Ecoendoscopia

"A ecoendoscopia é uma técnica de diagnóstico muito útil, pois permite recolher amostras das lesões detetadas e, inclusive, aplicar o tratamento adequado — tudo no mesmo procedimento."

DR. JOSÉ CARLOS SÚBTIL ÍÑIGO
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE DIGESTIVO

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento digestivo. Clínica Universidad de Navarra

O que é uma ecoendoscopia?

A ecoendoscopia é uma técnica diagnóstica e, em alguns casos, com possibilidade de aplicar tratamentos, que consiste na combinação de um endoscópio flexível e um aparelho de ecografia.

Ao utilizar uma sonda ecográfica, permite obter imagens muito mais nítidas e uma visualização mais detalhada das diferentes camadas que constituem a parede do tubo digestivo.

Uma ecoendoscopia permite:

  • A visualização direta do interior do esófago, estómago, duodeno, reto e sigmoide.
  • A visualização ecográfica do interior da sua parede, bem como das estruturas que rodeiam estas vísceras (mediastino, região pancreática, via biliar e cavidade pélvica).
Imagen del icono de la consulta de Segunda Opinión. Clínica Universidad de Navarra

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Quando está indicada a ecoendoscopia?

A principal utilidade da ecoendoscopia é a estadiagem local de tumores, tanto benignos como malignos, que crescem no mediastino, na região pancreática, nas vias biliares e na cavidade pélvica.

Permite determinar com precisão a profundidade atingida por um tumor, se invade ou não órgãos vizinhos e se afeta gânglios próximos do tumor. É também útil na deteção precoce de possíveis recidivas de tumores já tratados.

É útil para visualizar e caracterizar outras lesões não tumorais localizadas na proximidade do tubo digestivo. Através da utilização de um ecoendoscópio e de uma agulha especiais, pode obter-se material para estudo microscópico e estabelecer um diagnóstico preciso.

Em mãos experientes, é a técnica que mais orienta o cirurgião na decisão do tratamento mais adequado.

Doenças nas quais é solicitada uma ecoendoscopia:

Através da ecoendoscopia é possível tratar a dor causada pelo cancro do pâncreas e pela pancreatite crónica. Isto é feito localizando os nervos que transmitem essa dor, puncionando-os e injetando fármacos que bloqueiam a transmissão nervosa.

Outra aplicação é a drenagem de alguns quistos ou abcessos próximos do tubo digestivo.

Tem alguma destas doenças?

Pode ser necessário realizar uma ecoendoscopia

Como se realiza a ecoendoscopia?

Realização da ecoendoscopia

O médico que irá realizar o exame explicar-lhe-á em que consiste, o que se pretende alcançar, a duração aproximada, os riscos envolvidos e o que deve fazer para colaborar e tolerar bem o procedimento.

Se o exame for do tubo digestivo alto, será colocada uma boquilha de plástico para proteger a dentição. Além disso, um anestesista administrará anestesia e o doente não se aperceberá do procedimento.

Se o exame for do reto, este é habitualmente realizado sem anestesia ou sedação, uma vez que o procedimento não é incómodo nem doloroso.

Se existir alguma patologia da região ano-retal que seja dolorosa, poderá ser administrada sedação ou mesmo anestesia, para que o doente não sinta dor.

O exame é realizado introduzindo o aparelho pela boca ou pelo ânus, estudando a zona do tubo digestivo de interesse e, se necessário, introduzindo material auxiliar através do próprio ecoendoscópio.

A duração destes exames é muito variável, dependendo do que se pretende estudar, mas, em geral, varia de um mínimo de 10 a 15 minutos até um máximo de 2 horas.

Preparação da ecoendoscopia

A preparação, de um modo geral, é a mesma que para a gastroscopia ou colonoscopia, consoante se trate de uma ecoendoscopia alta ou baixa. Se for uma ecoendoscopia alta, é necessário manter jejum durante, pelo menos, 8 horas, incluindo água. Em algumas ocasiões, poderá ser solicitado que siga uma dieta líquida no dia anterior ao exame.

Se tiver de tomar obrigatoriamente alguma medicação, deverá fazê-lo com uma quantidade mínima de água e informar o médico que realizará o exame.

Se for uma ecoendoscopia baixa, deverá realizar, no dia anterior, uma preparação com laxantes para limpar adequadamente o intestino grosso.

Se apresentar alguma alteração da coagulação do sangue ou tomar medicação que a afete, deverá informar antes de realizar o exame, sobretudo se estiver prevista a realização de uma punção para obtenção de material.

Se o doente for alérgico ao látex, deve informar antes do exame.

Depois da ecoendoscopia

É aconselhável comparecer acompanhado por um familiar ou amigo. Após a conclusão do exame, se este tiver sido realizado com anestesia, deverá aguardar algum tempo até se sentir completamente desperto, até que o anestesista lhe dê alta e possa sair da unidade de endoscopia.

Deve aguardar alguns minutos antes de tentar ingerir líquidos ou alimentos, uma vez que isso pode provocar engasgamento ou vómitos devido aos anestésicos utilizados.

Não deve consumir álcool nem conduzir nas 24 horas seguintes. Se o exame tiver sido retal e sem sedação ou anestesia, habitualmente poderá retomar a sua vida normal quase de imediato.

Podem persistir alguns desconfortos transitórios após o exame, como dor de garganta e distensão e/ou dor abdominal por retenção de gases. Habitualmente, a maioria das ecoendoscopias é realizada em regime ambulatório.

Em alguns casos, quando for necessário realizar um exame do tubo digestivo alto ou baixo que implique alguma manobra terapêutica ou punção, e dependendo das suas características, poderá ser recomendada a hospitalização para melhor preparação e vigilância posterior.

Possíveis riscos da ecoendoscopia

Os riscos mais frequentes são pouco importantes e transitórios, como os referidos no ponto anterior. Outros riscos mais graves, mas muito pouco frequentes, são a hemorragia e a perfuração intestinal.

Riscos ainda mais graves, como a paragem cardiorrespiratória, são absolutamente excecionais e ocorrem em doentes idosos, muito graves ou em estado crítico.

Outros riscos decorrentes de manobras específicas que possam ser necessárias no seu caso ser-lhe-ão explicados antes do exame, e terá oportunidade de esclarecer dúvidas com o especialista que o realizará.

Em qualquer caso, o doente autorizará a realização do exame mediante a assinatura de um consentimento informado.

O Departamento de Gastrenterologia
da Clínica Universidad de Navarra

O Departamento de Gastrenterologia da Clínica Universidad de Navarra é composto por uma equipa multidisciplinar de especialistas, peritos no diagnóstico e tratamento das doenças do trato digestivo.

O nosso objetivo é que cada diagnóstico seja estabelecido de forma criteriosa e que o plano de tratamento seja ajustado a cada doente.

Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

Porquê na Clínica?

  • Especialistas médicos que são referência a nível nacional.
  • Equipa de enfermagem especializada.
  • Unidade de Endoscopias e Unidade de Prevenção e Consulta de Alto Risco de Tumores Digestivos para oferecer o melhor cuidado aos nossos doentes.

A nossa equipa de profissionais