Miocardiopatias
«Após a sua implementação na prática clínica, a ressonância magnética cardíaca tornou-se a melhor técnica de diagnóstico não invasiva disponível para o diagnóstico de miocardite aguda.»
DR. JUAN JOSÉ GAVIRA GÓMEZ
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE CARDIOLOGÍA

As miocardiopatias são doenças do músculo do coração que dificultam a sua capacidade de bombear sangue normalmente. As pessoas que delas padecem podem sentir falta de ar ao fazer esforços — e, em fases mais avançadas, também em repouso ou ao estarem deitadas na cama —, inchaço nos tornozelos e nas pernas, cansaço que não melhora com o descanso, palpitações, tonturas ou dor no peito.
Em alguns casos, sobretudo no início, a doença não provoca qualquer sintoma e é detetada de forma casual numa revisão médica ou após o estudo dos familiares de uma pessoa já diagnosticada.
Existem vários tipos de miocardiopatia — dilatada, hipertrófica, restritiva, arritmogénica e não compactada — que se distinguem pela forma como afetam o músculo do coração. Muitas têm uma componente hereditária importante e constituem uma das causas conhecidas de morte súbita em desportistas e em pessoas jovens, pelo que o diagnóstico precoce e o estudo familiar são fundamentais. Se notar vários destes sintomas de forma persistente, especialmente se tiver antecedentes familiares de doença cardíaca ou de morte súbita em pessoas jovens, convém que consulte um cardiologista para uma avaliação.
A imensa maioria das miocardiopatias pode ser controlada com tratamento adequado e acompanhamento médico regular.

Quais são os sintomas da miocardiopatia?
Os sintomas mais frequentes são:
- Dispneia.
- Edemas.
Tem algum destes sintomas?
Pode ser que tenha uma miocardiopatia
Como se diagnostica a miocardiopatia?
O diagnóstico das miocardiopatias estabelece-se com base na sintomatologia encontrada.
A ecocardiografia bidimensional e o Doppler são fundamentais para confirmar o diagnóstico, sendo também muito úteis para avaliar o grau de dilatação e disfunção ventricular e para excluir patologia valvular ou pericárdica associada.
A ressonância magnética (RM) desempenha um papel fundamental no diagnóstico e no manejo clínico das miocardiopatias. O seu contributo baseia-se na capacidade de caracterização tecidular, para além da quantificação exata e reprodutível da massa e dos volumes cardíacos.
Através da ressonância, pode avaliar-se a morfologia, determinar a gravidade da disfunção ventricular e caracterizar a miocardiopatia (diagnóstico etiológico).
Como se tratam as miocardiopatias?
Miocardiopatia dilatada
O tratamento consiste na administração de fármacos habitualmente utilizados na insuficiência cardíaca e, em fases mais avançadas, na realização de um transplante cardíaco.
Miocardiopatia hipertrófica
O tratamento consistirá na administração de fármacos que diminuam a contratilidade do músculo cardíaco, como os betabloqueadores ou os antagonistas do cálcio.
Em alguns casos, pode utilizar-se um pacemaker para aliviar os sintomas e, inclusive, quando a hipertrofia está localizada, provocar um enfarte nessa zona (ablação percutânea da artéria septal).
Miocardiopatia restritiva
O tratamento consistirá no controlo da sintomatologia produzida pela insuficiência cardíaca.
Que ensaios clínicos temos sobre Miocardiopatias?
O Departamento de Cardiologia
da Clínica Universidad de Navarra
O Departamento de Cardiologia da Clínica Universidad de Navarra é um centro de referência em diversas técnicas de diagnóstico e tratamentos coronários.
Fomos o primeiro centro da Europa a implantar um marcapasso por cateterismo, sem necessidade de abertura do tórax, em casos de insuficiência cardíaca grave.
O Departamento de Cardiologia da Clínica colabora com os Departamentos de Radiologia e de Cirurgia Cardíaca para obter um diagnóstico rápido e preciso do doente.

Porquê na Clínica?
- Unidade de Arritmias especializada, de referência a nível nacional.
- Unidade de Hemodinâmica e Cardiologia de Intervenção equipada com a melhor tecnologia.
- Unidade de Imagem Cardíaca para alcançar a máxima precisão diagnóstica.