Síndrome das pernas inquietas
"Fundamentalmente, ocorre durante a noite, o que impede conciliar o sono e descansar."
DRA. ELENA URRESTARAZU BOLUMBURU
RESPONSÁVEL. UNIDADE DO SONO

O que é a síndrome das pernas inquietas?
A síndrome das pernas inquietas é uma perturbação neurológica caracterizada pelo aparecimento de uma sensação incómoda, não dolorosa, nas pernas, que obriga à sua mobilização.
Os sintomas podem surgir ou agravar-se com o repouso ou durante a noite, quando o doente está deitado.
Em alguns casos, a síndrome das pernas inquietas pode dever-se a uma lesão dos nervos periféricos, à diminuição das reservas de ferro ou ao aumento do ácido úrico no sangue.
No entanto, na maioria dos doentes não se identifica uma causa e a síndrome define-se como idiopática. Nestes casos, pode existir um componente de predisposição genética, uma vez que pelo menos um terço dos doentes apresenta antecedentes familiares.
Por outro lado, acredita-se que a origem desta síndrome possa estar relacionada com uma diminuição da dopamina, um neurotransmissor cerebral necessário para a realização e coordenação dos movimentos.

Quais são os sintomas das pernas inquietas?
Essencialmente, consiste numa sensação desagradável, difícil de descrever, nas pernas, que surge ao deitar-se ou durante o repouso e que melhora transitoriamente ao movê-las.
Estes sintomas, por ocorrerem sobretudo à noite, quando a pessoa está na cama, interferem com um descanso adequado.
Até 80% dos doentes apresentam, além disso, movimentos involuntários das pernas durante o sono e uma percentagem menor refere este tipo de movimentos também durante a vigília, enquanto estão sentados ou deitados.
Os sintomas mais habituais são:
- Sensação desagradável nas pernas.
- Movimentos involuntários das pernas.
- Dificuldade em adormecer.
Síndrome das pernas inquietas.
Dra. Elena Urrestarazu
Tem algum destes sintomas?
Pode sofrer de síndrome das pernas inquietas
Como se diagnostica a síndrome das pernas inquietas?
O diagnóstico da síndrome das pernas inquietas é clínico e baseia-se na presença de quatro critérios diagnósticos essenciais:
- Necessidade irresistível de mover as pernas, normalmente acompanhada por uma sensação incómoda nas mesmas.
- Início ou agravamento dos sintomas com o repouso ou ao permanecer deitado ou sentado.
- Melhoria ou cessação dos sintomas após mover as pernas.
- Aparecimento ou predomínio dos sintomas ao fim da tarde ou durante a noite.
Como se trata a síndrome das pernas inquietas?
O tratamento da síndrome das pernas inquietas secundária deve ser dirigido à causa subjacente, por exemplo, administrando ferro quando se evidencia uma diminuição das reservas de ferro no sangue.
Por outro lado, o tratamento de primeira linha da síndrome das pernas inquietas idiopática são os fármacos dopaminérgicos (ropinirol, rotigotina, pramipexol ou levodopa).
Devido à sua grande eficácia no controlo dos sintomas desta entidade, sugere-se que a dopamina está implicada no aparecimento deste quadro clínico.
Outras alternativas são determinados fármacos antiepiléticos, como a gabapentina, pregabalina, topiramato ou a carbamazepina. Em terceira linha, recomendam-se fármacos opiáceos, como a oxicodona.
O Departamento de Neurologia
da Clínica Universidad de Navarra
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