Cirurgia metabólica
"A cirurgia metabólica mostrou ser benéfica não apenas para o controlo da diabetes, mas também para a resolução das doenças associadas."
DR. VÍCTOR VALENTÍ AZCÁRATE CODIRETOR. ÁREA DE OBESIDADE

Cirurgia para a diabetes tipo 2 e a obesidade
A cirurgia metabólica utiliza intervenções no aparelho digestivo para tratar a obesidade e melhorar as doenças metabólicas associadas, especialmente a diabetes tipo 2. Utiliza as mesmas técnicas da cirurgia bariátrica, com especial atenção aos seus efeitos no controlo da glicemia.
Estas intervenções modificam a capacidade do estômago e, em algumas técnicas, o percurso dos alimentos pelo intestino. Além de favorecerem a perda de peso, produzem alterações nos sinais digestivos que intervêm no apetite e no metabolismo.
A Clínica Universidad de Navarra dispõe de uma Área de Obesidade que integra profissionais de diferentes especialidades. Conta com as acreditações da IFSO e da EASO indicadas na sua informação institucional sobre o tratamento da obesidade e a cirurgia bariátrica e metabólica.

Centro de Excelência Internacional em Cirurgia Metabólica
Acreditado pela Federação Internacional de Cirurgia da Obesidade e das Doenças Metabólicas (IFSO)
Experiência
Mais de 20 anos de experiência no tratamento cirúrgico da obesidade.
Profissionais experientes
Formados em centros de referência nacionais e internacionais.
Rapidez
Em 48 horas, poderá ser realizada uma avaliação completa para lhe oferecer o melhor tratamento adaptado ao seu caso.
Segurança
A cirurgia bariátrica é segura, com uma baixa taxa de complicações.
Recuperação rápida
As abordagens laparoscópica e robótica permitem uma recuperação rápida. O doente tem alta ao fim de 48 horas.
Programa personalizado
Aconselhamento e acompanhamento antes e depois da cirurgia por parte de toda a equipa.
Quando está indicada a cirurgia metabólica?
A cirurgia metabólica pode ser considerada em adultos com diabetes tipo 2 e um índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30 kg/m², desde que sejam candidatos adequados a uma intervenção cirúrgica. A American Diabetes Association inclui esta opção nas suas recomendações de 2026.
Em pessoas com um IMC entre 30 e 34,9 kg/m², as recomendações da ASMBS e da IFSO apoiam a avaliação desta opção quando os tratamentos não cirúrgicos não permitem alcançar uma perda de peso suficiente e duradoura ou uma melhoria adequada das doenças associadas.
O IMC, por si só, não determina a necessidade de cirurgia. A decisão requer uma avaliação individual da saúde, dos tratamentos anteriores, dos benefícios esperados e do risco cirúrgico. É também necessário avaliar o estado nutricional e psicológico e a possibilidade de manter os cuidados após a cirurgia.
Indicações mais frequentes desta cirurgia
Tem diabetes tipo 2 e obesidade?
Solicite uma avaliação com os nossos especialistas para saber quais as opções de tratamento que podem ser adequadas para si.
Como se realiza a cirurgia metabólica?
Tipos de técnicas cirúrgicas para a diabetes
Atualmente, podem ser realizadas várias técnicas cirúrgicas, dependendo das características do doente.
A escolha é feita de forma individualizada. Cada procedimento oferece benefícios e tem limitações que devem ser analisados com o doente antes da intervenção.
A cirurgia é habitualmente realizada por laparoscopia, através de pequenas incisões no abdómen, sob anestesia geral. Na Clínica Universidad de Navarra, também se utiliza a abordagem robótica.
Bypass gástrico laparoscópico
O bypass gástrico consiste em criar uma pequena bolsa na parte superior do estômago e ligá-la ao intestino delgado. Desta forma, os alimentos deixam de passar por uma parte do estômago e do intestino.
Esta alteração reduz a quantidade de alimentos que pode ser ingerida e modifica os sinais digestivos relacionados com o metabolismo.
É uma das técnicas com evidência de melhoria do controlo da diabetes tipo 2. Os estudos de acompanhamento a longo prazo que incluem este procedimento mostram uma menor necessidade de medicação e uma maior probabilidade de remissão em comparação com o tratamento médico e as alterações do estilo de vida avaliados nesses ensaios.
Gastrectomia tubular laparoscópica
A gastrectomia tubular, também chamada gastrectomia vertical, consiste em remover aproximadamente 80 % do estômago, deixando uma estrutura em forma de tubo. Não altera o percurso dos alimentos pelo intestino.
Além de reduzir a capacidade do estômago, influencia os sinais hormonais que regulam a fome, a saciedade e o controlo da glicemia. Pode melhorar a diabetes tipo 2, embora o seu efeito metabólico possa ser menor do que o das técnicas de bypass.
A presença de refluxo gastroesofágico deve ser tida em conta na escolha desta intervenção, uma vez que pode surgir ou agravar-se após a cirurgia.
SADI-S: bypass duodenoileal de anastomose única com gastrectomia vertical
O SADI-S combina uma gastrectomia vertical com uma derivação intestinal. Após a redução do estômago, o duodeno é ligado a uma zona mais distal do intestino delgado através de uma única ligação.
Pode permitir uma perda de peso significativa e melhorar o controlo da diabetes tipo 2. Também pode ser utilizado em determinados doentes que já foram submetidos a uma gastrectomia vertical e necessitam de tratamento cirúrgico adicional.
O seu efeito na absorção de nutrientes exige especial atenção ao acompanhamento nutricional. Entre os possíveis inconvenientes encontram-se as carências de vitaminas e minerais, o refluxo e as dejeções mais frequentes ou de consistência mais mole. A indicação deve ser individualizada.
Cirurgia de revisão
Em alguns doentes, pode ser ponderada uma nova intervenção após uma cirurgia anterior devido à recuperação de peso, perda de peso insuficiente, melhoria insuficiente das doenças associadas ou complicações.
A cirurgia de revisão é mais complexa do que a primeira intervenção. A sua indicação requer uma avaliação especializada para determinar as causas do problema e a opção terapêutica mais adequada.
Preparação e recuperação após a cirurgia metabólica

