Doença de Parkinson

"Dispomos da tecnologia mais avançada para o estudo estrutural e funcional do cérebro."

DRA. MARÍA CRUZ RODRÍGUEZ OROZ
DIRETOR. DEPARTAMENTO DE NEUROLOGIA

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento em neurologia. Clínica Universidade de Navarra

A doença de Parkinson é uma doença neurodegenerativa do sistema nervoso central cuja principal característica é a morte progressiva de neurónios numa parte do cérebro.

A consequência mais importante desta perda neuronal é uma marcada diminuição na disponibilidade cerebral de dopamina, principal substância sintetizada por estes neurónios, originando uma disfunção na regulação das principais estruturas cerebrais implicadas no controlo do movimento.

Porquê na Clínica Universidad de Navarra

Imagen de un icono dorado de un equipo de tres personas.

Trabalho em equipa

Na Unidade de Perturbações do Movimento, trabalhamos em equipa: neurologistas, neurocirurgiões, fisiatras, neurofisiologistas, psicólogos, psiquiatras e enfermagem especializada.

Imagen de un icono dorado que representa el cuidado de la salud.

Medicina personalizada

Realizamos o processo diagnóstico e concebemos o plano de tratamento ideal para cada doente no menor tempo possível.

Imagen de un icono dorado de un escáner o TC.

Tecnologia

Dispomos da mais recente tecnologia de diagnóstico (Ressonância Magnética 3 Teslas de alto campo e PET) e de tratamento (HIFU e cirurgia com elétrodos de estimulação cerebral profunda).

Imagen de un icono dorado de un matraz de laboratorio.

Investigação

Trabalhamos em conjunto com o Cima Universidad de Navarra no desenvolvimento de novos tratamentos e participamos em ensaios clínicos.

Quais são os sintomas da doença de Parkinson?

Os sintomas afetam sobretudo a função motora do doente, iniciando-se num lado do corpo. Os mais característicos são:

  • Lentidão motora e falta de destreza na execução de movimentos. 
  • Redução dos movimentos espontâneos.
  • Tremor de repouso.
  • Rigidez.

Manifestações típicas incluem também a hipomimia (pobreza de expressão facial), a diminuição de movimentos automáticos como o pestanejar ou o balanço dos braços ao caminhar, a inclinação do tronco para a frente durante a marcha, etc.

Evolução da doença de Parkinson 

A evolução da doença de Parkinson é muito variável, de modo que, em alguns doentes, o processo neurodegenerativo progride muito lentamente, enquanto noutros pode ser mais rápido. Em geral, à medida que a duração da doença aumenta, as perturbações do movimento iniciais tornam-se mais intensas no hemicorpo onde se iniciaram e manifestam-se também no outro hemicorpo.

Além disso, podem surgir outros sintomas, como:

  • Alteração da marcha, com dificuldade sobretudo no seu início e nas viragens.
  • Alteração da fala.
  • Alterações do humor, como depressão ou apatia.
  • Disfunção autonómica (urgência e incontinência urinária, obstipação, tonturas ao levantar-se da cama ou de locais baixos).
  • Perturbações do sono, como insónia, pesadelos com gesticulação e vocalizações, etc.
  • Anosmia (perda do olfato).
  • Alteração dos reflexos de reequilibração e quedas.
  • Em alguns casos, após muitos anos de evolução, défice cognitivo.

Tem algum destes sintomas?

Pode ser que sofra de doença de Parkinson

Como se diagnostica a doença de Parkinson?

A doença de Parkinson é uma doença de diagnóstico clínico. O neurologista estabelece o diagnóstico com base numa anamnese detalhada, com os dados fornecidos pelo doente e pela família, e nos achados do exame físico. Não é estritamente necessária a realização de exames complementares.

Em determinados doentes, a realização de análises, RM cerebral ou um PET com F-dopa pode ajudar a aumentar a certeza diagnóstica relativamente a outros processos que partilham características clínicas (parkinsonismos atípicos e secundários, tremor essencial, etc.).

El Parkinson es una enfermedad de diagnóstico clínico. El neurólogo realiza el diagnóstico en base a una anamnesis detallada con los datos aportados por el paciente y su familia y los hallazgos de la exploración física. No es estrictamente necesaria la realización de pruebas complementarias.

En determinados pacientes, la realización de analítica, RM cerebral o un PET con F-dopa puede ayudar a aumentar la certeza diagnóstica respecto a  otros procesos que comparten características clínicas  (parkinsonismos atípicos y secundarios, temblor esencial etc)

Como se trata a doença de Parkinson?

