Icterícia

"A icterícia ocorre devido a um aumento da concentração de bilirrubina no sangue."

DRA. DELIA D'AVOLA
ESPECIALISTA. UNIDADE DE HEPATOLOGIA

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento em Medicina Interna. Clínica Universidad de Navarra

A icterícia é a coloração amarelada da pele e das mucosas devida ao aumento da concentração de bilirrubina no sangue.

Existem outras causas pelas quais a pele pode adquirir uma coloração amarelada; podem ser distinguidas da icterícia porque, nesses casos, não se verifica coloração amarelada da conjuntiva dos olhos.

A Unidade de Hepatologia da Clínica Universidad de Navarra conta com mais de 25 anos de experiência no diagnóstico e tratamento das doenças hepáticas.

Quais são os sintomas da icterícia?

A icterícia é a coloração amarelada da pele e das mucosas.

Em alguns casos, a icterícia pode acompanhar-se de colúria (urina de cor muito escura devido à presença de bilirrubina na urina) e acolia (fezes muito claras pela ausência de pigmentos derivados da bilirrubina).

Os sintomas mais habituais são:

  • Coloração amarelada da pele.
  • Colúria.
  • Acolia.

Tem algum destes sintomas?

Pode ter icterícia

Quais são as causas da icterícia?

A bilirrubina é um produto de degradação da hemoglobina, que constitui o principal conteúdo dos glóbulos vermelhos. Esta bilirrubina é transformada no fígado e transportada através da via biliar para o intestino delgado, sendo eliminada pelas fezes.

Assim, pode ocorrer icterícia quando existe um aumento do ritmo de destruição dos glóbulos vermelhos (hemólise), nas doenças hepáticas (tanto nas hepatites agudas como nas hepatopatias crónicas, como a cirrose) e nas doenças em que existe obstrução da via biliar (as causas mais frequentes são os cálculos biliares e os tumores da via biliar ou do pâncreas).

Além disso, existe um grupo de doenças em que ocorre uma alteração isolada do metabolismo da bilirrubina, sem compromisso de outras funções do fígado; a mais frequente é a síndrome de Gilbert, na qual costuma existir uma icterícia ligeira, sem que isso provoque limitação da sobrevivência nem da qualidade de vida.

Qual é o seu prognóstico?

No adulto, o aumento dos níveis de bilirrubina no sangue não tem consequências importantes, mas, em algumas doenças hepáticas crónicas, pode ser um indício de disfunção hepática.

Na criança, podem ocorrer alterações do sistema nervoso, que podem chegar a ser graves.

Quem pode ter icterícia?

A icterícia neonatal surge em metade dos recém-nascidos saudáveis (e é mais frequente nos prematuros). Deve-se a uma imaturidade dos mecanismos de transformação da bilirrubina no fígado e, geralmente, não se prolonga para além de duas semanas após o parto.

No adulto, a icterícia deve ser considerada apenas como um sintoma de doença, sem consequências negativas em si.

Como se diagnostica a icterícia?

<p>Imagen de tubos de análisis de sangre del Laboratorio de Hematología de la Clínica Universidad de Navarra&nbsp;</p>

O diagnóstico de icterícia baseia-se na observação clínica da coloração da pele e das mucosas, sobretudo a dos olhos. Além disso, é realizada uma análise para medir a bilirrubina no sangue.

Em alguns casos, a icterícia pode acompanhar-se de colúria (urina de cor muito escura devido à presença de bilirrubina na urina) e acolia (fezes muito claras pela ausência de pigmentos derivados da bilirrubina).

No recém-nascido, a icterícia é um sinal clínico objetivo caracterizado pela cor amarelada da pele, da conjuntiva (branco dos olhos) e da mucosa.

Como se trata a icterícia?

No adulto, a icterícia deve ser considerada apenas como um sintoma de doença, sem consequências negativas em si. Assim, o tratamento não deve ser o da icterícia, mas sim o da doença que a causa.

No recém-nascido, se os níveis de bilirrubina forem muito elevados, está indicada a interrupção da amamentação, a fototerapia (exposição à luz) e, se necessário, a exsanguinotransfusão.

A Unidade de Hepatologia
da Clínica Universidad de Navarra

Somos pioneiros na aplicação da terapia génica no tratamento de tumores hepáticos e de doenças metabólicas hereditárias, e temos uma vasta experiência no diagnóstico e tratamento das hepatites virais e no tratamento do cancro hepático através de sistemas de radioembolização com microesferas de Ítrio-90. 

A Clínica está na vanguarda em Espanha na realização do transplante de fígado entre vivos.

Tratamentos que realizamos

Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

Porquê na Clínica?

  • Equipa de profissionais altamente especializada, com mais de 25 anos de experiência.
  • Equipa de enfermagem especializada em doentes hepáticos.
  • Importante atividade de investigação sobre os mecanismos moleculares que causam algumas destas doenças.