Hipertensão arterial
«O exercício físico e uma dieta com baixo teor de sal são algumas medidas muito eficazes para o seu tratamento, sem necessidade de recorrer a fármacos.»
DR. JUAN JOSÉ GAVIRA GÓMEZ
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE CARDIOLOGÍA

A hipertensão arterial ou aumento da pressão arterial
A tensão arterial é a pressão do sangue que circula pelas artérias. O coração bombeia o sangue para a aorta, pela qual se distribui para outras artérias que se vão dividindo em sucessivos ramos arteriais que chegam a todos os órgãos.
A pressão arterial é mantida pela elasticidade da aorta e das artérias principais. Esta elasticidade vai diminuindo com o decorrer dos anos, razão pela qual é tão frequente encontrar valores elevados de pressão arterial em pessoas idosas.
As consequências da hipertensão arterial podem ser muito variadas. São piores quando coexistem outros problemas: hipercolesterolemia, diabetes, etc., pelo que a sua prevenção e controlo são vitais.
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Quais são os sintomas do aumento da pressão arterial?
A sintomatologia que pode acompanhar a tensão arterial elevada é muito variada. Pode acontecer que não cause quaisquer sintomas e que a sua deteção seja casual (em consultas de rotina, cirurgias, etc.).
Noutras ocasiões, é detetada na sequência de cefaleias frequentes, hemorragias nasais espontâneas, sensação de inquietação, nervosismo, etc. e, com menor frequência, por cefaleia intensa, sensação de frio e angústia, palpitações e tremor.
Quando estes sintomas ocorrem juntamente com uma elevação importante dos valores de tensão arterial, denomina-se crise hipertensiva.
Qual é a tensão arterial normal?
140/90
Num adulto, os valores normais de tensão arterial situam-se abaixo de 140 mmHg de sistólica (popularmente, “TA máxima”) e de 90 mmHg de diastólica (popularmente, “TA mínima”).
Tem algum destes sintomas?
Pode sofrer de aumento da pressão arterial
Quais são as causas da tensão arterial elevada?
Hipertensão arterial essencial ou de causa desconhecida: é o tipo de hipertensão arterial mais frequente, cerca de 90 a 95%. Geralmente surge acima dos 50 anos e existe, com frequência, história familiar de hipertensão.
Hipertensão arterial secundária: é aquela em que se conhece a causa que a provoca.
Essa causa pode ser muito variada, sendo a mais frequente a vasculorrenal, isto é, a que ocorre como consequência de diminuição do fluxo sanguíneo ao nível dos rins, por arteriosclerose ou por uma malformação vascular, desencadeando hipertensão arterial em resposta ao sinal de má perfusão que recebe o rim afetado.
Outras causas incluem a existência de coartação da aorta, doença renal parenquimatosa, causas endócrinas, etc.
¿Cuáles son los factores de riesgo?
El aumento de presión arterial no es una enfermedad hereditaria típica en cuanto a transmisión de padres a hijos.
Su génesis es multifactorial, digamos que se hereda una mayor predisposición a padecerla que, unida a diversos factores medioambientales, puede desencadenar su aparición.
Qual é o prognóstico da hipertensão arterial?
Agudas: Uma subida brusca e importante da pressão arterial pode produzir sintomas muito variados, como alterações da visão, dor torácica ou alterações neurológicas, encefalopatia, etc.
Só se fala em crise hipertensiva quando existem sintomas que acompanham a subida da tensão arterial. No entanto, encontrar valores muito elevados num doente sem sintomas não é motivo de alarme e esse doente não deve ir às urgências. Bastará intensificar o tratamento anti-hipertensor e comentá-lo com o médico de família.
Crónicas: As complicações crónicas decorrentes da hipertensão arterial dependem do controlo efetuado e/ou da associação a outras doenças, sobretudo metabólicas.
- Ao nível cardíaco, aumenta a espessura da parede do ventrículo e surge alguma rigidez que dificulta o seu enchimento, comprometendo ambas as alterações a irrigação do músculo miocárdico e favorecendo, juntamente com a deterioração das coronárias, doenças isquémicas (por falta de irrigação) do coração.
- No rim, deterioram-se as artérias que o irrigam, gerando-se isquemia das suas unidades funcionais (néfrones) que, juntamente com a hipertensão transmitida a essas unidades, provoca uma destruição progressiva e irreversível. Esta hiperpressão favorece o aumento da eliminação de proteínas na urina, que pode ser valorizado como marcador de lesão renal.
- No sistema nervoso central, podem ocorrer doenças decorrentes de fenómenos trombóticos (enfartes cerebrais de forma episódica ou crónica, podendo evoluir para demência) ou hemorrágicos (hemorragias cerebrais). Estas doenças originam elevada morbilidade pelo impacto que têm no doente.