Preparação antes da cirurgia metabólica
Antes da cirurgia, é realizada uma avaliação médica, nutricional e psicológica. A equipa irá rever a sua história clínica, solicitar os exames necessários e ajudar a preparar as alterações na alimentação e nos hábitos que a intervenção exige.
A preparação inclui um plano nutricional individualizado, deixar de fumar caso seja fumador e a revisão da medicação habitual.

Cuidados pós-operatórios
A alimentação é reintroduzida de forma progressiva, seguindo as orientações da equipa de nutrição. Durante a recuperação, deverá cumprir as recomendações individualizadas de hidratação, medicação e atividade física.
O acompanhamento deve manter-se a longo prazo. Inclui a avaliação do controlo da diabetes, do estado nutricional e da evolução do peso, juntamente com a suplementação indicada para prevenir carências. Permite também detetar episódios de hipoglicemia, ou seja, níveis demasiado baixos de glicose no sangue, e outras complicações.
A Área de Obesidade
da Clínica Universidad de Navarra
A nossa Área de Obesidade é constituída por uma equipa de profissionais de diferentes especialidades. Em menos de 48 horas realizamos a avaliação completa de um doente por todos os especialistas, de acordo com o nosso protocolo de obesidade.
A Clínica é um centro de excelência acreditado no tratamento e na cirurgia da obesidade pela Sociedade Europeia para o Estudo da Obesidade e pela Federação Internacional para a Cirurgia Bariátrica.
Que doenças tratamos?
- Síndrome metabólico
- Excesso de peso
- Obesidade
- Obesidade mórbida
- Obesidade infantil
Que tratamentos realizamos?
- Plano médico e acompanhamento nutricional personalizado
- Balão intragástrico
- Cirurgia bariátrica
- Técnicas endoscópicas
- Cirurgia metabólica
- Cirurgia de revisão

Porquê na Clínica?
- Mais de 20 anos de experiência no tratamento cirúrgico da obesidade.
- Formação nestas técnicas em centros de referência internacional nos EUA e na Europa.
- Em 48 h, os nossos especialistas avaliarão o seu caso e propor-lhe-ão o melhor tratamento.