Asma brônquica

"Fazer um diagnóstico preciso requer, por vezes, testar diferentes tratamentos. No entanto, uma vez estabelecido, o tratamento costuma ser muito eficaz."

DRA. ANA BELÉN ALCAIDE OCAÑA
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE PNEUMOLOGIA

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento em pneumologia. Clínica Universidade de Navarra

A asma é uma doença respiratória, caracterizada por inflamação crónica das vias aéreas (brônquios), que causa episódios recorrentes de sensação de falta de ar (dispneia), pieira no peito com a respiração (sibilâncias), tosse e sensação de aperto no peito.

A asma brônquica caracteriza-se por uma obstrução reversível e ocasional da via aérea que, se não for tratada adequadamente, pode conduzir a uma obstrução permanente. Está frequentemente associada a outras patologias.

O Departamento de Pneumologia foi acreditado como Unidade de Asma Básica pela Sociedad Española de Neumología y Cirugía Torácica (SEPAR).

O Departamento de Alergologia foi acreditado como Unidade de Asma Grave pela Sociedad Española de Alergología e Inmunología Clínica.

Quais são os sintomas da asma brônquica?

Os três sintomas mais comuns em doentes com asma são: sibilância (pieira no peito com a respiração), tosse e dispneia (sensação de falta de ar).

É característico que os sintomas da asma ocorram de forma episódica e a qualquer hora do dia, embora seja comum surgirem predominantemente à noite e durante as primeiras horas da manhã.

Os sintomas mais frequentes são:

  • Dificuldade respiratória.
  • Ruídos torácicos sibilantes.
  • Opressão torácica.
  • Tosse seca persistente.

Tem algum destes sintomas?

Pode estar a sofrer de asma

Quais são as causas da asma?

As causas que provocam a asma brônquica são:

  • Extrínsecas: início na infância, com antecedentes familiares positivos para alergias e associada a hipersensibilidade do tipo I e a outras manifestações alérgicas (IgE), induzidas por agentes alergénicos como pólen, lã, pó, etc., ou por poluição atmosférica, matérias irritantes, variações meteorológicas, aspergilose, entre outros.
  • Intrínsecas ou idiopáticas: em geral, começam após os 35 anos e sem antecedentes pessoais ou familiares. Iniciam-se por estímulos não imunológicos, sem elevação de IgE, relacionados com micróbios, fungos, tosse, perturbações psíquicas, stress, etc.
  • Mistas: combinação, frequentemente de natureza bacteriana, de fatores intrínsecos e extrínsecos.

Quem pode ter asma?

Embora a asma possa surgir em qualquer idade, é mais comum que se inicie na infância, fase em que costuma estar associada a um componente alérgico.

A ocorrência de asma infantil associa-se a antecedentes de asma e tabagismo nos pais, sobretudo na mãe.

Nos adultos, é mais frequente a associação a sinusite, pólipos nasais e sensibilidade à aspirina ou a anti-inflamatórios relacionados com a aspirina.

É também comum a inflamação brônquica, com consequente hiperreatividade, associada a determinadas exposições ocupacionais (pó de madeira, metais, compostos orgânicos, resinas plásticas, etc.).

Como se diagnostica a asma brônquica?

<p>Pruebas funci&oacute;n respiratoria</p>

Para um correto diagnóstico e tratamento da asma brônquica é essencial contar com uma equipa multidisciplinar (pneumologistas, alergologistas e, por vezes, otorrinolaringologistas e gastroenterologistas).

Será necessário realizar vários exames diagnósticos, dependendo da história clínica e do exame físico.

Na história clínica, os sintomas fundamentais incluem a presença de tosse irritativa, expetoração mucosa, sensação de opressão torácica, dispneia de esforço e sibilância. Devem ser avaliados os antecedentes familiares e pessoais de atopia. No exame físico, a auscultação pulmonar revela sibilância fina difusa, muitas vezes polifónica e de predomínio expiratório.

Os exames diagnósticos que realizamos são:

  • Prova de provocação com metacolina
  • Espirometria com prova de broncodilatação
  • Prova de provocação com exercício com inalação de ar frio
  • Exames radiológicos (geralmente radiografias) do tórax e dos seios perinasais
  • Avaliação otorrinolaringológica
  • pHmetria esofágica
  • Testes de alergia

Como se trata a asma?

O tratamento da asma assenta em três pilares: prevenção, tratamento farmacológico e educação

Nos últimos anos, demonstrou-se que o tratamento da inflamação da mucosa brônquica é a parte mais importante do tratamento da asma.

Existem vários medicamentos com efeito anti-inflamatório na mucosa brônquica, mas os mais potentes e eficazes são os corticóides (cortisona) inalados.

Para o tratamento imediato, utilizam-se broncodilatadores, que normalmente são administrados por via inalatória.

Existem dois tipos fundamentais, de acordo com a duração da sua ação: os broncodilatadores de ação prolongada, que se tomam de manhã e à noite, todos os dias, haja ou não sintomas; e os de ação curta, que geralmente se reservam para uso conforme necessidade (sensação de falta de ar, tosse, etc.).

Em doentes em que se demonstre um componente alérgico, o tratamento com anti-histamínicos pode ser benéfico.

O Departamento de Pneumologia
da Clínica Universidad de Navarra

Especializado no tabagismo e nas doenças causadas pelo tabaco, o Departamento conta com mais de 15 anos de experiência em programas de cessação tabágica e de deteção precoce do cancro do pulmão.

Os especialistas do departamento receberam formação em centros de referência mundial, incluindo centros dos Estados Unidos, e têm ampla experiência no diagnóstico e tratamento de todas as doenças respiratórias, tanto as comuns como as menos frequentes.

Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

Porquê na Clínica?

  • Assistência clínica de ponta, com forte atividade em investigação e docência.
  • Equipa de enfermagem especializada.
  • Trabalhamos em estreita articulação com a Unidade do Sono e a Área de Cancro do Pulmão.