Hipotiroidismo

«O hipotiroidismo é mais frequente no sexo feminino e afeta cerca de 2 % das mulheres adultas.»

DR. JUAN CARLOS GALOFRÉ FERRATER
ESPECIALISTA. ÁREA DE PATOLOGIA TIROIDEIA

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento em endocrinologia. Clínica Universidade de Navarra

O que é o hipotiroidismo?

O hipotiroidismo é uma doença que ocorre quando a glândula tiroide (situada na base da garganta, perto da traqueia) produz menos hormonas tiroideias do que o necessário. Estas hormonas, chamadas T4 e T3, são essenciais porque regulam o metabolismo e muitas funções do organismo. 

A hipófise, uma glândula do cérebro, controla a tiroide libertando TSH (hormona estimulante da tiroide). Se os níveis de T4 e T3 baixam, a hipófise produz mais TSH para estimular a tiroide. No entanto, no hipotiroidismo, a tiroide não responde como deveria e não produz hormonas em quantidade suficiente. 

Quando faltam hormonas tiroideias, o organismo funciona mais lentamente. Isto afeta o metabolismo, o cérebro, o coração, a digestão e outros sistemas, provocando uma diminuição geral da atividade do organismo. 

Na Clínica Universidad de Navarra contamos com a Área de Patologia Tiroideia, integrada por médicos especialistas em Endocrinologia e Nutrição, Otorrinolaringologia, Cirurgia Geral e Medicina Nuclear.

Sintomas do hipotiroidismo

A instalação é habitualmente lenta e progressiva. Os sintomas relacionam-se com uma diminuição da atividade funcional de todos os sistemas do organismo.

Os sintomas mais habituais são:

  • Cansaço
  • Intolerância ao frio
  • Diminuição da memória
  • Apatia, indiferença, depressão
  • Pele e/ou cabelo seco e quebradiço
  • Fragilidade nas unhas
  • Palidez cutânea
  • Aumento de peso e/ou obstipação
  • Sonolência excessiva

Em situações extremas, pode evoluir para insuficiência cardíaca, edema generalizado (mixedema) e/ou insuficiência respiratória.

Ocasionalmente, pode mesmo dar origem a coma mixedematoso, com perda de consciência e elevada mortalidade.

O Dr. Juan Manuel Zubiría, especialista em Endocrinologia e Nutrição da Clínica Universidad de Navarra, responde às perguntas mais comuns sobre esta doença

"O hipotiroidismo é entre 5 e 10 vezes mais frequente nas mulheres do que nos homens"

O Dr. Juan Manuel Zubiría, especialista em Endocrinologia, responde de forma clara e direta às perguntas mais comuns sobre esta doença.

¿Tiene alguno de estos síntomas?

Si sospecha que padece alguno de los síntomas mencionados,
debe acudir para su diagnóstico a un especialista médico.

Quais são as causas do hipotiroidismo

  • Tiroidite de Hashimoto. A causa mais frequente de hipotiroidismo é a tiroidite de Hashimoto, que conduz a uma destruição progressiva da tiroide como consequência de fenómenos de autoimunidade. É como se o organismo não reconhecesse a tiroide como sua. É mais frequente em mulheres a partir dos 40 anos, embora também possa ocorrer em homens.
  • A cirurgia da tiroide por nódulos, hipertiroidismo ou carcinoma da tiroide pode ser, igualmente, causa de hipotiroidismo. Nestes casos, não existe mecanismo autoimune; a remoção do tecido glandular conduz a secreção insuficiente de hormonas tiroideias para o sangue.
  • O iodo radioativo como tratamento do hipertiroidismo ou do cancro da tiroide é também causa de hipotiroidismo.
  • O tratamento com lítio, utilizado na psicose maníaco-depressiva, bloqueia a libertação de hormonas da tiroide e também é causa de hipotiroidismo.
  • É menos frequente o hipotiroidismo causado por defeitos enzimáticos, frequentemente de caráter hereditário, que comprometem a síntese de hormonas tiroideias. Os defeitos enzimáticos podem cursar com aumento do tamanho da glândula (bócio). Alterações do desenvolvimento da glândula podem causar hipotiroidismo.
  • A toma de medicamentos antitiroideus como carbimazol, metimazol ou propiltiouracilo, e de fármacos muito ricos em iodo (como o antiarrítmico amiodarona, xaropes antitússicos e expetorantes) pode paralisar a síntese de hormonas tiroideias e/ou gerar anticorpos antitiroideus, provocando hipotiroidismo.
  • São mais raros os hipotiroidismos secundários, provocados por falta de secreção de TSH pela hipófise. Nestes casos, a glândula tiroide está intacta, mas falta a sua hormona estimuladora, o que faz com que não funcione, diminuindo as hormonas tiroideias no sangue. 


