Tratamento radioisotópico do hipertiroidismo
«Com as orientações terapêuticas atualmente disponíveis, o hipertiroidismo é uma doença facilmente controlável e curável.»
DRA. MARTA GARCÍA GOÑI ESPECIALISTA. ÁREA DE PATOLOGIA TIROIDEIA

Em que consiste o tratamento radioisotópico para o hipertiroidismo?
O tratamento radioisotópico para o hipertiroidismo é um tipo de radioterapia metabólica que consiste na administração terapêutica de radioiodo (doses de 5 a 15 mCi) para destruir parcialmente o tecido tiroideu hiperfuncionante.
É utilizado para o tratamento de diferentes causas de hipertiroidismo (geralmente a Doença de Graves-Basedow), após o fracasso da terapêutica farmacológica.
O tratamento com radioiodo é realizado no Serviço de Medicina Nuclear. O radioiodo é administrado por via oral numa dose única, depois de o doente permanecer em jejum durante as seis a oito horas anteriores.
A baixa dose de radioiodo administrada neste tratamento não exige a hospitalização estrita do doente, embora tal seja aconselhável durante as 24 horas seguintes ao tratamento.
Às doses utilizadas neste tipo de tratamentos, não existem riscos apreciáveis secundários à irradiação. Não foi demonstrado qualquer aumento significativo da incidência de tumores em doentes tratados com radioiodo em doses destinadas ao tratamento do hipertiroidismo.

Quando está indicado o tratamento com iodo radioativo para o hipertiroidismo?
Se o bócio for de pequeno tamanho ou existir um risco cirúrgico elevado, pode administrar-se por via oral uma dose de iodo radioativo, que fará efeito em 1-2 meses.
Esta opção tem o inconveniente de causar frequentemente hipotiroidismo e de favorecer, com mais frequência do que a cirurgia, o agravamento das alterações oculares na doença de Graves-Basedow.
Tanto a cirurgia como o iodo radioativo podem provocar hipotiroidismo, que deve ser tratado ao longo de toda a vida com comprimidos de tiroxina. O ajuste da dose é simples e, em estado de compensação, a condição não implica qualquer limitação.
Indicações mais frequentes deste tratamento:
Tem alguma destas doenças?
Poderá ser necessário realizar um tratamento com radioisótopos
Como se realiza o tratamento com iodo radioativo?
Realização do tratamento radioisotópico para o hipertiroidismo
O radioiodo é administrado por via oral, em dose única, após o doente permanecer em jejum durante as seis a oito horas anteriores.
No caso de se decidir o internamento do doente, este será de 24 a 48 horas. O efeito do tratamento pode não ser percetível até passarem um ou dois meses, pelo que, em alguns casos, é necessário retomar o tratamento antitiroideu.
Nos dias seguintes à administração do tratamento, pode notar algum desconforto no pescoço, indicativo de inflamação por irradiação da glândula tiroide. Por vezes, pode observar-se uma exacerbação dos sintomas de hiperfunção tiroideia.
No entanto, caso ambos os efeitos secundários surjam, são facilmente tratáveis.
Possíveis riscos do tratamento radioisotópico para o hipertiroidismo
A complicação tardia mais frequente é a hipofunção tiroideia permanente (10 a 15% de todos os casos). Esta complicação não é facilmente previsível e obrigaria ao tratamento com suplementos de hormona tiroideia, cuja tolerância é muito superior à dos fármacos antitiroideus. No entanto, a hipofunção tiroideia ou hipotiroidismo é a evolução natural da maioria das causas de hipertiroidismo.
A administração do tratamento com radioiodo está contraindicada em doentes grávidas, devido ao risco de a radiação afetar o desenvolvimento do bebé antes do nascimento.
Uma vez que o organismo retém o radioiodo durante os seis meses seguintes à sua administração, deve evitar-se a gravidez durante este período. Decorrido este tempo, já não existem riscos apreciáveis.
Preparação antes do tratamento radioisotópico para o hipertiroidismo
O tratamento deve estar indicado por um especialista, após avaliação das diferentes alternativas terapêuticas da sua doença hipertiroideia. Caso o doente esteja sob tratamento antitiroideu, é aconselhável suspendê-lo três a quatro dias antes da administração do radioiodo.
Do mesmo modo, deverá suprimir a ingestão de sal iodado e de alimentos com elevado teor de iodo. Recomenda-se também restringir os fármacos que interfiram com a incorporação do radioiodo (tinturas iodadas de uso tópico, amiodarona, ansiolíticos, antidepressivos, etc.). No entanto, o seu médico deverá aconselhá-lo neste sentido.
A Área de Patologia Tiroideia
da Clínica Universidad de Navarra
A Área de Patologia Tiroideia é constituída por uma equipa multidisciplinar de especialistas que trabalham de forma conjunta para oferecer aos doentes com problemas tiroideus um diagnóstico preciso.
Após o diagnóstico, é indicado ao doente o tratamento mais adequado ao seu caso e é realizado um acompanhamento contínuo para alcançar os objetivos pretendidos.
A Clínica é pioneira na implementação de técnicas médicas em Espanha e a nível mundial, sendo uma referência internacional em procedimentos altamente especializados.
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