Fígado gordo
«O fígado gordo não provoca sintomas. Por isso, quando uma análise ao sangue ou uma ecografia sugere a sua presença, vale sempre a pena fazer uma avaliação dirigida.»
DR. BRUNO SANGRO
DIRETOR. UNIDADE DE HEPATOLOGIA
O que é o fígado gordo?
O fígado gordo é a acumulação de gordura no fígado em quantidades superiores às habituais. Por si só, não é uma doença, mas por vezes pode ser prejudicial, pelo que merece sempre uma avaliação dirigida.
É muito frequente ser descoberto de forma indireta: numa análise ao sangue com valores alterados das transaminases ou pelo aspeto do fígado numa ecografia.
Na maioria das pessoas, essa gordura não chega a danificar o fígado nem provoca complicações. Noutras, porém, causa inflamação e lesão hepática. É o que chamamos esteato-hepatite, e esta é, de facto, uma doença, porque, em alguns casos, provoca fibrose e pode evoluir para cirrose.

Que sintomas provoca o fígado gordo?
Nenhuns. Os sintomas só surgem quando a doença está numa fase muito avançada.
Esteatose: gordura no fígado, sem lesão
É esta a situação da maioria das pessoas com fígado gordo. A gordura está presente, mas não chega a lesar o fígado nem causa complicações.
A ausência de sintomas não significa que não seja necessário fazer nada. Se uma análise ao sangue ou uma ecografia sugerir fígado gordo, convém consultar um médico.
Esteato-hepatite: quando a gordura danifica o fígado
Em alguns doentes, a gordura provoca inflamação e lesão do fígado.
Em certos casos, surge fibrose, ou seja, cicatrizes no tecido hepático, e a doença pode evoluir para cirrose e aumentar o risco de cancro do fígado.
Os sintomas só surgem nas fases mais avançadas, quando já existe cirrose e esta se encontra descompensada.
Disseram-lhe que tem fígado gordo?
Se uma análise ao sangue ou uma ecografia sugerir a presença de gordura no seu fígado, os nossos especialistas em Hepatologia podem avaliar o seu caso.
Causas do fígado gordo
O fígado gordo surge sobretudo em dois grupos de pessoas: as que consomem bebidas alcoólicas com regularidade e as que têm alterações metabólicas, como excesso de peso, níveis elevados de colesterol ou triglicéridos no sangue, diabetes ou pré-diabetes.
Quando a origem é metabólica, o conjunto de problemas relacionados com o fígado gordo designa-se MASLD, na sigla inglesa, ou doença hepática esteatótica associada a disfunção metabólica. Se o álcool tiver influência no seu caso, pode consultar a informação sobre doença hepática alcoólica.
Quem tem maior risco de complicações?
O risco de o fígado gordo evoluir para esteato-hepatite é maior em pessoas com:
- Obesidade
- Diabetes mal controlada
- Determinadas predisposições genéticas
Como se diagnostica o fígado gordo?
A suspeita surge frequentemente após uma análise ao sangue que revela transaminases alteradas ou uma ecografia.
Para confirmar o excesso de gordura, pode realizar-se uma elastografia hepática, um exame simples que permite estimar a quantidade de gordura e avaliar se existe fibrose no fígado.
Por vezes, é necessária uma biópsia hepática para diagnosticar uma esteato-hepatite ou conhecer a sua gravidade.
Como se trata o fígado gordo?
A esteatose hepática pode melhorar e até regredir se forem tratadas as causas que a provocaram, sobretudo nas fases iniciais.
As medidas mais eficazes são a perda de peso, a prática de exercício físico, uma alimentação saudável e o controlo adequado da diabetes e dos lípidos.
Para os doentes com fibrose avançada, existem medicamentos que ajudam a travar a sua progressão, e muitos novos compostos estão a ser estudados em ensaios clínicos.
Na Unidade de Hepatologia, estamos confiantes de que o prognóstico desta doença vai mudar.
A Unidade de Hepatologia
da Clínica Universidad de Navarra
Somos pioneiros na aplicação da terapia génica no tratamento de tumores hepáticos e de doenças metabólicas hereditárias, e temos uma vasta experiência no diagnóstico e tratamento das hepatites virais e no tratamento do cancro hepático através de sistemas de radioembolização com microesferas de ítrio-90.
A Clínica está na vanguarda em Espanha na realização do transplante de fígado entre vivos.
Doenças que tratamos
Tratamentos que realizamos
- Embolização arterial hepática
- Embolização esplénica parcial
- Estudo genético em hepatologia
- Radiofrequência hepática
- Radioembolização hepática
- Resseção hepática
- Transplante hepático

Porquê na Clínica?
- Equipa de profissionais altamente especializada, com mais de 25 anos de experiência.
- Equipa de enfermagem especializada em doentes hepáticos.
- Importante atividade de investigação sobre os mecanismos moleculares que causam algumas destas doenças.