Doença pulmonar obstrutiva crónica
"A Clínica implementou um Programa de Atenção Integral da DPOC com o objetivo de diagnosticar precocemente esta doença e administrar o tratamento mais adequado."
DRA. ANA BELÉN ALCAIDE OCAÑA
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE PNEUMOLOGIA

A doença pulmonar obstrutiva crónica engloba, sob esta denominação, patologias como o enfisema pulmonar, a bronquite crónica e a afetação por asma de longa duração em pessoas que tenham fumado de forma ativa ou passiva.
A EPOC é uma doença caracterizada por uma obstrução dos brônquios não reversível que, nos casos mais graves, pode estar associada à destruição do pulmão. Além disso, estes doentes podem apresentar tosse, expetoração, pieira e falta de ar.
O enfisema, uma variante da EPOC, é uma patologia respiratória comum, sem tratamento curativo, que afeta as pequenas vias aéreas ou alvéolos. Limita a exalação e acompanha-se de tosse e dificuldade respiratória.
O Departamento de Pneumologia foi acreditado como Unidade de EPOC Básica com excelência, pela Sociedade Espanhola de Pneumologia e Cirurgia Torácica (SEPAR).

Quais são os sintomas da DPOC?
Os sintomas mais frequentes da DPOC são:
- Tosse e expetoração habituais.
- Infeções respiratórias repetidas.
- Falta de ar (dispneia) com o esforço.
- Por vezes, pode haver pieira no peito.
No entanto, em fases iniciais, a DPOC pode não causar sintomas; por isso, existem milhares de doentes que desconhecem estar afetados (3 em cada 4 casos).
Isto deve-se ao facto de o aparecimento dos sintomas tender a ser lento, sendo muitas vezes aceite uma tosse crónica ou falta de ar ligeira como parte normal do envelhecimento ou como uma consequência esperada do tabagismo.
Tem algum destes sintomas?
Pode ser que sofra de doença pulmonar obstrutiva crónica
Quais são as causas da DPOC?
Algumas das principais causas da doença pulmonar obstrutiva crónica são o consumo de tabaco, a inalação de fumos, de carvão de lenha e a exposição a poeiras e produtos tóxicos.
A par destas, existem fatores genéticos, como o défice de alfa-1-antitripsina, e a idade. Como se desenvolve ao longo do tempo, é mais frequente a partir dos 40 anos.
Quem pode ter DPOC?
A DPOC é muito frequente: afeta aproximadamente 9% da população espanhola entre os 40 e os 69 anos e, o que é mais grave, está a aumentar.
No início da década de 90, era a sexta causa de morte na população geral, mas as previsões para 2020 colocavam-na no terceiro lugar.
O aumento do tabagismo nas mulheres e na população jovem é a razão destas previsões.
Como se diagnostica a DPOC?
O principal procedimento diagnóstico para determinar a existência de DPOC é a espirometria, um exame simples que deve ser realizado em qualquer doente fumador com mais de 40 anos, com hábitos tabágicos há algum tempo, sobretudo se apresentar sintomas respiratórios.
Outros candidatos a realizar exames para excluir DPOC são doentes com história de exposição a produtos de degradação da biomassa — fumo de lenha ou carvão, entre outros —, bem como aqueles com risco ocupacional — trabalhadores da restauração/hotelaria ou pessoas expostas a tóxicos inalados.
No âmbito do Programa de Atenção Integral à DPOC, os exames realizados começam com a espirometria, na qual se avaliam os volumes pulmonares, a difusão de CO através de provas completas de função respiratória e uma gasometria.
O protocolo de avaliação inicial inclui a realização de uma TAC torácica de baixa dose de radiação, exame integrado no programa de rastreio para deteção precoce de cancro do pulmão. Será também realizada uma análise, na qual se avaliam o hemograma e a função renal e hepática, entre outros parâmetros.
Será igualmente realizada uma avaliação nutricional do doente, bem como um estudo de outras doenças frequentemente associadas à DPOC: patologias cardiovasculares, cancro do pulmão, diabetes, ansiedade, depressão, osteoporose e problemas oftalmológicos; situações em que o doente será referenciado para o respetivo especialista. Além disso, solicita-se ao doente o preenchimento de vários questionários — sobre qualidade de vida e sobre ansiedade e depressão —, para obter o máximo de informação e alcançar uma avaliação rigorosa do doente.
Como se trata a doença pulmonar obstrutiva crónica?
No tratamento médico propriamente dito, os programas de fisioterapia respiratória e de reabilitação assumem um papel cada vez mais relevante, promovendo melhorias significativas na capacidade física e na qualidade de vida.
Tratamento farmacológico
Do ponto de vista farmacológico, os broncodilatadores por via inalatória, as teofilinas e, em certos casos, os corticoides — inalados, orais ou parentéricos — são os tratamentos mais utilizados.
A adesão ao tratamento e uma técnica de inalação adequada (existem diferentes modalidades para facilitar o uso destes fármacos) são cruciais para a sua correta administração.
Em caso de insuficiência respiratória, está indicada a administração de oxigénio domiciliário. Deve ser utilizada pelo menos 16 horas por dia, incluindo sempre o período de sono. Um número inferior de horas não demonstrou eficácia. O oxigénio não é o tratamento para a sensação de falta de ar ou fadiga, mas prolonga a sobrevivência. Em alguns casos, utiliza-se também oxigénio portátil, através de mochilas de poucos quilos, permitindo ao doente deslocar-se sem abdicar do tratamento.
Nos últimos anos, algumas técnicas cirúrgicas vieram melhorar as perspetivas dos doentes com DPOC: a cirurgia de redução de volume, aplicável em alguns casos de enfisema pulmonar com características específicas; e o transplante pulmonar, indicado em certos doentes com doença muito avançada.
Que ensaios clínicos temos sobre Doença pulmonar obstrutiva crónica?
O Departamento de Pneumologia
da Clínica Universidad de Navarra
Especializado no tabagismo e nas doenças causadas pelo tabaco, o Departamento conta com mais de 15 anos de experiência em programas de cessação tabágica e de deteção precoce do cancro do pulmão.
Os especialistas do departamento receberam formação em centros de referência mundial, incluindo centros dos Estados Unidos, e têm ampla experiência no diagnóstico e tratamento de todas as doenças respiratórias, tanto as comuns como as menos frequentes.
Doenças que tratamos
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Porquê na Clínica?
- Assistência clínica de ponta, com forte atividade em investigação e docência.
- Equipa de enfermagem especializada.
- Trabalhamos em estreita articulação com a Unidade do Sono e a Área de Cancro do Pulmão.