Dermatite seborreica
"O doente deve saber que necessitará de um tratamento de manutenção, pois a doença pode persistir durante meses ou anos, evoluindo por vezes em surtos."
DRA. NURIA RODRÍGUEZ GARIJO
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE DERMATOLOGIA

A dermatite seborreica é um tipo de eczema endógeno, isto é, não desencadeado por agentes externos.
As localizações mais frequentes da dermatite seborreica são aquelas onde existe um maior número de glândulas sebáceas, como o couro cabeludo, a região médio-facial, os lados do nariz, atrás das orelhas, as sobrancelhas, a região médio-torácica, interescapular e periglútea.
Pode afetar tanto adultos como lactentes, surgindo geralmente naqueles períodos da vida em que existe uma maior atividade sebácea, consequência de um estímulo hormonal.

Quais são os sintomas da dermatite seborreica?
O couro cabeludo está praticamente sempre afetado, observando-se pequenas escamas que caem constantemente ou escamas aglutinadas pela secreção sebácea que se desprendem com dificuldade.
Por vezes, é possível observar uma área eritemato-descamativa na zona de implantação do couro cabeludo (“coroa seborreica”). Com alguma frequência, observa-se descamação nas sobrancelhas, pestanas, barba e bigode, bem como vermelhidão e descamação da região interciliar, do sulco nasogeniano e da região retroauricular.
Em alguns doentes, as pálpebras inflamam e formam-se pequenas crostas na margem palpebral que aglutinam as pestanas.
Ao nível do tronco, a dermatite seborreica manifesta-se habitualmente sob a forma de placas eritemato-acastanhadas arredondadas, com bordo eritemato-descamativo, ligeiramente pruriginosas, localizadas na região média do tronco (pré-esternal e interescapular). Por vezes, estas placas são mais eritematosas e estão cobertas por escamas muito aderentes, simulando lesões de psoríase.
Os sintomas mais habituais são:
- Escamas na pele.
- Prurido.
- Vermelhidão ligeira.
Tem algum destes sintomas?
É possível que apresente dermatite seborreica
Quais são as causas da dermatite seborreica?
A causa exata é desconhecida, estando principalmente envolvidos dois fatores: pele seborreica e envolvimento microbiano.
A influência androgénica na secreção sebácea explica o aparecimento de eczematídeos no lactente, influenciado pelas hormonas maternas, e no início da puberdade. Em situações de fadiga e de maior stress, pode haver um aumento da secreção de androgénios pelas glândulas suprarrenais, como resposta a maior secreção de ACTH pela hipófise.
O agente infecioso mais frequentemente implicado no desenvolvimento da dermatite seborreica é o Pityrosporum ovale.
Qual é o seu prognóstico?
A resposta ao tratamento é muito boa, mas é necessário que o doente saiba que precisará de um tratamento de manutenção, uma vez que a doença persiste de meses a anos, evoluindo por vezes em surtos, melhorando nas estações mais quentes e agravando-se nos meses frios e em situações de fadiga e stress emocional.
Como se diagnostica a dermatite seborreica?
O diagnóstico baseia-se na clínica, pelo aspeto e pela localização das lesões cutâneas.
No exame físico, são característicos os focos com escamas gordurosas no couro cabeludo e as lesões eritemato-descamativas localizadas em zonas de inserção, como couro cabeludo, pregas retroauriculares, sulcos nasogenianos ou sobrancelhas. Nos bebés, a lesão característica é a “crosta láctea”.
O diagnóstico diferencial da dermatite seborreica deve ser feito com outras dermatites descamativas, como dermatite atópica, candidíase, dermatofitose, psoríase, rosácea, lúpus eritematoso sistémico e tinha.
Como se trata a dermatite seborreica?
Há um conjunto de medidas gerais de higiene, como evitar duches com água muito quente, ambientes com aquecimento central ou ar condicionado, e situações de maior stress emocional ou fadiga. Para a higiene diária, devem ser utilizados sabonetes neutros hidratantes e cremes e/ou loções hidratantes não gordurosas.
O tratamento local varia em função do envolvimento.
Nas formas do couro cabeludo, indicam-se champôs sulfonados suaves com ciclopiroxolamina, com ou sem ácido salicílico a 2%. Por vezes, os champôs com cetoconazol a 1% são úteis.
Para as lesões da região facial, cremes de cetoconazol a 1% ou soluções com succinato de lítio.
Os glucocorticoides de baixa potência, utilizados apenas nos primeiros dias, são úteis. Também o podem ser, com moderação, os novos inibidores da calcineurina.
Em casos mais graves, podem utilizar-se tratamentos sistémicos, como tetraciclinas, que diminuem a secreção sebácea.
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