Parassónias

"São perturbações crónicas, que habitualmente se manifestam desde a primeira infância. Num pequeno número de doentes, prolongam-se para além da adolescência."

DRA. ELENA URRESTARAZU BOLUMBURU
RESPONSÁVEL. UNIDADE DO SONO

Imagem do selo de reconhecimento Merco Salud 2025. Clínica Universidade de Navarra

As parassónias são um grupo de perturbações muito variadas, em geral benignas, mais típicas da infância ou adolescência, mas que por vezes podem prolongar-se e persistir na idade adulta.

Classificam-se de acordo com a fase do sono em que surgem e o seu significado. Umas aparecem na transição do sono para a vigília (ao despertar) ou da vigília para o sono, outras são típicas do sono lento e outras da fase REM.

As mais frequentes são falar durante o sono ou os episódios de confusão ao despertar.

Quais são os sintomas das parassónias?

Sintomas mais frequentes:

  • Sonambulismo.
  • Terrores noturnos.
  • Pesadelos.
  • Despertar confusional.

Tem algum destes sintomas?

Pode ser que sofra de parassónia

Parassónias do despertar

Sonambulismo

É uma perturbação frequente na infância e costuma desaparecer com a idade. Consiste no desenvolvimento, durante as fases de sono profundo, de comportamentos que habitualmente incluem caminhar.

Antes de começar a caminhar, o doente senta-se na cama e olha em redor de forma confusa. Os olhos costumam manter-se abertos, com uma expressão de assombro. Os doentes estão profundamente adormecidos e é difícil despertá-los. Não há recordação do que aconteceu.

Não existe tratamento para este problema e deve apenas evitar-se que ocorram acidentes fortuitos.

Terrores noturnos

Caracterizam-se pelo aparecimento súbito, durante as fases de sono profundo, de episódios de choro ou grito inesperados, com expressão facial de medo ou terror intensos.

Costumam acompanhar-se de aumento da frequência cardíaca e respiratória e de sudorese intensa.

O habitual é o doente permanecer sentado na cama, profundamente adormecido, sendo difícil despertá-lo.

Despertar confusional

Caracteriza-se pelo aparecimento de um quadro confusional ao despertar do sono. Os doentes acordam desorientados no tempo e no espaço, com lentificação da resposta cerebral e diminuição da atenção e da resposta aos estímulos.

É mais frequente em crianças e adultos jovens e, habitualmente, desaparece com a idade.

Parassónias associadas ao sono REM

Perturbação do comportamento do sono REM

São comportamentos anómalos que surgem durante o sono REM. Em vez de ocorrer uma perda total do tónus muscular (como acontece normalmente na fase REM), o doente apresenta movimentos violentos, como murros ou pontapés, que correspondem à atividade motora do sonho em curso.

Como consequência, os doentes podem autoferir-se ou ferir o companheiro de cama. 

Paralisia do sono isolada

Incapacidade de falar e de realizar qualquer movimento voluntário da cabeça, tronco ou membros, devido a uma perda completa do tónus muscular.

Pode durar alguns segundos ou minutos; o doente sente muita ansiedade e pode ter alucinações.

Pesadelos

Sonhos muito vívidos, de conteúdo desagradável, que provocam uma sensação importante de medo.

O doente costuma recordá-los e está consciente do que aconteceu quando acorda.

Como se diagnosticam as parassónias?

O diagnóstico das parassónias faz-se sobretudo com base na história relatada pelos acompanhantes e no que o próprio doente possa acrescentar.

O primeiro passo é diagnosticar com exatidão os episódios. Para tal, é necessário observá-los através de um estudo do sono. Regista-se, sempre que possível, o eletroencefalograma e outras variáveis durante a noite, bem como a imagem em vídeo.

Existem sistemas de registo com luz infravermelha que permitem ao doente dormir numa situação praticamente normal.

O estudo de EEG e vídeo permite saber em que fase do sono ocorrem os episódios e como são. Serve também para excluir que se trate de outros fenómenos, como a epilepsia, que é a doença a excluir nestes doentes.

Como se tratam as parassónias?

O tratamento das parassónias depende do tipo específico de parassónia. Algumas não têm tratamento e outras não necessitam de tratamento; mas outras têm e necessitam de tratamento.

A perturbação do comportamento do sono REM é uma das parassónias que têm e necessitam de tratamento; são perturbações que, pela sua violência, podem por vezes ser importantes e respondem muito bem ao tratamento com benzodiazepinas noturnas, em particular o clonazepam.

Em geral, recomenda-se proteger o ambiente onde a pessoa dorme para evitar acidentes. Se se presenciar um episódio, tenta-se habitualmente acompanhá-la novamente até à cama e que continue a dormir, uma vez que, embora não esteja consciente, costuma ser possível estabelecer um mínimo de comunicação; acordá-la bruscamente não é nem bom nem mau, apenas pode gerar uma situação desagradável de perplexidade e susto.

A Unidade do Sono
da Clínica Universidad de Navarra

Acreditada pela Sociedade Espanhola do Sono, a Unidade do Sono da Clínica dispõe dos mais recentes avanços no diagnóstico e tratamento das perturbações do sono.

O trabalho conjunto das diferentes disciplinas médicas e cirúrgicas que integram a Unidade do Sono da Clínica permite que cada doente seja atendido com uma abordagem global do seu problema, contando, se necessário, com a colaboração de diferentes especialistas.

Doenças que tratamos

Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

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