Diabetes tipo 2

"Para quem sofre de diabetes não insulinodependente (tipo 2), seguir um plano alimentar ajuda a manter um peso adequado e a alcançar um equilíbrio entre a insulina produzida pelo organismo e a alimentação."

DR. JAVIER ESCALADA SAN MARTÍN
DIRETOR. DEPARTAMENTO DE ENDOCRINOLOGIA E NUTRIÇÃO

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento em endocrinologia. Clínica Universidade de Navarra

A diabetes mellitus tipo 2 ou não insulinodependente representa 80-90% dos casos de diabetes. Provoca alterações metabólicas caracterizadas por uma elevação inapropriada da glicose no sangue (hiperglicemia), que dá origem a complicações crónicas por atingimento de grandes e pequenos vasos e nervos.

Pode provocar síndrome metabólica, que aumenta o risco cardiovascular e é causa de morte. Nesta síndrome associam-se diabetes, hipertensão arterial, aumento dos níveis de colesterol, triglicéridos e/ou ácido úrico e excesso de peso.

O tratamento da diabetes tipo 2 baseia-se em três pilares fundamentais: cumprimento de um plano de alimentação equilibrado, prática regular de exercício físico e tratamento farmacológico personalizado.

A Clínica dispõe do único check-up cardiovascular que incorpora a mais avançada tecnologia de diagnóstico por imagem para quantificar com precisão o seu risco cardiovascular

Graças à dedicação em exclusivo dos nossos profissionais, é possível realizar o Chequeo ICAP em menos de 48 horas, com um diagnóstico de elevada precisão.

Quais são os sintomas da diabetes tipo 2?

A diabetes tipo 2 é praticamente assintomática nas fases iniciais.

Isto implica um atraso no diagnóstico, por vezes de vários anos, e estima-se que até 50% das pessoas com diabetes mellitus tipo 2 permaneçam, neste momento, sem diagnóstico.

Isto faz com que até 20% das pessoas com este tipo de diabetes apresentem sinais de complicações no momento do diagnóstico.

Por este motivo, a diabetes mellitus tipo 2 deve ser procurada de forma específica em pessoas em risco, isto é, qualquer pessoa a partir dos 45 anos e menores de 45 com:

  • Obesidade.
  • Antecedentes familiares de diabetes.
  • Diabetes em gravidezes anteriores ou filhos com peso ao nascer superior a 4 kg.
  • Hipertensão arterial.
  • Colesterol ou triglicéridos elevados.
  • História de alterações da glicose no sangue.

O que é a diabetes, tipos, sintomas, diagnóstico e tratamento

Tem algum destes sintomas?

É possível que apresente diabetes tipo 2

Como se diagnostica a diabetes tipo 2?

Tubos usados para la extracción de sangre en el Laboratorio de Extracciones

O diagnóstico da diabetes tipo 2 é realizado, inicialmente, através da determinação da glicose em jejum.

Se a análise apresentar um valor repetido de glicose superior a 126 mg/dl, considera-se positivo para diabetes mellitus tipo 2.

Em casos duvidosos, recorre-se à realização de uma curva de glicose (determinação seriada da glicose no sangue) após a ingestão de um preparado com 75 g de glicose.

É de importância fundamental, para o correto manejo da diabetes mellitus, especialmente a de tipo 2, a realização de estudos de composição corporal (Bod-pod, ViScan), com o objetivo de conhecer a magnitude do excesso de gordura em cada doente. Em conjunto com estes estudos, é também aconselhável realizar uma calorimetria indireta, da qual se obtém o gasto energético em repouso de cada doente. 

Como se trata a diabetes tipo 2?

O tratamento da diabetes tipo 2 baseia-se em três pilares fundamentais:

  • Plano alimentar equilibrado.
  • Prática regular de exercício físico.
  • Tratamento farmacológico personalizado.

