Dor

"O grau de dor varia de pessoa para pessoa. Por isso, o seu plano de tratamento é elaborado de acordo com as suas necessidades e circunstâncias específicas."

DR. NICOLÁS VARELA
DIRETOR. ÁREA DA DOR

Imagem do selo de reconhecimento Merco Salud 2025. Clínica Universidade de Navarra

A dor é subjetiva, e a diferença em relação ao sofrimento é que este corresponde à tolerância à dor.

Para avaliar a dor é necessário conhecer as suas características, para que o especialista possa indicar o melhor tratamento.

A escala numérica da dor quantifica-a de 0 a 10 como se fosse mais um sinal vital, de acordo com a perceção do doente sobre a sua intensidade. 

Se a dor se mantiver por mais de 3-6 meses, considera-se crónica e requer tratamento. Em 90% dos casos de dor crónica é possível obter alívio e os resultados são muito satisfatórios.

Quais são os tipos de dor?

Dor somática
Causada pela ativação dos recetores da dor na pele, tecido subcutâneo, músculo e osso. É uma dor bem localizada e descrita como aguda.

Responde aos analgésicos habituais, incluindo anti-inflamatórios, opiáceos, inclusive a morfina e os seus derivados.

Dor neuropática
É causada por uma lesão no sistema nervoso. Costuma ser do tipo queimadura, ardor, picada ou lancinante.

Pode tornar-se muito incómoda, não responde aos analgésicos habituais e, no entanto, melhora com fármacos que, à primeira vista, não parecem relacionados, como alguns antidepressivos e medicamentos usados na epilepsia, no tratamento de arritmias cardíacas, etc., porque estabilizam as membranas nervosas alteradas.

Dor visceral
Provocada pela distensão das camadas que envolvem um órgão visceral. É uma dor do tipo cólica e agrava-se com a palpação.

Por outro lado, a dor pode classificar-se em aguda ou crónica, consoante a sua duração:

  • A dor aguda considera-se quando dura menos de 1 mês.
  • A dor crónica é aquela que dura mais de 3 meses.

Tem algum destes sintomas?

Pode ser necessário realizar uma avaliação da sua dor

Como se diagnostica a causa da dor?

Imagen de una fractura vertebral. Clínica Universidad de Navarra

O diagnóstico é realizado através da história clínica e do exame físico. São fundamentais para um diagnóstico correto da dor neuropática.

Além disso, o diagnóstico pode ser complementado com exames como estudos de condução nervosa, eletromiogramas e diversos exames imagiológicos, incluindo TAC, mielograma e ressonância magnética.

Um exame diagnóstico adicional para determinar o possível envolvimento de hiperatividade simpática é o teste da fentolamina.

Como se trata a dor? A escada analgésica

Analgésicos menores:

  • Anti-inflamatórios.
  • Paracetamol.

Não provocam resistência nem dependência. Doses mais elevadas não aumentam a analgesia e aumentam, sim, os efeitos secundários.

Indicados na dor oncológica ligeira/moderada. Podem associar-se fármacos adjuvantes.

Quando o degrau anterior não alivia a dor.

  • Codeína: derivado da morfina com menor potência analgésica para dor ligeira/moderada. Não provoca dependência. Efeitos secundários: náuseas, vómitos, tonturas e obstipação.
  • Dihidrocodeína: derivado da codeína com ações semelhantes.
  • Tramadol: ação central. Efeito equivalente ao da morfina oral de libertação lenta em dores de intensidade moderada.

Opiáceos maiores.

Morfina: indicada para a dor e para a dispneia (dificuldade respiratória) no doente oncológico.

Fármacos adjuvantes

  • Anticonvulsivantes (carbamazepina, clonazepam, gabapentina, fenitoína e valproato). Muito eficazes na dor neuropática
  • Antidepressivos tricíclicos para disestesias (sensação dolorosa provocada por um estímulo que não deveria ser doloroso)
  • Os esteroides (dexametasona e prednisolona) são eficazes na dor óssea, cefaleia por hipertensão intracraniana, compressão medular ou de nervo periférico.

Tratamentos não farmacológicos: relaxamento, hábitos posturais, posturas antálgicas e dispositivos que, com massagem, ondas ou corrente elétrica, reduzem a inflamação ou as contracturas causadas pela dor, diminuindo a sua intensidade.

Tratamentos para dores rebeldes e localizadas, que devem ser realizados em centros especializados:

  • Infiltrações.
  • Iontoforese com medicação por calor (radiofrequência) ou frio (crioanalgesia).
  • Bloqueios epidurais.
  • Bloqueios periféricos.
  • Dispositivos implantados, como próteses, mas impercetíveis, como estimuladores epidurais.
  • Sistemas de infusão de fármacos em zonas próximas da medula.

São procedimentos reversíveis e com poucos efeitos secundários.

Quando tudo isto não resulta, algumas intervenções neurocirúrgicas diminuem a sensibilidade nervosa.

A Área da Dor
da Clínica Universidad de Navarra

O objetivo dos especialistas da Área da Dor da Clínica é oferecer aos doentes um controlo completo e individualizado da dor, com vista à melhoria da sua qualidade de vida.

A dedicação dos seus profissionais permite estabelecer um diagnóstico e um plano de atuação em 24 horas, para que o doente inicie o tratamento com a maior brevidade possível.

Tratamentos

  • Bloqueios epidurais
  • Bloqueios periféricos
  • Bombas intratecais
  • Estimuladores medulares
  • Perfusão de lidocaína
  • Radiofrequência
Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

Porquê na Clínica?

  • Anestesiologistas especializados e com formação em centros internacionais.
  • Técnicas avançadas para o controlo de dores difíceis.
  • Enfermagem especializada no manuseamento e acompanhamento do doente com dor.