Sarcoidose
"É necessário realizar um acompanhamento periódico do doente com sarcoidose que permita iniciar o tratamento ou modificá-lo em determinado momento."
DR. CARLOS CABANYES TRUFFINO
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE MEDICINA INTERNA

O que é a sarcoidose?
A sarcoidose é uma doença sistémica caracterizada pela acumulação de granulomas não caseificantes (formados por linfócitos T e macrófagos) que distorcem a estrutura tecidular do órgão onde se localizam e alteram a sua função.
Afeta múltiplos órgãos do corpo, essencialmente os pulmões e os gânglios linfáticos. Além disso, pode afetar a pele, os olhos, as articulações, o fígado, o coração...
A causa da doença é, atualmente, desconhecida, embora tenham sido consideradas várias possibilidades: agentes infecciosos (vírus, micobactérias e fungos), fatores ambientais e fatores genéticos.
A doença está associada a uma resposta imunitária anómala, mas não se sabe porque é desencadeada essa resposta.

Quais são os sintomas da sarcoidose?
Os sintomas da doença podem ser causados por doença ativa ou residual. Muitos doentes não referem qualquer queixa e são diagnosticados de forma fortuita por outro motivo. No entanto, a maioria dos doentes apresenta-se inicialmente com sintomas gerais como cansaço, perda de apetite e de peso ou febre.
Um grande número refere, além disso, dor retroesternal, tosse e dificuldade em respirar, dada a frequente afetação pulmonar provocada pela doença. Outros sintomas que podem surgir estão relacionados com o órgão-alvo da doença, que, por sua vez, pode ser qualquer um.
Em 25% dos casos surgem lesões cutâneas inespecíficas ou específicas, como o lúpus pérnio (lesões violáceas induradas localizadas nas bochechas, nariz, lábios e orelhas).
O eritema nodoso associa-se frequentemente a adenopatias hilares, constituindo o chamado síndrome de Löfgren, frequentemente associado a febre, artralgias, artrite e uveíte aguda. A afetação cardíaca ocorre em 5% dos doentes. Pode causar desde simples alterações inespecíficas no eletrocardiograma até insuficiência cardíaca e morte súbita.
Os sintomas mais frequentes são:
- Cansaço.
- Perda de apetite e de peso.
- Febre.
- Tosse.
A sarcoidose pode afetar qualquer parte do sistema nervoso, mas o sintoma mais frequente é a paralisia facial periférica que, associada a afetação ocular e aumento das glândulas parótidas, constitui o síndrome de Heerfordt.
Outros: artralgias, artrite, queixas digestivas, disfunção hepática, hipercalcemia, etc.
Tem algum destes sintomas?
Pode ser que sofra de sarcoidose
Qual é o prognóstico da sarcoidose?
A doença regride ou melhora em muitos doentes sem tratamento. Existe uma classificação em quatro estádios (0 a III), baseada na existência ou não de adenopatias hilares ou afetação pulmonar, que permite prever, em certa medida, a evolução, sendo pior no estádio III.
Do mesmo modo que não existem provas específicas para o diagnóstico, também não existe nenhuma que permita estabelecer claramente a evolução da doença, daí a necessidade de realizar seguimentos periódicos do doente, que permitam iniciar o tratamento ou modificá-lo num determinado momento.
Quem pode sofrer de sarcoidose?
A sua distribuição é universal, com predomínio em adultos com menos de 40 anos e um ligeiro predomínio no sexo feminino.
Como se diagnostica a sarcoidose?
É necessário determinar, em cada doente com sarcoidose, os locais e a gravidade da afetação granulomatosa nos diferentes órgãos e sistemas que podem comprometer a vida.
Embora a apresentação clínica possa fazer suspeitar do diagnóstico de sarcoidose, é necessário confirmá-lo através de biópsia, sabendo-se que a presença de granulomas não caseificantes não é exclusiva desta doença.
Atualmente, não existe qualquer prova laboratorial ou radiológica específica.
Para estabelecer um diagnóstico definitivo de sarcoidose, é necessário excluir outras doenças que podem parecer semelhantes, mas que requerem tratamentos diferentes.
Como se trata a sarcoidose?
O tratamento baseia-se fundamentalmente no uso de corticosteroides.
Inicialmente, o doente pode ser observado sem tratamento. De um modo geral, pode dizer-se que a terapêutica com corticosteroides deve ser iniciada perante sintomas oculares graves, afetação neurológica, sarcoidose cardíaca, hipercalcemia ou doença pulmonar progressiva.
Outras opções terapêuticas incluem metotrexato e hidroxicloroquina.
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