Febre
«A febre representa um custo para o organismo, aumentando o consumo de oxigénio e as necessidades calóricas e de fluidos.»
DR. JAVIER NICOLÁS GARCÍA GONZÁLEZ
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE MEDICINA INTERNA

O corpo mantém uma temperatura constante através de um centro, chamado termorregulador, localizado numa parte do cérebro chamada hipotálamo. Quando esse centro, por diferentes causas, estabelece uma temperatura mais elevada, produz-se a febre.
Habitualmente, a temperatura é um pouco mais baixa na primeira hora do dia, por volta das 6 da manhã, e atinge o seu máximo entre as 4 e as 6 da tarde. A essas horas, temperaturas até 37,7 graus podem ser perfeitamente normais.
Falamos de febrícula quando a febre é de pequena magnitude (inferior a 38º C) e de febre quando ultrapassa os 38 ºC.
A febre muito elevada ou acompanhada de sintomas muito marcados deve ser tratada. Também nos casos de convulsões febris nas crianças, na mulher grávida ou em doentes com alteração importante cardíaca, pulmonar ou cerebral.
No entanto, não está tão claro que seja necessário eliminar a febre ligeira ou moderada e, em muitas ocasiões, esta pode ocultar informação importante para o diagnóstico.

Quais são os sintomas da febre?
São sintomas inespecíficos, muito variáveis de pessoa para pessoa, e também diferentes consoante a doença que está na origem da febre.
Os mais comuns são dor de cabeça, dores musculares generalizadas, ou mais localizadas na região lombar, dores articulares e sonolência. Os arrepios ocorrem durante a subida da temperatura e refletem o aumento da atividade muscular que o centro termorregulador desencadeia para elevar a temperatura corporal.
A irritabilidade ou o delírio surgem com maior frequência em pessoas idosas, enquanto as convulsões febris são típicas das crianças com menos de cinco anos.
Os sintomas mais habituais são:
- Dor de cabeça.
- Dores musculares.
- Sonolência.
- Arrepios.
Apresenta febre ou febrícula?
Pode ser necessário realizar um estudo da origem da febre
Quais são as causas da febre?
A febre está habitualmente relacionada com a estimulação do sistema imunitário do organismo, uma vez que ajuda a combater determinados microrganismos que causam doenças.
Entre as causas mais comuns estão:
- Infeções.
- Alterações inflamatórias ou autoimunes.
- Coágulos sanguíneos e tromboflebite.
- Medicamentos (alguns antibióticos, anti-histamínicos e anticonvulsivantes).
- Abuso de anfetaminas e abstinência de uma substância psicotrópica num dependente.
- Exposição ao calor emitido por maquinaria industrial ou por insolação.
- O primeiro sintoma de um cancro pode ser febre.
Como se trata a febre?
Os fármacos mais utilizados no tratamento da febre são o paracetamol e os anti-inflamatórios não esteroides, como o ibuprofeno e o ácido acetilsalicílico (não utilizar em crianças). Os corticoides também podem ser eficazes, mas têm muitos outros efeitos que tornam desaconselhável a sua utilização nesta indicação.
Em muitas situações, podem ser suficientes medidas físicas para baixar a temperatura, como compressas húmidas ou banhos tépidos.
O tratamento definitivo da febre será sempre o tratamento da doença que a causa.
O Departamento de Medicina Interna
da Clínica Universidad de Navarra
A sua visão integradora e a sua polivalência permitem prestar a melhor assistência médica a doentes pluripatológicos e plurisintomáticos, com diagnóstico difícil ou que padeçam de doenças prevalentes de caráter hospitalar.

Porquê na Clínica?
- Tecnologia de diagnóstico de vanguarda.
- Rapidez no diagnóstico para iniciar precocemente o tratamento mais adequado.
- Trabalho em equipa com os restantes profissionais da Clínica.