Diabetes tipo 2
"Para quem sofre de diabetes não insulinodependente (tipo 2), seguir um plano alimentar ajuda a manter um peso adequado e a alcançar um equilíbrio entre a insulina produzida pelo organismo e a alimentação."
DR. JAVIER ESCALADA SAN MARTÍN
DIRETOR. DEPARTAMENTO DE ENDOCRINOLOGIA E NUTRIÇÃO

A diabetes mellitus tipo 2 ou não insulinodependente representa 80-90% dos casos de diabetes. Provoca alterações metabólicas caracterizadas por uma elevação inapropriada da glicose no sangue (hiperglicemia), que dá origem a complicações crónicas por atingimento de grandes e pequenos vasos e nervos.
Pode provocar síndrome metabólica, que aumenta o risco cardiovascular e é causa de morte. Nesta síndrome associam-se diabetes, hipertensão arterial, aumento dos níveis de colesterol, triglicéridos e/ou ácido úrico e excesso de peso.
O tratamento da diabetes tipo 2 baseia-se em três pilares fundamentais: cumprimento de um plano de alimentação equilibrado, prática regular de exercício físico e tratamento farmacológico personalizado.
A Clínica dispõe do único check-up cardiovascular que incorpora a mais avançada tecnologia de diagnóstico por imagem para quantificar com precisão o seu risco cardiovascular
Graças à dedicação em exclusivo dos nossos profissionais, é possível realizar o Chequeo ICAP em menos de 48 horas, com um diagnóstico de elevada precisão.

Quais são os sintomas da diabetes tipo 2?
A diabetes tipo 2 é praticamente assintomática nas fases iniciais.
Isto implica um atraso no diagnóstico, por vezes de vários anos, e estima-se que até 50% das pessoas com diabetes mellitus tipo 2 permaneçam, neste momento, sem diagnóstico.
Isto faz com que até 20% das pessoas com este tipo de diabetes apresentem sinais de complicações no momento do diagnóstico.
Por este motivo, a diabetes mellitus tipo 2 deve ser procurada de forma específica em pessoas em risco, isto é, qualquer pessoa a partir dos 45 anos e menores de 45 com:
- Obesidade.
- Antecedentes familiares de diabetes.
- Diabetes em gravidezes anteriores ou filhos com peso ao nascer superior a 4 kg.
- Hipertensão arterial.
- Colesterol ou triglicéridos elevados.
- História de alterações da glicose no sangue.
Tem algum destes sintomas?
É possível que apresente diabetes tipo 2
Como se diagnostica a diabetes tipo 2?
O diagnóstico da diabetes tipo 2 é realizado, inicialmente, através da determinação da glicose em jejum.
Se a análise apresentar um valor repetido de glicose superior a 126 mg/dl, considera-se positivo para diabetes mellitus tipo 2.
Em casos duvidosos, recorre-se à realização de uma curva de glicose (determinação seriada da glicose no sangue) após a ingestão de um preparado com 75 g de glicose.
É de importância fundamental, para o correto manejo da diabetes mellitus, especialmente a de tipo 2, a realização de estudos de composição corporal (Bod-pod, ViScan), com o objetivo de conhecer a magnitude do excesso de gordura em cada doente. Em conjunto com estes estudos, é também aconselhável realizar uma calorimetria indireta, da qual se obtém o gasto energético em repouso de cada doente.
Como se trata a diabetes tipo 2?
O tratamento da diabetes tipo 2 baseia-se em três pilares fundamentais:
- Plano alimentar equilibrado.
- Prática regular de exercício físico.
- Tratamento farmacológico personalizado.
Atualmente, dispomos de vários grupos de fármacos (estimuladores da secreção de insulina, sensibilizadores dos tecidos à insulina, inibidores da absorção de hidratos de carbono ou gorduras...) que permitem selecionar o tratamento mais adequado para cada doente.
A cirurgia metabólica ou da diabetes representa, hoje em dia, uma opção importante, inovadora e com resultados notáveis, tal como demonstrado em trabalhos científicos publicados com a experiência acumulada nos diferentes centros onde é aplicada há anos.
Até há pouco tempo, o seguimento de uma dieta adequada, a prática habitual de exercício físico e o tratamento médico foram os três pilares básicos da abordagem desta doença, cuja principal causa é a obesidade.
Inicialmente, estas intervenções apenas se realizavam para tratar casos de obesidade importante e com mau controlo terapêutico. Hoje sabemos que funciona em graus menores de obesidade, com uma remissão da diabetes em torno de 80% dos casos.
Este elevado percentual de sucesso não significa que todos os doentes com diabetes devam ser operados. As pessoas que, por algum motivo, não conseguem cumprir corretamente o tratamento médico, ou as de difícil controlo, que associam outros problemas metabólicos apesar de seguirem as medidas adequadas, são candidatas, pelo menos, a um estudo que avalie a sua adequação a este tipo de intervenções.
Dispomos de vários grupos de fármacos (estimuladores da secreção de insulina, sensibilizadores dos tecidos à insulina, inibidores da absorção de hidratos de carbono ou gorduras...) que permitem selecionar o tratamento mais adequado para cada doente, de acordo com as suas características: obesidade, quantidade de insulina produzida pelo pâncreas, etc.
Para além de novos tipos de fármacos, surgiram alguns com um perfil de ação e segurança que os torna mais eficazes, com menos efeitos adversos e mais cómodos para o doente.
Entre os fármacos mais recentes, destacam-se as tiazolidinedionas ou glitazonas: Rosiglitazona (Avandia®) e Pioglitazona (Actos®). São insulinosensibilizadores, ou seja, favorecem a ação da insulina em múltiplos órgãos e tecidos (fígado, tecido adiposo, músculo...). Para além de melhorarem o controlo glicémico em monoterapia ou em combinação com outros fármacos, reduzem as alterações associadas à diabetes tipo 2 e à síndrome metabólica (hipertensão arterial, alterações dos lípidos...).
Também poderão atrasar o início do tratamento com insulina. A diabetes tipo 2 pode não necessitar de insulina inicialmente, mas esta pode revelar-se a melhor opção, porque outros tipos de tratamento se mostraram inadequados.
O doente deve controlar os níveis de açúcar, quer esteja a tratar a diabetes com comprimidos, com insulina ou apenas com dieta e exercício.
O Departamento de Endocrinologia e Nutrição
da Clínica Universidad de Navarra
O Departamento está organizado em unidades assistenciais, com especialistas totalmente dedicados ao estudo diagnóstico e ao tratamento deste tipo de doenças.
Trabalhamos com protocolos estabelecidos, que permitem que todos os exames de diagnóstico necessários sejam realizados no mais curto prazo possível e que se inicie, o mais rapidamente possível, o tratamento mais adequado em cada caso.
Organizados em unidades assistenciais
- Área de Obesidade.
- Unidade de Diabetes.
- Unidade de Doenças da Tiroide e Paratiroide.
- Unidade de Osteoporose
- Outras doenças: p. ex., síndrome de Cushing.

Porquê na Clínica?
- Centro de Excelência Europeu no diagnóstico e tratamento da Obesidade.
- Equipa de enfermeiros especializados no Hospital de Dia de Endocrinologia e Nutrição.
- Dispomos de um Laboratório de Investigação Metabólica de reconhecido prestígio internacional.
A nossa equipa de profissionais
Rastreio Cardiovascular
ICAP
INTEGRATED CARDIOVASCULAR
ASSESSMENT PROGRAM
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