Herpes simples
«Nos casos indicados, é essencial iniciar precocemente o tratamento antiviral para evitar a cronificação da infeção pelo vírus do herpes.»
DRA. MARÍA HUERTA BROGERAS
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE DERMATOLOGIA

O herpes simples tipo 1 e 2 são os responsáveis pelas infeções mais frequentes (herpes da pele, herpes labial e herpes genital).
Têm a característica de não serem eliminados do organismo com facilidade, uma vez que a infeção foi controlada.
Ou seja, tendem a permanecer ocultos ou num estado de “adormecimento” até encontrarem uma situação propícia para voltar a desenvolver a infeção.
As infeções por herpes simples podem gerar quadros muito incómodos devido à localização das infeções que produzem, bem como à sua capacidade de se tornarem crónicas, permanecendo o vírus latente.
A dor neuropática que provocam é de difícil tratamento, sendo habitualmente indicados neurofármacos, uma vez que os analgésicos habituais são pouco eficazes.
Além disso, têm sido relacionados com alguns tumores, como por exemplo o herpes genital, que está associado ao cancro do colo do útero, especialmente se estiver associado a outras infeções, como o papilomavírus humano.

Quais são os sintomas do herpes simples?
O herpes cutâneo, que aparece habitualmente seguindo uma determinada ramificação nervosa na face (principalmente nos lábios e à volta do nariz) ou no tórax, manifesta-se sob a forma de uma erupção de vesículas dolorosas que evoluem para crostas, associando-se a manifestações de outra natureza como febre, mal-estar geral, cansaço e dor neuropática (surda, por vezes elétrica e muito desconfortável).
A evolução da infeção ocorre ao longo de cinco a sete dias, embora as crostas possam persistir até duas semanas.
Essa dor neuropática persiste mesmo após a resolução da infeção cutânea, originando um conjunto de queixas de difícil tratamento, indicando habitualmente a persistência do vírus numa forma latente no interior de células relacionadas com o sistema neurológico. Este tipo de infeção recidiva com frequência, sobretudo em situações de stress ou de imunossupressão relativa (provocada por outras doenças).
Em pessoas com diminuição grave das defesas, este vírus pode ainda provocar infeções cutâneas mais generalizadas e perigosas.
Por outro lado, o herpes tipo 2 é capaz de provocar infeções genitais de transmissão sexual que, com alguma frequência, são acompanhadas por outros microrganismos.
Além destes quadros, é um vírus capaz de se disseminar para outros órgãos e sistemas, como o pulmão, o fígado ou o sistema nervoso central, bem como para a córnea, quase sempre — tal como acontece nas formas mais generalizadas — em pessoas de risco como as referidas.
Quais são os sintomas mais habituais?
- Sensação de comichão ou dor numa área cutânea.
- Sensação de queimadura.
- Vesículas.
Tem algum destes sintomas?
É possível que apresente herpes simples
Como se diagnostica o herpes simples?
O diagnóstico do herpes simples é realizado principalmente pela clínica. Em casos duvidosos, pode confirmar-se através de cultura virológica das vesículas na fase inicial da doença.
Como muitos vírus resistem bastante às condições ambientais, transmitem-se facilmente, sobretudo por contacto. De facto, estão presentes em secreções de pessoas infetadas, provenientes especialmente da pele e da região genital, sobretudo quando a infeção está ativa.
A causa do alojamento do vírus no nervo é desconhecida, tal como a predisposição de cada indivíduo para desenvolver a doença.
Como se trata o herpes simples?
O herpes simples é uma infeção que responde geralmente ao uso de antivíricos (aciclovir, valaciclovir ou famciclovir).
Estes antivíricos são mais eficazes se forem utilizados precocemente e em dose suficiente.
Estão indicados quando a infeção tem alguma importância, é muito incómoda ou tende a cronificar, reduzindo os sintomas e evitando recaídas.
O Departamento de Dermatologia
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