Rubor facial ou eritema facial

"Na Clínica, desenvolvemos um tratamento alternativo que consiste na aplicação de radiofrequência percutânea, com controlo radiológico, que transmite os impulsos nervosos que provocam a transpiração".

DR. AGUSTÍN ESPAÑA ALONSO
DIRETOR. DEPARTAMENTO DE DERMATOLOGIA

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento em dermatologia. Clínica Universidade de Navarra

O que é o rubor facial?

O rubor facial é uma reação fisiológica natural e quotidiana que qualquer pessoa pode experimentar em alguma situação da sua vida e que é desencadeada por situações que ativam o nosso sistema de alerta ou se produz perante estímulos físicos ou psicológicos.

O problema surge quando esta reação de ruborização é excessiva na sua intensidade ou frequência, ou se apresenta sem que exista qualquer estímulo externo que a provoque.

Neste caso, estamos a falar de rubor facial patológico, um problema sério que pode levar a pessoa afetada a uma clara limitação na sua vida social ou laboral, com o consequente mal-estar psicológico que isso acarreta.

O facto de o rubor não poder ser controlado voluntariamente ou poder desencadear-se sem motivo algum, simplesmente perante um pensamento e nos momentos menos desejados, faz com que a pessoa desenvolva, em muitas ocasiões, um medo ou fobia de corar, o que se denomina ereutofobia, em que a simples ideia de corar faz com que se produza a reação de ruborização.

Quais são os sintomas do rubor facial?

Em muitas ocasiões, a fobia de corar, tal como a hiper-hidrose, é mais um sintoma da denominada fobia social, que é uma perturbação de ansiedade caracterizada por um medo persistente de situações sociais ou de atuações em público, nas quais o indivíduo teme agir de forma humilhante ou embaraçosa.

Para além destes sintomas (rubor e hiper-hidrose), os doentes costumam apresentar outros sintomas físicos em situações de interação social, tais como palpitações ou tremor, e é frequente apresentarem défices nas competências sociais, com tendência para evitar situações de convívio social e para se isolarem, bem como uma autoestima diminuída.

Neste contexto psicopatológico, o problema costuma residir na importância que o doente atribui ao sintoma (o rubor, a hipersudorese...), na atenção excessiva que presta às suas sensações internas e nas atribuições ou interpretações que faz das mesmas.

Os sintomas mais habituais são:

  • Ansiedade.
  • Rubor facial.
  • Sudorese profusa.

Tem algum destes sintomas?

Poderá ter um problema de rubor facial

Fatores desencadeantes

Os fatores que desencadeiam o rubor são os mesmos que originam a hiper-hidrose (sudorese excessiva de alguma zona do corpo) nas mãos ou nas axilas.

Em geral, trata-se de situações que provocam stress na pessoa, normalmente relacionadas com contextos sociais (falar em público, receio de ser observado ou de permanecer na companhia de outras pessoas...); é muito raro que o medo de corar se manifeste quando se está sozinho.

Como se diagnostica o rubor facial?

O diagnóstico do rubor facial começa por uma avaliação dermatológica e psicológica.

É o especialista em Dermatologia que avalia o doente. Por se tratar de uma patologia com sintomas tão característicos, não é necessário realizar qualquer exame adicional.

Como se trata o rubor facial?

A abordagem é de tipo multidisciplinar, com a participação de especialistas em dermatologia, psicologia clínica e cirurgia torácica, que analisam as características individuais do doente e do problema apresentado antes de propor o tratamento a seguir.

Do ponto de vista psicológico, trabalha-se com os pensamentos e as atribuições ou interpretações que o doente faz dos seus sintomas, para contrariar crenças erróneas, uma vez que essas crenças influenciam a intensidade dos sintomas apresentados. Ensina-se ao doente técnicas de gestão e controlo da ansiedade e realiza-se um programa de exposição gradual às situações temidas. 

Caso os tratamentos dermatológicos e psicológicos não produzam os resultados desejados, equaciona-se uma abordagem de tipo psiquiátrico com tratamento psicofarmacológico e, nos casos mais graves em que o tratamento psiquiátrico também não oferece os resultados pretendidos, coloca-se a possibilidade de tratamento cirúrgico.

A cirurgia será considerada como a última opção no âmbito da abordagem terapêutica destes doentes. A primeira tentativa será controlar a doença do ponto de vista médico e psicológico. Os casos que não respondam bem a esses tratamentos poderão ser candidatos a tratamento cirúrgico.

A intervenção é realizada sob anestesia geral e consiste em efetuar 1 incisão de aproximadamente 2 cm, de cada lado do tórax, por onde se introduz uma ótica para localizar a cadeia simpática ganglionar torácica. Esta é a via nervosa pela qual se transmitem os impulsos nervosos que geram o rubor facial.

Uma vez localizada, esta é seccionada a um determinado nível, à altura do segundo gânglio simpático torácico. Desta forma, deixam de se transmitir impulsos nervosos por essa cadeia e, consequentemente, trava-se o rubor facial.

O procedimento requer internamento de 24 horas e, ao fim de uma semana, o doente costuma retomar a sua vida normal.

O principal efeito indesejado é a sudorese compensatória. Esta surge nos indivíduos que, além do rubor, apresentam hipersudorese da face, mãos ou axilas. O que ocorre é um aumento da sudorese em áreas que antes não transpiravam, como o tronco ou as virilhas. Na maioria dos casos, é de caráter ligeiro e é bem tolerada.

Aproximadamente 80% dos doentes referem melhoria da qualidade de vida após a intervenção.

Isto significa que notam uma diminuição da intensidade do rubor facial ou a sua remissão completa, o que lhes permite melhorar a sua vida pessoal e social.

É conveniente avaliar o doente ao fim de um mês, aos 6 meses e ao ano após a intervenção. Assim, estuda-se adequadamente o benefício psicológico e social que a intervenção lhe possa ter proporcionado.

O Departamento de Dermatologia
da Clínica Universidad de Navarra

O Departamento de Dermatologia da Clínica Universidad de Navarra dispõe de uma vasta experiência no diagnóstico e tratamento das doenças dermatológicas.

Temos uma ampla experiência em tratamentos cirúrgicos de elevada precisão, como a cirurgia de Mohs. Este procedimento requer profissionais altamente especializados. 

Dispomos da mais recente tecnologia para o tratamento dermoestético das lesões cutâneas, com o objetivo de alcançar os melhores resultados para os nossos doentes.

Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

Porquê na Clínica?

  • Especialistas em Cirurgia de Mohs para o tratamento do cancro cutâneo.
  • Dispomos da melhor tecnologia para tratamentos dermoestéticos.
  • Segurança e garantia de qualidade do melhor hospital privado de Espanha.