Atualmente, dispomos de vários grupos de fármacos (estimuladores da secreção de insulina, sensibilizadores dos tecidos à insulina, inibidores da absorção de hidratos de carbono ou gorduras...) que permitem selecionar o tratamento mais adequado para cada doente.

A cirurgia metabólica ou da diabetes representa, hoje em dia, uma opção importante, inovadora e com resultados notáveis, tal como demonstrado em trabalhos científicos publicados com a experiência acumulada nos diferentes centros onde é aplicada há anos.

Até há pouco tempo, o seguimento de uma dieta adequada, a prática habitual de exercício físico e o tratamento médico foram os três pilares básicos da abordagem desta doença, cuja principal causa é a obesidade.

Inicialmente, estas intervenções apenas se realizavam para tratar casos de obesidade importante e com mau controlo terapêutico. Hoje sabemos que funciona em graus menores de obesidade, com uma remissão da diabetes em torno de 80% dos casos.

Este elevado percentual de sucesso não significa que todos os doentes com diabetes devam ser operados. As pessoas que, por algum motivo, não conseguem cumprir corretamente o tratamento médico, ou as de difícil controlo, que associam outros problemas metabólicos apesar de seguirem as medidas adequadas, são candidatas, pelo menos, a um estudo que avalie a sua adequação a este tipo de intervenções.

Dispomos de vários grupos de fármacos (estimuladores da secreção de insulina, sensibilizadores dos tecidos à insulina, inibidores da absorção de hidratos de carbono ou gorduras...) que permitem selecionar o tratamento mais adequado para cada doente, de acordo com as suas características: obesidade, quantidade de insulina produzida pelo pâncreas, etc.

Para além de novos tipos de fármacos, surgiram alguns com um perfil de ação e segurança que os torna mais eficazes, com menos efeitos adversos e mais cómodos para o doente.

Entre os fármacos mais recentes, destacam-se as tiazolidinedionas ou glitazonas: Rosiglitazona (Avandia®) e Pioglitazona (Actos®). São insulinosensibilizadores, ou seja, favorecem a ação da insulina em múltiplos órgãos e tecidos (fígado, tecido adiposo, músculo...). Para além de melhorarem o controlo glicémico em monoterapia ou em combinação com outros fármacos, reduzem as alterações associadas à diabetes tipo 2 e à síndrome metabólica (hipertensão arterial, alterações dos lípidos...).

Também poderão atrasar o início do tratamento com insulina. A diabetes tipo 2 pode não necessitar de insulina inicialmente, mas esta pode revelar-se a melhor opção, porque outros tipos de tratamento se mostraram inadequados.

O doente deve controlar os níveis de açúcar, quer esteja a tratar a diabetes com comprimidos, com insulina ou apenas com dieta e exercício.

O Departamento de Endocrinologia e Nutrição
da Clínica Universidad de Navarra

O Departamento está organizado em unidades assistenciais, com especialistas totalmente dedicados ao estudo diagnóstico e ao tratamento deste tipo de doenças.

Trabalhamos com protocolos estabelecidos, que permitem que todos os exames de diagnóstico necessários sejam realizados no mais curto prazo possível e que se inicie, o mais rapidamente possível, o tratamento mais adequado em cada caso.

Organizados em unidades assistenciais

  • Área de Obesidade.
  • Unidade de Diabetes.
  • Unidade de Doenças da Tiroide e Paratiroide.
  • Unidade de Osteoporose
  • Outras doenças: p. ex., síndrome de Cushing.
Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

Porquê na Clínica?

  • Centro de Excelência Europeu no diagnóstico e tratamento da Obesidade.
  • Equipa de enfermeiros especializados no Hospital de Dia de Endocrinologia e Nutrição.
  • Dispomos de um Laboratório de Investigação Metabólica de reconhecido prestígio internacional.

A nossa equipa de profissionais

Rastreio Cardiovascular
ICAP

INTEGRATED CARDIOVASCULAR
ASSESSMENT PROGRAM

Uma nova abordagem do risco cardiovascular

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