Prova de esforço ou ergometria
"É muito importante fazer o maior esforço possível para que os resultados do exame sejam fiáveis."
DR. MIGUEL ARTAIZ URDACI ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE CARDIOLOGÍA

O que é uma prova de esforço ou ergometria?
A ergometria ou prova de esforço permite reproduzir a angina de peito de forma controlada para poder diagnosticá-la.
Se um doente tiver doença coronária, a obstrução na artéria pode permitir um fluxo de sangue para o coração normal em repouso, pelo que não irá apresentar quaisquer sintomas e o electrocardiograma será normal.
No entanto, ao realizar exercício físico ou esforço, aumentará o trabalho do coração e, consequentemente, a necessidade de aporte de sangue mas, devido a essa obstrução, produzir-se-á um défice de irrigação sanguínea que provocará o aparecimento de angina de peito e alterações no electrocardiograma.
Por vezes, pode ser combinada com técnicas de imagem (ecocardiografia ou cintigrafia cardíaca) para melhorar a sua capacidade de diagnóstico.

Quando está indicada a prova de esforço?
Graças a este exame, é possível determinar se a dor torácica do doente se deve ou não ao estreitamento ou à obstrução de alguma artéria coronária. Para além de ajudar no diagnóstico correto, a ergometria é útil para avaliar o prognóstico em doentes com doença coronária já conhecida, bem como o efeito do tratamento.
A ergometria também pode ser utilizada para determinar qual é o nível de esforço físico adequado para cada pessoa, para o estudo de algumas arritmias, miocardiopatias e cardiopatias congénitas ou reumáticas, bem como para o prognóstico de algumas doenças cardíacas.
Em algumas situações, pode ser combinada com técnicas de imagem (ecocardiografia ou cintigrafia cardíaca) para melhorar a sua capacidade diagnóstica.
Doenças em que são solicitadas provas de esforço ou ergometria:
- Angina de peito.
- Estudo da dor torácica.
- Enfarte agudo do miocárdio.
- Algumas valvulopatias e miocardiopatias.
- Estudo da capacidade funcional pré-transplante ou na reabilitação cardíaca.
Tem alguma destas doenças?
Pode ser necessário realizar-lhe uma prova de esforço
Como se realiza a prova de esforço?
Realização da prova de esforço
Antes de iniciar o exame, os médicos irão registar a sua pressão arterial e o pulso. Ser-lhe-ão colocados elétrodos para registar a atividade elétrica do coração antes do início do exercício (eletrocardiograma em repouso), durante o exercício e durante cerca de 10 minutos após o esforço.
Nos doentes que não conseguem realizar exercício físico por qualquer motivo, é administrado um fármaco que simula os efeitos do exercício no organismo.
O exercício é iniciado de forma suave.
No protocolo mais utilizado, a cada três minutos o nível de esforço é aumentado automaticamente, para que o coração acelere progressivamente até atingir a frequência cardíaca desejada. No momento em que o doente não consegue continuar o esforço, deve comunicá-lo ao médico. Nessa altura, o exame é interrompido de imediato e inicia-se a fase de recuperação, durante a qual será solicitado que se deite ou se sente para descansar.
É muito importante tentar realizar o esforço máximo possível para que os resultados sejam fiáveis. Se, em algum momento, forem detetadas arritmias graves, alterações da pressão arterial, alterações no eletrocardiograma ou se o doente apresentar angina de peito progressiva, a prova será igualmente interrompida.
Possíveis riscos da prova de esforço
As provas de esforço são, em geral, seguras. Alguns doentes podem apresentar dor torácica, desmaio ou sensação de desfalecimento. Raramente ocorre um enfarte do miocárdio ou um ritmo cardíaco irregular e perigoso.
Habitualmente, nas pessoas com maior probabilidade de sofrer estas complicações, sabe-se previamente que apresentam doença cardíaca significativa, pelo que não costumam ser submetidas a este exame.
O Departamento de Cardiologia
da Clínica Universidad de Navarra
O Departamento de Cardiologia da Clínica Universidad de Navarra é um centro de referência em diversas técnicas de diagnóstico e tratamentos coronários.
Fomos o primeiro centro da Europa a implantar um marcapasso por cateterismo, sem necessidade de abertura do tórax, em casos de insuficiência cardíaca grave.
O Departamento de Cardiologia da Clínica colabora com os Departamentos de Radiologia e de Cirurgia Cardíaca para obter um diagnóstico rápido e preciso do doente.

Porquê na Clínica?
- Unidade de Arritmias especializada, de referência a nível nacional.
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