Doença de Wilson

"No Cima Universidade de Navarra, há anos se investiga a doença de Wilson com o objetivo de oferecer tratamentos inovadores para o seu tratamento."

DRA. DELIA D'AVOLA
ESPECIALISTA. UNIDADE DE HEPATOLOGIA

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento em Medicina Interna. Clínica Universidad de Navarra

A doença de Wilson é uma perturbação hereditária pouco frequente que condiciona a acumulação patológica de cobre em vários órgãos e tecidos, especialmente no fígado e no cérebro.

Na doença de Wilson, o fígado não é capaz de eliminar na bílis o cobre ingerido com a alimentação e este acumula-se noutros tecidos, especialmente no fígado e no cérebro.

Em 70-90% dos doentes com doença de Wilson pode observar-se um anel de cor dourado-esverdeada na margem externa da córnea, onde esta se une à esclera (anel de Kayser-Fleischer).

O prognóstico da doença de Wilson depende do momento em que é diagnosticada. Quanto mais precocemente se inicia o tratamento, melhor é a evolução da doença.

Quais são os sintomas da doença de Wilson?

Embora a doença esteja presente desde o nascimento, os primeiros sintomas costumam surgir entre os 5 e os 35 anos de idade.

Os sintomas neurológicos e hepáticos podem apresentar-se simultaneamente ou em momentos diferentes e com distintos graus de gravidade. Quanto à doença hepática, pode manifestar-se apenas como uma elevação das transaminases, AST e ALT, ou provocar quadros mais graves, como cirrose hepática ou insuficiência hepática aguda.

Os sintomas neurológicos incluem dificuldade na fala, ataxia, tremor, alterações da personalidade, convulsões, espasticidade, labilidade emocional e défices cognitivos.

Os sintomas mais habituais são:

  • Sintomas hepáticos: cirrose hepática, insuficiência hepática aguda.
  • Sintomas neurológicos: dificuldade na fala, ataxia, tremor, alterações da personalidade, convulsões, etc.

Tem algum destes sintomas?

É possível que sofra de doença de Wilson

Como se diagnostica a doença de Wilson?

A doença de Wilson suspeita-se quando existem alterações nas provas de função hepática associadas a sintomas neurológicos.

Os níveis de ceruloplasmina no sangue estão diminuídos na maioria dos doentes (90%).

Em doentes com anel de Kayser-Fleischer, a presença de níveis baixos de ceruloplasmina é suficiente para diagnosticar a doença de Wilson.

Em doentes sem estes critérios, pode ser necessária uma biópsia hepática para determinar a quantidade de cobre acumulada no fígado. A confirmação genética não é indispensável, exceto nos casos duvidosos.

A ecografia hepática pode ser útil para detetar a presença de complicações como a cirrose. Para a avaliação do dano neurológico podem utilizar-se ressonância magnética ou TAC cerebral e SPECT.

Como se trata a doença de Wilson?

Atualmente, o tratamento inclui a redução da ingestão de cobre através dos alimentos e o uso de fármacos que quelam o cobre, favorecendo a sua eliminação pela urina (D-penicilamina ou trientina), ou que limitam a absorção de cobre no intestino (zinco).

O transplante hepático pode ser necessário quando a função do fígado está gravemente comprometida.

A Unidade de Hepatologia
da Clínica Universidad de Navarra

Somos pioneiros na aplicação da terapia génica no tratamento de tumores hepáticos e de doenças metabólicas hereditárias, e temos uma vasta experiência no diagnóstico e tratamento das hepatites virais e no tratamento do cancro hepático através de sistemas de radioembolização com microesferas de Ítrio-90. 

A Clínica está na vanguarda em Espanha na realização do transplante de fígado entre vivos.

Tratamentos que realizamos

Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

Porquê na Clínica?

  • Equipa de profissionais altamente especializada, com mais de 25 anos de experiência.
  • Equipa de enfermagem especializada em doentes hepáticos.
  • Importante atividade de investigação sobre os mecanismos moleculares que causam algumas destas doenças.