Astenia crónica

"Não existe um exame específico para o seu diagnóstico; este é feito através da observação clínica, com base no próprio critério do médico."

DR. JAVIER NICOLÁS GARCÍA GONZÁLEZ
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE MEDICINA INTERNA

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento em Medicina Interna. Clínica Universidad de Navarra

A astenia é o termo médico para cansaço. O cansaço crónico tornou-se num dos motivos de consulta mais frequentes nas consultas médicas.

Na maioria dos casos é possível encontrar uma causa, seja orgânica ou psíquica, para a astenia, mas existe uma elevada percentagem de doentes em que não é possível identificar uma causa específica.

A síndrome de astenia crónica define-se pela existência de cansaço com mais de seis meses de evolução e que provoca uma redução superior a 50% da capacidade para realizar as tarefas habituais.

Quais são os sintomas da astenia crónica?

O sintoma cardinal é o cansaço, muito intenso, que não melhora com o descanso e que provoca uma grande incapacidade para a vida laboral, social e de relacionamento.

Associam-se outros sintomas menores, muito variáveis de doente para doente. É frequente haver algumas décimas de febre, sobretudo ao fim da tarde.

Entre as queixas mais habituais incluem-se também as dores de cabeça, a dor de garganta, as dores musculares e a fraqueza.

Outros sintomas incluem o aparecimento de gânglios no pescoço, dificuldade de concentração, alterações do sono e muitos outros.

Os sintomas mais frequentes são:

  • Cansaço intenso.
  • Dores de cabeça.
  • Alterações do sono.
  • Febre.

Tem algum destes sintomas?

Pode apresentar astenia ou fadiga crónica

Quem pode ter astenia crónica?

Esta doença afeta fundamentalmente pessoas previamente saudáveis e é mais frequente entre os 20 e os 50 anos de idade, embora tenham sido observados casos em doentes de idade avançada. Atualmente, existe grande controvérsia acerca da sua possível existência e da forma de a definir nas crianças.

Existe um claro predomínio de mulheres afetadas.

Qual é o prognóstico?

Trata-se de uma doença crónica, de evolução muito prolongada, embora com uma ligeira tendência para melhoria espontânea.

Apesar disso, esta doença condiciona um grau importante de incapacidade e mais de metade dos doentes continuará a ter dificuldades em manter a sua atividade habitual cinco anos após o início da doença.

Quais são as causas da astenia crónica?

Não se conhecem as causas da astenia crónica. As hipóteses mais estudadas relacionam a sua origem com infeções virais crónicas, sobretudo as causadas por vírus do grupo herpes (vírus Epstein-Barr e herpesvírus humano tipo 6), mas esta possibilidade não pôde ser demonstrada com certeza.

Outras teorias, também não comprovadas, relacionam o aparecimento desta doença com alterações ligeiras do sistema imunitário ou disfunção das células musculares.

Como se diagnostica a astenia crónica?

No caso da astenia crónica ou fadiga crónica, é o médico quem, na consulta, estabelece o diagnóstico com base em dados ou critérios clínicos definidos, depois de excluir a existência de outras causas para o cansaço do doente.

Não existem testes ou análises específicas que permitam confirmar o diagnóstico, embora, para excluir outras doenças causadoras de cansaço, possa ser necessário um estudo alargado com análises e/ou exames complementares.

Outras possíveis causas de fadiga que devem ser excluídas incluem: dependência de fármacos, perturbações autoimunes ou imunitárias, infeções, doenças musculares ou neurológicas (como esclerose múltipla), doenças endócrinas (como hipotiroidismo), outras doenças (como cardiopatias, nefropatias ou hepatopatias), doenças psiquiátricas ou psicológicas (particularmente depressão) ou tumores.

Como se trata a astenia crónica?

O tratamento mais eficaz é o exercício e o condicionamento físico

Foram testados múltiplos fármacos no tratamento do cansaço crónico, embora a maior parte sem resultados satisfatórios, exceto em casos isolados. Entre todos, os melhores resultados foram obtidos com fármacos antidepressivos.

Outro grande grupo terapêutico inclui os estimulantes da imunidade e os antivirais. Os anti-inflamatórios não esteroides e os corticóides são por vezes eficazes no controlo dos sintomas da doença, especialmente das dores musculares e articulares, mas não influenciam a evolução a longo prazo deste síndrome.

A única medida com eficácia comprovada na abordagem desta doença é a implementação de programas específicos e individualizados de exercício e condicionamento físico.

O Departamento de Medicina Interna
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