Colangite biliar primária

"Na Clínica dispomos de todas as ferramentas necessárias para o diagnóstico não invasivo e invasivo da colangite biliar primária. Da mesma forma, é possível realizar exames radiológicos para descartar as complicações desta doença."

DRA. DELIA D'AVOLA
ESPECIALISTA. UNIDADE DE HEPATOLOGIA

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento digestivo. Clínica Universidad de Navarra

A colangite biliar primária, anteriormente conhecida como cirrose biliar primária, é uma doença crónica que afeta os ductos biliares de pequeno calibre que estão distribuídos no fígado. Estes ductos biliares têm a função de recolher a bílis produzida no fígado e transportá-la para a vesícula biliar, onde é armazenada enquanto estamos em jejum. Após a ingestão de alimentos, a vesícula biliar contrai-se e liberta a bílis no tubo digestivo.

Na colangite biliar primária ocorre uma destruição lenta e progressiva destes pequenos ductos biliares por causas desconhecidas, embora a presença de autoanticorpos no sangue dos doentes com esta doença sugira que, na origem da lesão, existam fenómenos autoimunes.

A destruição contínua e a tentativa de regenerar novos ductos biliares, mantidas durante anos, podem condicionar a perda da arquitetura hepática normal até ao desenvolvimento de cirrose.

Quais são os sintomas da colangite?

Os sintomas dependem da localização anatómica e da gravidade da inflamação.

Na colite ulcerosa, o envolvimento retal é o mais habitual, sendo o principal sintoma a eliminação de sangue pelo reto, geralmente acompanhada por aumento do número de dejeções.

Pode associar-se dor abdominal mais ou menos difusa, que melhora inicialmente com a defecação. Pode haver febre e perda de peso, dependendo da gravidade, duração e localização do surto.

Os sintomas mais habituais são:

  • Eliminação de sangue pelo reto.
  • Dor abdominal.
  • Febre.
  • Perda de peso.

Apresenta algum destes sintomas?

É possível que padeça de colangite biliar primária

Como se diagnostica a colangite biliar?

Tubos usados para la extracción de sangre en el Laboratorio de Extracciones

A colangite biliar primária é tipicamente diagnosticada pela elevação dos índices de colestase (GGT e fosfatase alcalina) e, em menor medida, das transaminases (AST e ALT), bem como pela elevação dos níveis de colesterol.

Em fases mais avançadas, pode observar-se elevação da bilirrubina, diminuição dos níveis de albumina, prolongamento do tempo de protrombina e diminuição da contagem de plaquetas.

Em 90% dos doentes com colangite biliar primária encontram-se autoanticorpos antimitochondriais (AMA). Em 30% dos casos, também podem ser encontrados outros autoanticorpos, como os anticorpos antinucleares (ANA).

Para confirmação diagnóstica pode ser necessário realizar uma biópsia hepática. Num pequeno subgrupo de doentes, a colangite biliar primária surge associada a hepatite autoimune (síndrome de sobreposição). Nestes doentes, os dados laboratoriais não são suficientes para o diagnóstico e é imprescindível realizar biópsia hepática. A realização de ecografia hepática e elastografia permite detetar complicações como cirrose e tumor hepático (hepatocarcinoma).

Como se trata a colangite biliar primária?

O tratamento com ácido ursodesoxicólico melhora a evolução clínica desta doença na maioria dos casos, sobretudo quando iniciado precocemente.

Recentemente, foi introduzido o uso de ácido obeticólico para doentes que não respondem favoravelmente ao tratamento com ácido ursodesoxicólico.

Nos casos mais avançados, quando a doença tiver provocado complicações, como por exemplo cirrose hepática, pode ser necessário recorrer a um transplante hepático.

A Unidade de Hepatologia
da Clínica Universidad de Navarra

Somos pioneiros na aplicação da terapia génica no tratamento de tumores hepáticos e de doenças metabólicas hereditárias, e temos uma vasta experiência no diagnóstico e tratamento das hepatites virais e no tratamento do cancro hepático através de sistemas de radioembolização com microesferas de Ítrio-90. 

A Clínica está na vanguarda em Espanha na realização do transplante de fígado entre vivos.

Tratamentos que realizamos

Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

Porquê na Clínica?

  • Equipa de profissionais altamente especializada, com mais de 25 anos de experiência.
  • Equipa de enfermagem especializada em doentes hepáticos.
  • Importante atividade de investigação sobre os mecanismos moleculares que causam algumas destas doenças.