 

A quem afeta o hipotiroidismo

O hipotiroidismo é mais frequente nas mulheres, afetando 2% das adultas, face a 0,1%–0,2% dos homens. A sua incidência aumenta a partir dos 40–50 anos, sobretudo por causas autoimunes como a tiroidite de Hashimoto.

O pós-parto é outro período crítico para o seu aparecimento, devido às alterações hormonais.

Além disso, os recém-nascidos de mães hipertiroideias devem ser avaliados para excluir problemas tiroideus, tenham ou não recebido tratamento durante a gravidez.

Quem apresenta anticorpos antitiroideus tem maior risco de desenvolver alterações da tiroide, o que sublinha a importância do seguimento médico nestes casos.

Diagnóstico do hipotiroidismo

A análise de TSH (hormona estimulante da tiroide) é o método mais sensível para diagnosticar o hipotiroidismo. O seu aumento indica função tiroideia insuficiente, mesmo antes de descerem os níveis de hormonas tiroideias no sangue.

Em casos estabelecidos, é comum observar TSH elevada, T4 diminuída e T3 em intervalos normais. Se se suspeitarem anomalias no desenvolvimento da glândula ou défices enzimáticos, uma cintigrafia tiroideia pode fornecer informação adicional.

Quando a origem é autoimune, avalia-se também a possível afetação de outras glândulas, como as suprarrenais ou paratiroides. Com tratamento adequado, os doentes podem levar uma vida sem restrições.

Tratamento do hipotiroidismo

O tratamento do hipotiroidismo consiste na reposição da produção hormonal da glândula tiroide. A forma mais estável e eficaz de o conseguir é administrar tiroxina (T4), uma vez que tem uma semivida prolongada e, no organismo, é parcialmente convertida em T3, pelo que não é necessário substituir esta última hormona.

Uma vez estabelecida pelo médico a dose adequada, os controlos que permitem o ajuste baseiam-se na avaliação clínica e na determinação de T4 e TSH.

Salvo raras exceções, o hipotiroidismo primário estabelecido é uma condição crónica, o que obriga a fazer tratamento para toda a vida. No entanto, com a dose adequada, os doentes com hipotiroidismo não têm qualquer limitação nas suas atividades.

O défice de hormonas tiroideias é particularmente importante nas crianças, uma vez que são imprescindíveis para o desenvolvimento mental normal e o crescimento. Por isso, em todos os recém-nascidos, é realizada uma análise para confirmar o correto funcionamento da tiroide e, se necessário, iniciar o tratamento de imediato.

A Área de Patologia Tiroideia
da Clínica Universidad de Navarra

A Área de Patologia Tiroideia é constituída por uma equipa multidisciplinar de especialistas que trabalham de forma conjunta para oferecer aos doentes com problemas tiroideus um diagnóstico preciso.

Após o diagnóstico, é indicado ao doente o tratamento mais adequado ao seu caso e é realizado um acompanhamento contínuo para alcançar os objetivos pretendidos.

A Clínica é pioneira na implementação de técnicas médicas em Espanha e a nível mundial, sendo uma referência internacional em procedimentos altamente especializados.

Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

Porquê na Clínica?

  • Profissionais de prestígio que são referência a nível nacional.
  • Em 24–48 h, realizamos o diagnóstico e podemos iniciar o tratamento mais adequado para cada doente.

A nossa equipa de profissionais