Cirrose hepática

"Para individualizar o risco de cada doente, avaliar a possibilidade de tratar a doença causadora da lesão hepática e prevenir complicações, é fundamental que seja vigiado periodicamente pelo médico."

DR. MIGUEL SOGBE
ESPECIALISTA. UNIDADE DE HEPATOLOGIA

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento em Medicina Interna. Clínica Universidad de Navarra

A cirrose hepática é a consequência final de muitas doenças hepáticas crónicas, que conduz à perda da arquitetura normal do fígado e a uma diminuição progressiva das suas funções.

Qualquer doença que provoque uma inflamação crónica do fígado pode, ao longo dos anos, vir a causar cirrose. 

Existem muitas causas de cirrose. As principais no nosso meio são duas: o consumo excessivo de álcool (cirrose etílica ou alcoólica) e a hepatite crónica pelo vírus C (cirrose pelo vírus C), que são responsáveis por 80 por cento dos casos de cirrose em Espanha.

A Clínica Universidad de Navarra oferece rapidez no diagnóstico, muito importante nestes casos, graças ao seu avançado equipamento de técnicas de imagem.

Quais são os sintomas da cirrose hepática?

Nas fases iniciais, os doentes podem estar assintomáticos. Progressivamente, o doente sente-se cansado, sem energia, sem apetite, pode ter desconforto digestivo e perder peso e massa muscular.

Quando a doença está avançada, o doente sente-se permanentemente doente, não consegue levar uma vida normal e surgem, entre outros, os seguintes sintomas:

  • Icterícia. Coloração amarelada da pele devido à incapacidade do fígado de eliminar a bilirrubina do sangue.
  • Alterações da pele. Dilatações vasculares, sobretudo nas bochechas, tronco e braços. Além disso, pode surgir vermelhidão das palmas das mãos e das polpas dos dedos. As unhas apresentam um tom mais esbranquiçado.
  • Retenção de sal e água. Acumulação de líquido nos membros inferiores (edemas) e no abdómen (ascite).
  • Facilidade para sangrar. Quando o fígado falha, é frequente o sangramento das gengivas, do nariz e o aparecimento de nódoas negras com pequenos traumatismos.
  • Alguns doentes apresentam hemorragias internas graves, sobretudo no aparelho digestivo, por rutura de varizes no esófago ou no estômago. Estas hemorragias são graves, podem ser fatais e requerem internamento hospitalar para tratamento.
  • Alterações do comportamento e do nível de consciência. O fígado remove do sangue substâncias tóxicas para o cérebro. Se o fígado falhar, essas substâncias provocam uma intoxicação cerebral, manifestada por insónia noturna, sonolência diurna, alterações do comportamento e do humor, desorientação e diminuição progressiva do nível de consciência, podendo chegar ao coma. Esta complicação é grave e requer internamento hospitalar.
  • Alterações da função sexual. Devido a alterações hormonais e à desnutrição, é frequente a perda de desejo e de potência sexual nos homens e a perda da menstruação e da fertilidade nas mulheres. Além disso, nos homens, pode ocorrer aumento do volume das mamas, por vezes doloroso.
  • Desnutrição. O fígado é muito importante na absorção e aproveitamento dos nutrientes que ingerimos. Por isso, em fases avançadas, os doentes com cirrose encontram-se desnutridos e perdem muita massa e força muscular.
  • Outras complicações. A cirrose é o fator de risco mais importante para o aparecimento de cancro do fígado.

Apresenta algum destes sintomas?

É possível que apresente cirrose hepática

Como se diagnostica a cirrose hepática?

<p>Elastograf&iacute;a hep&aacute;tica&nbsp;</p>
  • História clínica: antecedentes de consumo de álcool, fatores de risco para hepatite crónica B e C (uso de drogas por via parentérica, promiscuidade sexual, parceiro sexual de doentes com hepatite B ou C), fármacos, tratamentos de ervanárias e homeopatas e consumo de drogas; presença de prurido na mulher, patologia pulmonar ou história familiar de doenças hepáticas.
  • Exame do doente: presença de hepatomegalia (aumento do tamanho do fígado), esplenomegalia (aumento do baço), presença de lesões cutâneas como aranhas vasculares, telangiectasias nas maçãs do rosto ou vermelhidão das palmas das mãos.
  • Estudos analíticos: alterações no número de células sanguíneas, marcadores da função hepática ou de infeção pelos vírus da hepatite B ou C, entre outros, e estudo da coagulação.
  • Ecografia abdominal: permite o diagnóstico indireto em muitos casos.

O diagnóstico direto e definitivo é realizado através de elastografia hepática e biópsia hepática.

Como se trata a cirrose hepática?

A cirrose, enquanto tal, não tem tratamento médico específico, uma vez que é irreversível. Podem tratar-se algumas das doenças que a causam e evitar ou retardar a progressão de uma cirrose em estadio inicial para fases avançadas.

Tratamentos dietéticos
Entre as medidas dietéticas inclui-se a redução do sal, para prevenir a retenção de líquidos, e a redução de proteínas (carnes, peixes) na encefalopatia hepática. Como é necessária uma boa nutrição, a dieta deve ser sempre supervisionada pelo médico. Por vezes são necessários suplementos de vitaminas e minerais.
 
Tratamentos farmacológicos
Entre os fármacos utilizam-se, fundamentalmente, diuréticos para tratar a retenção de líquidos e os chamados beta-bloqueadores para prevenir hemorragias digestivas. Podem ser necessários muitos outros fármacos para tratar as complicações, mas a maioria é utilizada sobretudo em contexto hospitalar.
 
Transplante hepático

O tratamento definitivo da cirrose é o transplante hepático. É realizado em doentes cuja sobrevivência estimada é inferior a dois anos, em consequência desta doença, e nos quais não exista contraindicação para o realizar por outros motivos.

A Unidade de Hepatologia
da Clínica Universidad de Navarra

Somos pioneiros na aplicação da terapia génica no tratamento de tumores hepáticos e de doenças metabólicas hereditárias, e temos uma vasta experiência no diagnóstico e tratamento das hepatites virais e no tratamento do cancro hepático através de sistemas de radioembolização com microesferas de Ítrio-90. 

A Clínica está na vanguarda em Espanha na realização do transplante de fígado entre vivos.

Tratamentos que realizamos

Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

Porquê na Clínica?

  • Equipa de profissionais altamente especializada, com mais de 25 anos de experiência.
  • Equipa de enfermagem especializada em doentes hepáticos.
  • Importante atividade de investigação sobre os mecanismos moleculares que causam algumas destas doenças.