Antidiabéticos orais

"Os antidiabéticos orais são um grupo de fármacos que reduzem os níveis de glicose no sangue através de diferentes mecanismos."

DR. JAVIER ESCALADA SAN MARTÍN
DIRETOR. DEPARTAMENTO DE ENDOCRINOLOGIA E NUTRIÇÃO

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento em endocrinologia. Clínica Universidade de Navarra

O que são os antidiabéticos orais?

Os antidiabéticos orais são um grupo de fármacos que reduzem os níveis de glicose no sangue através de diferentes mecanismos.

Podem ser combinados entre si e, quando isso também não é eficaz, combinam-se com insulina noturna.

Em estádios finais, a diabetes mellitus, ainda que seja do tipo 2, frequentemente necessita de tratamento exclusivo com insulina devido ao esgotamento da célula beta pancreática.

Para além de novos tipos de fármacos, surgiram alguns com um perfil de ação e segurança que os torna mais eficazes, com menor número de efeitos adversos e mais confortáveis para o doente. Entre os fármacos recentes, destaca-se o papel das denominadas de forma genérica tiazolidinedionas ou glitazonas.

Para além de melhorarem o controlo glicémico em monoterapia ou em associação com outros fármacos, demonstraram benefícios na redução das alterações associadas à diabetes tipo 2 e à síndrome metabólica (hipertensão arterial, alterações dos lípidos...).

Imagen del icono de la consulta de Segunda Opinión. Clínica Universidad de Navarra

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Quando estão indicados os antidiabéticos orais?

Antes de iniciar o uso de antidiabéticos orais, é recomendável seguir um plano alimentar e praticar exercício físico para reduzir os níveis de glicose no organismo e diminuir a concentração de hemoglobina glicada (Hb A1c).

Se, com o exercício físico e o plano alimentar específico, não se obtiverem melhorias, os antidiabéticos constituem o tratamento inicial da diabetes mellitus tipo 2.

Indicações mais frequentes dos antidiabéticos

Tem alguma destas doenças?

Pode ser necessário iniciar antidiabéticos orais

Tipos de antidiabéticos

Inibidores da alfa-glicosidase

Alfa-glicosidase

Consiste em inibir uma enzima (alfa-glicosidase) do intestino delgado que, habitualmente, cliva os dissacáridos para facilitar a sua absorção. Ao não ocorrer essa clivagem, atrasa-se a absorção dos hidratos de carbono e, por conseguinte, atenua-se a elevação da glicose após as refeições. Têm um efeito anti-hiperglicemiante. Em monoterapia, não causam hipoglicemia.

É aconselhável tomá-los com a primeira dentada de cada refeição.

  • Efeitos secundários

Incluem flatulência, dor abdominal e diarreia, que frequentemente obrigam à suspensão da medicação. Do mesmo modo, foram descritos casos de hepatotoxicidade com icterícia e aumento das enzimas hepáticas associados à acarbose em doses elevadas; tal não se verifica com o miglitol.

  • Contraindicações

O seu uso deve ser evitado quando existem alterações intestinais (doença inflamatória intestinal, hérnias maiores, obstrução intestinal). É aconselhável não os utilizar em insuficiência hepática ou renal grave.

Sensibilizadores à insulina endógena

Biguanidas

O fármaco mais utilizado deste grupo é a metformina (Dianben). Inibe a produção hepática de insulina e melhora a sensibilidade à insulina. Também ajuda a melhorar o perfil lipídico no sangue.

  • Efeitos adversos

Os mais frequentes são gastrointestinais, como dor abdominal, diarreia e náuseas. Como não estimula a produção de insulina, não provoca episódios de hipoglicemia.

  • Contraindicações 

Não devem tomar metformina as pessoas com insuficiência renal, hepática, respiratória ou cardíaca. Também está contraindicada em casos de alcoolismo, gravidez e aleitamento. É importante consultar o seu médico.

Tiazolidinedionas

Aumentam a captação e a utilização de glicose no músculo e no tecido adiposo. Diminuem a insulinorresistência a nível periférico e melhoram a concentração de lípidos no sangue.

  • Efeitos adversos

É frequente ocorrer aumento de peso; contudo, os estudos realizados mostram que redistribuem a gordura corporal de forma saudável, aumentando os depósitos subcutâneos e diminuindo a gordura visceral. Podem também surgir edemas.

  • Contraindicações

Não devem tomar este medicamento doentes com diabetes tipo 1, gravidez, aleitamento, insuficiência cardíaca, alterações hepáticas ou cardiopatia isquémica. Em Espanha, não está aprovado o seu uso combinado com insulina.

Estimulantes da secreção de insulina

Sulfonilureias

Estimulam a secreção de insulina pré-formada no pâncreas.

  • Efeitos secundários. O principal efeito secundário é o aparecimento de hipoglicemias (quedas de açúcar), sobretudo quando se atrasa a refeição ou se está em jejum. Além disso, o início do tratamento costuma associar-se a um aumento de peso entre 2 e 5 kg.
  • Contraindicações. Devem evitar esta medicação os doentes com alterações hepáticas ou renais, doentes com diabetes por défice de insulina tipo 1 ou secundária a doença pancreática, gravidez, cirurgia major ou doença grave e antecedentes de reações adversas a sulfamidas.

 
Meglitinidas

Estimulam a secreção de insulina pré-formada no pâncreas. A sua semivida é muito mais curta do que a das sulfonilureias, o que permite um melhor controlo da glicose pós-prandial (após as refeições), com menor risco de hipoglicemias.

  • Efeitos secundários. A ocorrência de hipoglicemias é menor do que com sulfonilureias.
  • Contraindicações. Deve evitar-se em doentes com alterações da função hepática, doentes com diabetes tipo 1 ou secundária a doença pancreática, gravidez ou aleitamento. Podem ser utilizadas em doentes idosos e com insuficiência renal.

 
Inibidores da dipeptidilpeptidase IV (gliptinas)

Atuam inibindo a enzima DPP-IV, cuja função é degradar o péptido intestinal GLP-1, libertado no intestino com a chegada dos alimentos, promovendo a libertação de insulina pancreática. Controlam a hiperglicemia sem aumento de peso e com uma incidência muito baixa de hipoglicemias.

  • Contraindicações. Deve evitar-se em doentes com diabetes tipo 1 ou secundária a doença pancreática, gravidez ou aleitamento e insuficiência renal moderada ou grave. A vildagliptina está também contraindicada em caso de insuficiência hepática ou elevação de transaminases (>3 vezes o normal).

O Departamento de Endocrinologia e Nutrição
da Clínica Universidad de Navarra

O Departamento está organizado em unidades assistenciais, com especialistas totalmente dedicados ao estudo diagnóstico e ao tratamento deste tipo de doenças.

Trabalhamos com protocolos estabelecidos, que permitem que todos os exames de diagnóstico necessários sejam realizados no mais curto prazo possível e que se inicie, o mais rapidamente possível, o tratamento mais adequado em cada caso.

Organizados em unidades assistenciais

  • Área de Obesidade.
  • Unidade de Diabetes.
  • Unidade de Doenças da Tiroide e Paratiroide.
  • Unidade de Osteoporose
  • Outras doenças: p. ex., síndrome de Cushing.
Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

Porquê na Clínica?

  • Centro de Excelência Europeu no diagnóstico e tratamento da Obesidade.
  • Equipa de enfermeiros especializados no Hospital de Dia de Endocrinologia e Nutrição.
  • Dispomos de um Laboratório de Investigação Metabólica de reconhecido prestígio internacional.

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