Alergia a fármacos

"A Clínica desenvolveu a técnica do teste de ativação de basófilos para analisar em laboratório possíveis alergias a fármacos e, assim, avaliar corretamente a conveniência de realizar testes de tolerância."

DR. GABRIEL GASTAMINZA LASARTE
DIRETOR. DEPARTAMENTO DE ALERGOLOGÍA E IMUNOLOGÍA CLÍNICA

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento de alergias. Clínica Universidade de Navarra

Como saber se se tem alergia a um fármaco?

A suspeita de alergia a medicamentos é uma das consultas mais frequentes a um especialista em Alergologia. Os medicamentos são capazes de provocar reações adversas de todo o tipo, não apenas alérgicas. Além disso, com frequência se atribui ao fármaco a causa de sintomas muito diversos, que podem confundir-se com uma reação alérgica, mas que são provocados por uma causa coincidente.

As reações alérgicas aos medicamentos são reações imprevisíveis e de gravidade variável, algumas de risco de vida. Não estão relacionadas com a dose nem com qualquer tipo de interações entre fármacos. Qualquer medicamento pode provocar reações alérgicas.

Entre os medicamentos que mais frequentemente causam reações alérgicas encontram-se os antibióticos (especialmente os betalactâmicos, ou seja, penicilinas e derivados), a aspirina e outros fármacos anti-inflamatórios não esteroides (AINE), os contrastes iodados utilizados em radiologia, os anticonvulsivantes e os quimioterápicos.

Quais são os sintomas da alergia a fármacos?

As manifestações clínicas que provocam são variadas e é habitual classificá-las, de acordo com a cronologia e evolução, em reações imediatas e retardadas. 

As reações imediatas ocorrem pouco depois da exposição a uma dose do fármaco e evoluem rapidamente. Os sintomas mais habituais surgem na pele sob a forma de urticária (vergões ou pápulas elevadas) e angioedema (inchaço de tecidos moles, como língua, lábios, pálpebras, etc.), embora possam evoluir para reações potencialmente fatais (anafilaxia e choque anafilático).

As reações retardadas costumam iniciar-se de forma progressiva após várias doses do fármaco e evoluem de forma prolongada. O órgão mais frequentemente afetado é a pele, quer sob a forma de reações ligeiras (por exemplo, exantema maculopapular) quer graves (por exemplo, síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica), mas também podem ser afetados outros órgãos, como no síndrome de hipersensibilidade sistémica induzida por fármacos (DRESS).

Tem algum destes sintomas?

Pode ter alergia a fármacos

Como se diagnostica a alergia a fármacos?

O principal problema no estudo da alergia a um medicamento reside na falta de uma técnica diagnóstica única que confirme ou exclua a suspeita clínica.

O diagnóstico baseia-se principalmente numa história clínica detalhada da reação e dos medicamentos implicados. Após 4-6 semanas da reação, podem realizar-se testes in vivo (no próprio doente) e/ou in vitro (laboratoriais).

Os testes in vivo incluem testes cutâneos intraepidérmicos (prick-test), intradérmicos e epicutâneos (em penso), que serão indicados conforme o medicamento e o tipo de reação, na concentração adequada para evitar falsos positivos por irritação.

Os testes laboratoriais incluem a determinação de IgE específica no soro, o teste de ativação de basófilos e o teste de transformação linfocitária.

Enquanto a IgE específica só está disponível para um número muito limitado de fármacos, o teste de ativação de basófilos e o teste de transformação linfocitária permitem investigar, em laboratório, a alergia a um grande número de medicamentos, o que os torna um bom complemento aos testes cutâneos. Além disso, constituem uma ferramenta muito útil para decidir quando realizar uma prova de tolerância a um fármaco.

Estes testes não têm valor preditivo, pelo que só devem ser realizados se o doente tiver tido uma reação no passado, para identificar o fármaco responsável. A prova definitiva para excluir alergia ao fármaco é a prova de provocação ou tolerância, que consiste em administrar o fármaco de forma controlada e supervisionada até atingir a dose habitual e comprovar a boa tolerância do doente.

Como se trata a alergia a fármacos?

A nossa Unidade de Imunoterapia é constituída por médicos e enfermeiros com vasta experiência neste tratamento

As reações devem ser tratadas de forma rápida e adequada para aliviar os sintomas e prevenir uma reação grave. O tratamento farmacológico pode incluir anti-histamínicos, broncodilatadores, adrenalina e corticosteroides aplicados na pele ou administrados por via oral ou intravenosa.

Deve identificar-se o fármaco desencadeante e interromper a sua administração, bem como a de outros medicamentos semelhantes. Se for imprescindível um medicamento ao qual a pessoa é alérgica, pode realizar-se uma dessensibilização.

A dessensibilização consiste em administrar a um doente o fármaco ao qual é alérgico, começando por doses muito pequenas e aumentando-as progressivamente, em intervalos fixos de tempo, até atingir a dose terapêutica. Isto não significa que o doente deixe de ser alérgico, mas sim que “engana” o sistema imunitário para evitar que se desencadeie uma reação, obtendo uma tolerância temporária ao medicamento.

É realizada quando não existe uma alternativa adequada a esse tratamento farmacológico. Os casos mais frequentes estão relacionados com antibióticos (especialmente penicilinas para algumas infeções sem outros antibióticos válidos) e quimioterápicos (sobretudo compostos de platina e taxanos).

A realização de uma dessensibilização é complexa, exige a coordenação de muitas pessoas e serviços e é um procedimento de risco, que requer um controlo rigoroso por profissionais experientes. Na Clínica Universidad de Navarra, temos ampla experiência na realização de dessensibilizações a medicamentos.

Departamento de Alergologia
da Clínica Universidad de Navarra

O Departamento de Alergologia e Imunologia da Clínica integra a Global Allergy and Asthma European Network, composta pelos 25 melhores departamentos de Alergologia da Europa, selecionados pela sua excelência científica, trabalho multidisciplinar, atividade docente e projeção internacional.

Dispomos das técnicas de diagnóstico mais avançadas, estamos na vanguarda da investigação e colaboramos com os melhores especialistas. Contamos com mais de 50 anos de experiência assistencial.

Que doenças tratamos?

Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

Porquê na Clínica?

  • Mais de 60 anos de experiência.
  • Pioneiros na técnica de diagnóstico molecular por microarray.
  • Enfermagem especializada em doenças alérgicas e nos seus cuidados.