecânica em 1992. Atualmente, dispomos de vários dispositivos de assistência ventricular, que permitem realizar assistência ventricular em situação de falência ventricular aguda, como ponte para transplante cardíaco e como assistência definitiva.

Estes dispositivos exigem uma equipa cirúrgica com experiência suficiente, uma vez que a sua implantação é geralmente feita em doentes complexos, com múltiplas patologias associadas. Por outro lado, o seu manuseamento pós-operatório requer uma equipa multidisciplinar para resolver possíveis complicações.

Na Clínica Universidad de Navarra contamos com uma equipa multidisciplinar de especialistas em assistência ventricular (cirurgiões, anestesistas, hematologistas, infeciologistas).

Além disso, dispomos de enfermeiros altamente especializados no manuseamento destes dispositivos, que, de forma coordenada, monitorizam diariamente estes doentes até à alta.

Com a incorporação de novas técnicas cirúrgicas e fármacos imunossupressores, os resultados melhoraram e atualmente oferecemos uma sobrevivência ao fim de um ano de 90% e aos cinco anos de 75%.

A Clínica foi o segundo hospital de Espanha a realizar transplante cardíaco, em 1984, e o primeiro a realizar transplante cardiopulmonar, em 1986. 

As estadias hospitalares foram também reduzidas para 7–10 dias, com a consequente redução de custos e de complicações pós-operatórias.

O Departamento de Cardiologia
da Clínica Universidad de Navarra

O Departamento de Cardiologia da Clínica Universidad de Navarra é um centro de referência em diversas técnicas de diagnóstico e tratamentos coronários.

Fomos o primeiro centro da Europa a implantar um marcapasso por cateterismo, sem necessidade de abertura do tórax, em casos de insuficiência cardíaca grave.

O Departamento de Cardiologia da Clínica colabora com os Departamentos de Radiologia e de Cirurgia Cardíaca para obter um diagnóstico rápido e preciso do doente.

Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

Porquê na Clínica?

  • Unidade de Arritmias especializada, de referência a nível nacional.
  • Unidade de Hemodinâmica e Cardiologia de Intervenção equipada com a melhor tecnologia.
  • Unidade de Imagem Cardíaca para alcançar a máxima precisão diagnóstica.

A nossa equipa de profissionais