Tratamento radioisotópico do hipertiroidismo

«Com as orientações terapêuticas atualmente disponíveis, o hipertiroidismo é uma doença facilmente controlável e curável.»

DRA. MARTA GARCÍA GOÑI
ESPECIALISTA. ÁREA DE PATOLOGIA TIROIDEIA

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento da Medicina Nuclear. Clínica Universidade de Navarra

Em que consiste o tratamento radioisotópico para o hipertiroidismo?

O tratamento radioisotópico para o hipertiroidismo é um tipo de radioterapia metabólica que consiste na administração terapêutica de radioiodo (doses de 5 a 15 mCi) para destruir parcialmente o tecido tiroideu hiperfuncionante.

É utilizado para o tratamento de diferentes causas de hipertiroidismo (geralmente a Doença de Graves-Basedow), após o fracasso da terapêutica farmacológica.

O tratamento com radioiodo é realizado no Serviço de Medicina Nuclear. O radioiodo é administrado por via oral numa dose única, depois de o doente permanecer em jejum durante as seis a oito horas anteriores.

A baixa dose de radioiodo administrada neste tratamento não exige a hospitalização estrita do doente, embora tal seja aconselhável durante as 24 horas seguintes ao tratamento.

Às doses utilizadas neste tipo de tratamentos, não existem riscos apreciáveis secundários à irradiação. Não foi demonstrado qualquer aumento significativo da incidência de tumores em doentes tratados com radioiodo em doses destinadas ao tratamento do hipertiroidismo.

Imagen del icono de la consulta de Segunda Opinión. Clínica Universidad de Navarra

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Quando está indicado o tratamento com iodo radioativo para o hipertiroidismo?

Se o bócio for de pequeno tamanho ou existir um risco cirúrgico elevado, pode administrar-se por via oral uma dose de iodo radioativo, que fará efeito em 1-2 meses.

Esta opção tem o inconveniente de causar frequentemente hipotiroidismo e de favorecer, com mais frequência do que a cirurgia, o agravamento das alterações oculares na doença de Graves-Basedow.

Tanto a cirurgia como o iodo radioativo podem provocar hipotiroidismo, que deve ser tratado ao longo de toda a vida com comprimidos de tiroxina. O ajuste da dose é simples e, em estado de compensação, a condição não implica qualquer limitação.

Indicações mais frequentes deste tratamento:

Tem alguma destas doenças?

Poderá ser necessário realizar um tratamento com radioisótopos

Como se realiza o tratamento com iodo radioativo?

Realização do tratamento radioisotópico para o hipertiroidismo

O radioiodo é administrado por via oral, em dose única, após o doente permanecer em jejum durante as seis a oito horas anteriores.

No caso de se decidir o internamento do doente, este será de 24 a 48 horas. O efeito do tratamento pode não ser percetível até passarem um ou dois meses, pelo que, em alguns casos, é necessário retomar o tratamento antitiroideu.

Nos dias seguintes à administração do tratamento, pode notar algum desconforto no pescoço, indicativo de inflamação por irradiação da glândula tiroide. Por vezes, pode observar-se uma exacerbação dos sintomas de hiperfunção tiroideia.

No entanto, caso ambos os efeitos secundários surjam, são facilmente tratáveis.

Possíveis riscos do tratamento radioisotópico para o hipertiroidismo

A complicação tardia mais frequente é a hipofunção tiroideia permanente (10 a 15% de todos os casos). Esta complicação não é facilmente previsível e obrigaria ao tratamento com suplementos de hormona tiroideia, cuja tolerância é muito superior à dos fármacos antitiroideus. No entanto, a hipofunção tiroideia ou hipotiroidismo é a evolução natural da maioria das causas de hipertiroidismo.

A administração do tratamento com radioiodo está contraindicada em doentes grávidas, devido ao risco de a radiação afetar o desenvolvimento do bebé antes do nascimento.

Uma vez que o organismo retém o radioiodo durante os seis meses seguintes à sua administração, deve evitar-se a gravidez durante este período. Decorrido este tempo, já não existem riscos apreciáveis.

Preparação antes do tratamento radioisotópico para o hipertiroidismo

O tratamento deve estar indicado por um especialista, após avaliação das diferentes alternativas terapêuticas da sua doença hipertiroideia. Caso o doente esteja sob tratamento antitiroideu, é aconselhável suspendê-lo três a quatro dias antes da administração do radioiodo.

Do mesmo modo, deverá suprimir a ingestão de sal iodado e de alimentos com elevado teor de iodo. Recomenda-se também restringir os fármacos que interfiram com a incorporação do radioiodo (tinturas iodadas de uso tópico, amiodarona, ansiolíticos, antidepressivos, etc.). No entanto, o seu médico deverá aconselhá-lo neste sentido.

A Área de Patologia Tiroideia
da Clínica Universidad de Navarra

A Área de Patologia Tiroideia é constituída por uma equipa multidisciplinar de especialistas que trabalham de forma conjunta para oferecer aos doentes com problemas tiroideus um diagnóstico preciso.

Após o diagnóstico, é indicado ao doente o tratamento mais adequado ao seu caso e é realizado um acompanhamento contínuo para alcançar os objetivos pretendidos.

A Clínica é pioneira na implementação de técnicas médicas em Espanha e a nível mundial, sendo uma referência internacional em procedimentos altamente especializados.

Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

Porquê na Clínica?

  • Profissionais de prestígio que são referência a nível nacional.
  • Em 24–48 h, realizamos o diagnóstico e podemos iniciar o tratamento mais adequado para cada doente.

A nossa equipa de profissionais

Especialistas em problemas da tiroide com experiência no tratamento com iodo radioativo