Alergia ao peixe
"O maior inconveniente associado à alergia ao peixe são os vapores da confeção. Muitas pessoas sofrem crises de asma ou urticária grave quando alguém cozinha peixe em casa. Isto afeta de forma muito significativa a qualidade de vida dos doentes."
DRA. CARMEN D'AMELIO GARÓFALO
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE ALERGOLOGÍA E IMUNOLOGÍA CLÍNICA

Como saber se tenho alergia ao peixe?
A alergia ao peixe é a terceira causa de alergia depois do leite e do ovo. Uma grande variedade de peixes pode desencadear esta alergia. O peixe pode estar presente em muitos alimentos e noutros tipos de produtos (por exemplo, medicamentos, bebidas, gelatinas, farinhas de peixe, etc.).
O maior inconveniente associado à alergia ao peixe são os vapores da cozedura. Muitas pessoas sofrem crises de asma ou urticárias graves quando alguém cozinha peixe em casa. Ou seja, não se trata apenas de evitar consumir o alimento, mas sim que o simples facto de permanecer num local onde se cozinha peixe pode provocar reações graves, o que afeta significativamente a qualidade de vida destes doentes e do seu entorno.
No Departamento de Alergologia da Clínica temos uma vasta experiência no tratamento de dessensibilização alimentar. Cada doente é avaliado de forma individualizada e todo o processo é supervisionado pela nossa equipa de alergologistas e enfermeiros especializados no controlo deste tratamento.

Quais são os sintomas da alergia ao peixe?
A primeira manifestação clínica da alergia ao peixe pode surgir em qualquer idade, mas é certo que é mais frequente nos dois primeiros anos de vida, geralmente coincidindo com a introdução do peixe na alimentação da criança.
Os sintomas da alergia ao peixe são semelhantes aos de outras alergias alimentares. Costumam surgir de forma imediata após a ingestão, o contacto ou a inalação dos vapores da cozedura do peixe.
Os sintomas começam com comichão na zona da boca e faringe, vergões na pele com comichão intensa (urticária) e, nos casos mais graves, angioedema. Também são frequentes sintomas respiratórios, como rinite, conjuntivite e crises de asma.
Os sintomas mais habituais são:
- Comichão na boca e no palato
- Vergões e pápulas elevadas na pele
- Rinite e/ou conjuntivite
- Dificuldade respiratória
- Crises de asma
Podem surgir mais tardiamente dor abdominal, náuseas, vómitos e diarreia.
Nos casos mais graves, pode desenvolver-se choque anafilático, colocando a vida do doente em risco.
Tem algum destes sintomas?
Pode ter alergia ao peixe e ser possível realizar o tratamento de dessensibilização alimentar
Quais são as causas da alergia ao peixe?
Existem muitos fatores que podem provocar uma resposta imunitária anómala ao peixe.
O contacto prévio com o peixe, através da mãe durante a gravidez ou a amamentação, ou a exposição aos vapores durante a cozedura e, naturalmente, a ingestão, desencadeiam a produção excessiva de IgE, causando os sintomas.
Em Espanha, peixes como pescada, galo, sardinha, bacalhau ou pescadinha são os que mais frequentemente provocam reações.
O principal alergénio do peixe é uma proteína chamada parvalbumina, presente nas células musculares do peixe. São proteínas termoestáveis, ou seja, resistentes ao calor e que não são destruídas ao cozinhar o peixe.
A alergia ao peixe é independente da alergia ao marisco, e a presença simultânea de ambas não é muito frequente.
Cura-se a alergia ao peixe?
Em crianças pequenas, a alergia ao peixe pode desaparecer, mas, em geral, é frequente que persista e costuma durar mais do que a alergia ao leite ou ao ovo.
Quando a alergia ao peixe começa na idade adulta, é muito mais difícil que desapareça e pode durar toda a vida.
Se o tratamento de dessensibilização alimentar ou indução de tolerância oral ao peixe for eficaz, estes doentes podem voltar a comer o peixe que lhes causava alergia, inclusive outros tipos de peixe, e podem inalar sem problemas o vapor da cozedura. Isto melhora de forma notável a sua qualidade de vida.
Como se diagnostica a alergia ao peixe?
O diagnóstico é realizado através de um teste cutâneo (prick test) muito simples: aplicam-se na pele do braço gotas que contêm uma quantidade conhecida do alergénio responsável pela alergia ao peixe, ao qual a pessoa pode ser sensível. O objetivo desta técnica é reproduzir na pele a reação que ocorre noutras partes do organismo.
Além disso, é possível realizar análises ao sangue, que permitem quantificar e demonstrar, de forma mais precisa, a presença de IgE específica contra estas proteínas.
Por vezes, é necessário realizar uma prova de provocação, que consiste em observar, sob supervisão médica, a reação que ocorre após a ingestão do alimento.
Além dos testes cutâneos habituais, podemos medir a IgE por microarray, o que nos dá informação valiosa sobre os alergénios reconhecidos pelo doente.
Como se trata a alergia ao peixe?
Temos grande experiência em dessensibilização a diferentes alimentos, como o ovo, o leite e, agora também, o peixe.
A primeira medida e a mais eficaz é evitar o contacto com o alergénio.
No caso da alergia ao peixe, até a inalação do vapor da cozedura do peixe pode desencadear sintomas, o que torna muito difícil a evitação deste alimento.
O tratamento de dessensibilização consiste em administrar inicialmente doses muito baixas e, pouco a pouco, aumentar a dose, de forma progressiva e muito lentamente, até conseguir tolerar uma porção completa de peixe.
Este tratamento exige que, em todos os momentos, o pessoal de saúde acompanhe este processo de forma muito próxima para evitar reações alérgicas importantes.
Isto é complementado com educação do doente e da família para ensinar a evitar o contacto com este alimento e a aprender a atuar perante reações alérgicas graves.
Saiba em que consiste o tratamento de dessensibilização ao peixe
Departamento de Alergologia
da Clínica Universidad de Navarra
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