- Por fim, a lesão vascular causada pela hipertensão arterial pode dar origem a doenças por má perfusão que podem afetar qualquer território (intestino, membros, olhos, etc.).
Como se diagnostica a hipertensão arterial?
A pressão arterial elevada é geralmente diagnosticada numa consulta de rotina. Devem realizar-se várias medições e confirmar que, de facto, existem valores elevados de pressão arterial. Por vezes, é descoberta quando surgem algumas das suas consequências nocivas ou complicações: problemas cardíacos, como insuficiência cardíaca, insuficiência renal ou lesões cerebrais.
O estudo da hipertensão arterial visa determinar a causa, a presença de outros fatores de risco cardiovascular (hipercolesterolemia, hiperglicemia, etc.) e a sua repercussão em diferentes órgãos.
Inicia-se com uma anamnese médica completa, exame físico e estudos analíticos. A hipertensão arterial é quase sempre essencial (sem causa aparente), mas pode ser secundária a outras doenças.
Quando se suspeita de uma doença causadora de aumento da pressão arterial, é conveniente completar o estudo cardiológico com outros exames orientados para identificar essa causa.
Existem ainda outras provas que avaliam a repercussão que o aumento da pressão sanguínea pode produzir nos órgãos-alvo (coração, rim, cérebro, olhos).
Como se trata a hipertensão arterial?
Como modificar o estilo de vida para prevenir a elevação da tensão arterial?
A modificação dos hábitos de vida é fundamental. Estas medidas devem ser esgotadas antes de iniciar o tratamento farmacológico.
Se a hipertensão for grave, aplicam-se simultaneamente ao início do tratamento com fármacos. As medidas gerais são as seguintes:
- Peso adequado. A melhor medida é o índice cintura/altura: para tal, divide-se o perímetro da cintura pela altura em cm. Está aumentado quando é superior a 0,50; nesse caso, deve aconselhar-se o doente a perder peso.
- Caminhar a passo rápido, durante pelo menos 45 minutos, todos os dias.
- O colesterol LDL não deve ultrapassar 115 mg/dl. Se for superior, deve aconselhar-se uma dieta mediterrânica: pobre em gorduras saturadas e com abundante fruta, vegetais, peixe e azeite.
- Álcool: não ingerir mais de 30 g/dia de etanol (não excedendo 300 ml de vinho, 720 ml de cerveja ou 60 ml de uísque). Em geral, recomenda-se que os homens não bebam mais de dois copos de vinho por dia e as mulheres não mais de um.
- Inicialmente, dieta estrita sem sal durante duas semanas. Se os valores de tensão arterial não diminuírem, pode continuar-se com uma dieta pobre em sal (4–5 g/dia).
Que fármacos se utilizam para a hipertensão arterial?
- Diuréticos: favorecem a perda de sódio e de água pela urina. Efeitos secundários: anomalias metabólicas.
- Beta-bloqueadores: ação cardiodepressora e vasodilatadora. Efeitos secundários: anomalias metabólicas. Recomenda-se vigilância da sua utilização em doentes com insuficiência cardíaca, diabéticos ou pessoas com doenças pulmonares.
- Antagonistas do cálcio: grande capacidade vasodilatadora, embora alguns também tenham ação cardiodepressora. Efeitos secundários: cefaleias, edemas nos membros e sensação de calor.
- IECAs: atuam sobre um eixo hormonal envolvido na gestão do sódio a nível renal e na contração dos vasos periféricos. Reduzem a perda de proteínas pela urina. Podem causar anomalias metabólicas e influenciar negativamente a função renal.
- Antagonistas dos recetores da angiotensina: bloqueiam a ação final do eixo renina–angiotensina.
- Alfa-beta bloqueadores: bloqueiam recetores alfa e beta simpáticos. Ação cardiodepressora e vasodilatadora.
- Agonistas centrais alfa-adrenérgicos: atuam sobre o sistema nervoso central, diminuindo o tónus simpático com aumento do tónus vagal. Favorecem a vasodilatação periférica.
- Bloqueadores alfa-1 adrenérgicos periféricos: ação vasodilatadora periférica arterial e venosa. Podem provocar uma queda excessiva da tensão arterial ao levantar-se.
- Vasodilatadores: costumam provocar aumento de pilosidade e aumento do pulso.
Relativamente aos fármacos anti-hipertensores, recomenda-se iniciar com diuréticos e beta-bloqueadores, salvo se existir alguma característica que indique outro tratamento.
O Departamento de Cardiologia
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