Estenose mitral
"O substituição de válvulas pode ser realizada com diferentes materiais, alguns dos quais podem durar várias décadas, enquanto outros podem desgastar-se e necessitar de substituição."
DR. GREGORIO RÁBAGO JUAN-ARACIL
DIRETOR. DEPARTAMENTO DE CIRURGIA CARDÍACA

A estenose mitral ocorre quando a válvula mitral não se abre adequadamente, impedindo que uma parte do sangue da aurícula passe para o ventrículo esquerdo.
Gera-se um aumento do volume sanguíneo residual na aurícula, que se adapta à nova situação dilatando-se (aumentando de tamanho).
À medida que a área da válvula se torna mais pequena, a pressão acumula-se e o sangue pode voltar a fluir para os pulmões, causando um edema pulmonar (líquido nos tecidos pulmonares).
Somos centro de referência em diferentes técnicas de diagnóstico e tratamentos cirúrgicos para resolver as doenças valvulares.

Quais são os sintomas da estenose mitral?
Os sintomas podem surgir ou agravar-se com o exercício ou qualquer atividade que aumente a frequência cardíaca.
Podem começar com um episódio de fibrilhação auricular ou podem ser desencadeados pela gravidez ou por outra situação de stress físico, como uma infeção nos pulmões ou no coração, ou outras doenças cardíacas.
- Desconforto no peito (raro).
- Tosse, possivelmente com sangue.
- Dificuldade respiratória durante ou após o exercício, ou ao estar deitado; pode acordar com falta de ar.
- Fadiga, cansaço com facilidade.
- Infeções respiratórias frequentes (como bronquite).
- Crescimento deficiente em crianças.
- Perceção tátil dos batimentos do coração (palpitações).
- Inchaço dos pés ou dos tornozelos (edema).
Os sintomas mais habituais são:
- Dificuldade respiratória.
- Fadiga, cansaço com facilidade.
- Inchaço dos pés ou dos tornozelos.
- Perceção tátil dos batimentos do coração (palpitações).
Tem algum destes sintomas?
Pode ter estenose mitral
Quais são as causas da estenose mitral?
A causa mais frequente é a febre reumática. Esta condição das vias respiratórias superiores, hoje em dia, quase desapareceu em Espanha, graças ao tratamento e à vacinação contra as infeções causadas pelo estreptococo beta-hemolítico do grupo B.
No entanto, continua a ser frequente em países de África e do Sudeste Asiático, onde é endémica e as doenças cardíacas são observadas em crianças e adolescentes.
Embora o coração seja afetado em aproximadamente 50% dos casos, em 99% das estenoses mitrais a febre reumática é a causa.
Qual é o prognóstico da estenose mitral?
Geralmente, o prognóstico das doenças valvulares é favorável com tratamento, pelo que é muito importante escolher o momento do tratamento cirúrgico e intervencionista, que pode alterar de forma radical a evolução natural da doença.
A decisão da intervenção é tomada antes de surgirem sequelas irreversíveis no próprio coração, como a dilatação excessiva das câmaras cardíacas, sobretudo do ventrículo esquerdo, o que pode levar ao aparecimento de insuficiência cardíaca crónica, apesar do tratamento cirúrgico.
Como se diagnostica a estenose mitral?
No diagnóstico da estenose mitral, o médico irá auscultar o coração e os pulmões com um estetoscópio.
Pode ouvir-se um sopro característico que pode irradiar para as carótidas (artérias do pescoço), que estão em continuidade com a aorta; do mesmo modo, o pulso carotídeo pode apresentar amplitude diminuída.
O exame também pode revelar um batimento cardíaco irregular ou congestão pulmonar. A pressão arterial é, geralmente, normal.
O diagnóstico pode ser confirmado por eletrocardiograma, radiografia do tórax, ecocardiografia ou cateterismo cardíaco.
Como se trata a estenose mitral?
O tratamento depende dos sintomas e do estado do coração e dos pulmões.
As pessoas com sintomas ligeiros ou sem quaisquer sintomas poderão não necessitar de tratamento; pode ser necessário internamento para realizar o diagnóstico ou para tratar sintomas graves.
Os medicamentos utilizados incluem, entre outros, diuréticos, nitratos ou betabloqueadores. A digoxina pode ser utilizada para tratar a fibrilhação auricular. Os anticoagulantes são utilizados para evitar que se formem coágulos sanguíneos e que estes migrem para outras partes do corpo.
Alguns doentes podem necessitar de uma intervenção na válvula mitral para aliviar a obstrução. Atualmente, o primeiro tratamento é a dilatação percutânea da válvula mitral com balão.
Esta intervenção chama-se “comissurotomia mitral percutânea”. Durante este procedimento, é introduzido um cateter (sonda) numa veia, geralmente na perna, e conduzido até ao coração.
Insufla-se um balão na extremidade do cateter, alargando a válvula mitral e melhorando o fluxo sanguíneo. Este procedimento tem menor probabilidade de resultar em doentes com válvulas mitrais gravemente danificadas.
Nos casos em que esta técnica esteja contraindicada, como por exemplo quando existe calcificação importante de qualquer um dos componentes da válvula mitral (anel, folhetos, cordas tendinosas ou músculos papilares), está indicada cirurgia cardíaca para substituir a válvula.
O Departamento de Cardiologia
da Clínica Universidad de Navarra
O Departamento de Cardiologia da Clínica Universidad de Navarra é um centro de referência em diversas técnicas de diagnóstico e tratamentos coronários.
Fomos o primeiro centro da Europa a implantar um marcapasso por cateterismo, sem necessidade de abertura do tórax, em casos de insuficiência cardíaca grave.
O Departamento de Cardiologia da Clínica colabora com os Departamentos de Radiologia e de Cirurgia Cardíaca para obter um diagnóstico rápido e preciso do doente.

Porquê na Clínica?
- Unidade de Arritmias especializada, de referência a nível nacional.
- Unidade de Hemodinâmica e Cardiologia de Intervenção equipada com a melhor tecnologia.
- Unidade de Imagem Cardíaca para alcançar a máxima precisão diagnóstica.