No início, o tratamento é farmacológico, para compensar a perda cerebral de dopamina. Este tratamento não cura a doença, mas ajuda a controlar os sintomas. 

O tratamento de cada doente será individualizado. Existem quatro grupos fundamentais de fármacos, que podem agrupar-se em dois grupos:

  • Fármacos de ação direta: levodopa, que se transforma em dopamina no cérebro, e os agonistas dopaminérgicos, que atuam diretamente nos recetores de dopamina cerebrais.
  • Fármacos potenciadores da ação da levodopa: inibidores da COMT e inibidores da MAO, que aumentam a semivida da levodopa ao inibirem enzimas responsáveis pela sua degradação. Outros fármacos de segunda linha são a amantadina e os anticolinérgicos.

Complicações do tratamento farmacológico

Inicialmente, o tratamento melhora os sinais da doença de forma estável ao longo do dia. À medida que a doença progride e a perturbação motora se torna mais intensa, a duração do efeito da medicação encurta. Isto dá origem a flutuações entre períodos de boa mobilidade durante o efeito da medicação e períodos de pior mobilidade quando o efeito termina.

Além disso, durante o efeito da medicação, podem ocorrer movimentos involuntários (discinesias) nos membros, ou na cabeça e tronco. Estas complicações motoras surgem na maioria dos doentes com evoluções prolongadas.

A perturbação do controlo de impulsos é menos frequente e está associada sobretudo ao tratamento com agonistas dopaminérgicos. Consiste na incapacidade de resistir a um impulso nocivo para o doente ou para o seu meio envolvente.

As mais frequentes são hipersexualidade, jogo patológico e compras ou ingestão compulsiva de alimentos. Se surgirem, deve informar o seu neurologista, que procederá ao ajuste da medicação.

Em função das características de cada doente e dos sintomas e complicações predominantes em cada fase da doença, será indicado um tratamento farmacológico personalizado.

A aplicação desta técnica visa melhorar o tremor, a rigidez e a lentidão motora num hemicorpo, uma vez que é realizada de forma unilateral.

O doente deve ser avaliado em consulta por um neurologista para determinar se é candidato a este procedimento.

Em termos gerais, são candidatos os doentes em que o tremor não responde ao tratamento farmacológico ou que apresentam sinais parkinsonianos marcados com claro predomínio num hemicorpo.

A cirurgia está indicada quando o tratamento farmacológico não consegue controlar os sintomas do doente de forma estável ao longo do dia.

Nos casos em que o tremor, a rigidez ou a lentidão motora impliquem incapacidade funcional importante e exijam um tratamento bilateral, pode ponderar-se um tratamento cirúrgico que consiste na estimulação cerebral profunda, através da colocação de elétrodos profundos no núcleo subtalâmico ou no globo pálido interno.

Estes elétrodos emitem impulsos elétricos que melhoram a atividade cerebral e os sintomas da doença.

A estimulação proporcionada pelos impulsos elétricos é programada de forma individualizada, de acordo com os sintomas do doente. Após a cirurgia, o doente deve comparecer a consultas de controlo periódicas.

O sucesso cirúrgico está relacionado com a adequada seleção do candidato, a correta colocação do elétrodo na zona precisa do cérebro e a escolha de parâmetros de estimulação ótimos.

HIFU, tratamento sem cirurgia dos sintomas na doença de Parkinson

A Clínica Universidad de Navarra incorpora o modelo mais avançado de ultrassons de alta intensidade para o tratamento de doentes com tremor, rigidez e lentidão de movimentos que surgem na doença de Parkinson.

O Departamento de Neurologia
da Clínica Universidad de Navarra

O Departamento de Neurologia tem uma vasta experiência no diagnóstico e tratamento multidisciplinar das doenças neurológicas.

Oferecemos um diagnóstico em menos de 72 h, juntamente com uma proposta de tratamento personalizado e um acompanhamento pós-consulta do doente por parte da nossa equipa de enfermagem especializada.

Dispomos da tecnologia mais avançada para um diagnóstico preciso, com equipamentos de vanguarda como o HIFU, dispositivos de estimulação cerebral profunda, video-EEG, PET e cirurgia da epilepsia, entre outras.

Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

Porquê na Clínica?

  • Assistência diagnóstica de vanguarda com forte atividade em investigação e docência.
  • Equipa de enfermagem especializada.
  • Trabalhamos em estreita articulação com a Unidade do Sono.

A nossa equipa de profissionais