Colangite biliar primária
"Na Clínica dispomos de todas as ferramentas necessárias para o diagnóstico não invasivo e invasivo da colangite biliar primária. Da mesma forma, é possível realizar exames radiológicos para descartar as complicações desta doença."
DRA. DELIA D'AVOLA
ESPECIALISTA. UNIDADE DE HEPATOLOGIA

A colangite biliar primária, anteriormente conhecida como cirrose biliar primária, é uma doença crónica que afeta os ductos biliares de pequeno calibre que estão distribuídos no fígado. Estes ductos biliares têm a função de recolher a bílis produzida no fígado e transportá-la para a vesícula biliar, onde é armazenada enquanto estamos em jejum. Após a ingestão de alimentos, a vesícula biliar contrai-se e liberta a bílis no tubo digestivo.
Na colangite biliar primária ocorre uma destruição lenta e progressiva destes pequenos ductos biliares por causas desconhecidas, embora a presença de autoanticorpos no sangue dos doentes com esta doença sugira que, na origem da lesão, existam fenómenos autoimunes.
A destruição contínua e a tentativa de regenerar novos ductos biliares, mantidas durante anos, podem condicionar a perda da arquitetura hepática normal até ao desenvolvimento de cirrose.

Quais são os sintomas da colangite?
Os sintomas dependem da localização anatómica e da gravidade da inflamação.
Na colite ulcerosa, o envolvimento retal é o mais habitual, sendo o principal sintoma a eliminação de sangue pelo reto, geralmente acompanhada por aumento do número de dejeções.
Pode associar-se dor abdominal mais ou menos difusa, que melhora inicialmente com a defecação. Pode haver febre e perda de peso, dependendo da gravidade, duração e localização do surto.
Os sintomas mais habituais são:
- Eliminação de sangue pelo reto.
- Dor abdominal.
- Febre.
- Perda de peso.
Apresenta algum destes sintomas?
É possível que padeça de colangite biliar primária
Como se diagnostica a colangite biliar?
A colangite biliar primária é tipicamente diagnosticada pela elevação dos índices de colestase (GGT e fosfatase alcalina) e, em menor medida, das transaminases (AST e ALT), bem como pela elevação dos níveis de colesterol.
Em fases mais avançadas, pode observar-se elevação da bilirrubina, diminuição dos níveis de albumina, prolongamento do tempo de protrombina e diminuição da contagem de plaquetas.
Em 90% dos doentes com colangite biliar primária encontram-se autoanticorpos antimitochondriais (AMA). Em 30% dos casos, também podem ser encontrados outros autoanticorpos, como os anticorpos antinucleares (ANA).
Para confirmação diagnóstica pode ser necessário realizar uma biópsia hepática. Num pequeno subgrupo de doentes, a colangite biliar primária surge associada a hepatite autoimune (síndrome de sobreposição). Nestes doentes, os dados laboratoriais não são suficientes para o diagnóstico e é imprescindível realizar biópsia hepática. A realização de ecografia hepática e elastografia permite detetar complicações como cirrose e tumor hepático (hepatocarcinoma).
Como se trata a colangite biliar primária?
O tratamento com ácido ursodesoxicólico melhora a evolução clínica desta doença na maioria dos casos, sobretudo quando iniciado precocemente.
Recentemente, foi introduzido o uso de ácido obeticólico para doentes que não respondem favoravelmente ao tratamento com ácido ursodesoxicólico.
Nos casos mais avançados, quando a doença tiver provocado complicações, como por exemplo cirrose hepática, pode ser necessário recorrer a um transplante hepático.
Que ensaios clínicos temos sobre Colangite biliar primária?
A Unidade de Hepatologia
da Clínica Universidad de Navarra
Somos pioneiros na aplicação da terapia génica no tratamento de tumores hepáticos e de doenças metabólicas hereditárias, e temos uma vasta experiência no diagnóstico e tratamento das hepatites virais e no tratamento do cancro hepático através de sistemas de radioembolização com microesferas de Ítrio-90.
A Clínica está na vanguarda em Espanha na realização do transplante de fígado entre vivos.
Doenças que tratamos
Tratamentos que realizamos
- Embolização arterial hepática
- Embolização esplénica parcial
- Estudo genético em hepatologia
- Radiofrequência hepática
- Radioembolização hepática
- Resseção hepática
- Transplante hepático

Porquê na Clínica?
- Equipa de profissionais altamente especializada, com mais de 25 anos de experiência.
- Equipa de enfermagem especializada em doentes hepáticos.
- Importante atividade de investigação sobre os mecanismos moleculares que causam algumas destas doenças.