Herpes zoster
«Nos casos indicados, é essencial iniciar precocemente o tratamento antiviral para evitar a cronificação da infeção pelo vírus do herpes.»
DRA. MARÍA HUERTA BROGERAS
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE DERMATOLOGIA

O vírus herpes zoster recebe este nome porque é o agente responsável tanto pela varicela como pelo herpes zoster.
Geralmente, o primeiro contacto com o vírus ocorre na infância e manifesta-se clinicamente como uma varicela.
Após esta infeção, o vírus migra pelas terminações nervosas desde a pele até ao gânglio, onde permanece latente, reaparecendo na pele em determinadas situações e dando lugar ao denominado herpes zoster.
O herpes zoster é geralmente um quadro autolimitado que se resolve espontaneamente em uma ou duas semanas. Em alguns doentes pode persistir uma neuralgia pós-herpética de duração variável.

Quais são os sintomas do herpes zóster?
O doente sente uma sensação de comichão ou dor numa área cutânea (preferencialmente no tronco) e, 4 ou 5 dias depois, surge vermelhidão da pele nessa zona, sobre a qual aparecem vesículas agrupadas.
Durante esta fase, as lesões são altamente contagiosas, pois o vírus encontra-se no interior das vesículas.
Ao fim de 7 a 10 dias, as lesões secam, formando crostas castanho-amareladas que se desprendem, deixando por vezes uma cicatriz residual. As áreas mais frequentemente afetadas são o tronco, a coxa ou a região ocular. Esta última é mais grave, pois existe o risco de formação de úlceras da córnea que podem conduzir à cegueira.
Por vezes, após o episódio de herpes zóster, pode persistir dor residual nessa localização durante dias, meses e até anos, designando-se por nevralgia pós-herpética. Isto acontece com maior frequência em indivíduos com mais de 50 anos.
Quais são os sintomas mais habituais?
- Sensação de comichão ou dor numa área cutânea.
- Sensação de queimadura.
- Vesículas.
Tem algum destes sintomas?
É possível que apresente herpes zóster
Quem pode ter herpes zóster?
Ocorre principalmente em adultos, mas a sua ocorrência em crianças é cada vez mais frequente. Para o desenvolver, é necessário ter tido contacto prévio com o vírus e ter tido varicela.
A frequência e a gravidade desta doença são maiores em indivíduos imunossuprimidos, quer por tratamentos com quimioterapia ou radioterapia, quer por medicamentos imunossupressores, como nos doentes transplantados.
Incluem-se também neste grupo os doentes com SIDA e os que apresentam tumores ou outras doenças que determinem uma situação de imunossupressão.
No entanto, também é frequente observar herpes zóster em pessoas imunocompetentes em situações de fragilidade ou cansaço.
Qual é o prognóstico do herpes zóster?
O herpes zóster é, em geral, um quadro autolimitado que se resolve espontaneamente em uma a duas semanas. Em alguns doentes, pode persistir uma nevralgia pós-herpética de duração variável.
Nos doentes imunodeprimidos, existe risco de generalização do vírus com envolvimento de outros órgãos e pior prognóstico. Daí a importância do diagnóstico e do tratamento precoces nestes doentes.
No que diz respeito à localização, o herpes ocular tem pior prognóstico do que os restantes, devido à possibilidade de evoluir para cegueira.
É importante referir que o herpes zóster é uma doença contagiosa e, durante a sua evolução, deve evitar-se o contacto com pessoas que não tenham tido contacto prévio com o vírus, especialmente se forem imunossuprimidas ou mulheres grávidas.
Como se diagnostica o herpes zóster?
O diagnóstico do herpes zóster é realizado principalmente pela clínica. Em casos duvidosos, pode confirmar-se através de cultura virológica das vesículas na fase inicial da doença.
A causa do alojamento do vírus no nervo é desconhecida, tal como a predisposição de cada indivíduo para desenvolver a doença.
A reativação do vírus provoca vermelhidão da pele com pequenas bolhas que seguem uma distribuição metamérica característica, geralmente no tronco, embora não sejam raras outras localizações anatómicas.
Como se trata o herpes zóster?
O tratamento do herpes zóster faz-se com fármacos antivíricos por via oral ou intravenosa, mas nem sempre é necessário tratá-lo, uma vez que se resolve espontaneamente em cerca de 7 dias.
O tratamento está indicado principalmente em doentes imunossuprimidos, devido ao risco de disseminação do vírus para outros órgãos. Nestes doentes, é necessária a via intravenosa para o tratamento.
Também está indicado o tratamento com antivíricos por via oral em doentes com mais de 50 anos, para diminuir a probabilidade de desenvolver nevralgia pós-herpética (brivudina, aciclovir, valaciclovir, famciclovir).
É importante salientar que o tratamento é eficaz se for iniciado nas primeiras 72 horas após o aparecimento das vesículas e que se deve evitar a sobreinfeção das lesões através do uso de antissépticos tópicos.
A nevralgia pós-herpética, se ocorrer, pode ser tratada com analgésicos e, se não melhorar, podem utilizar-se outros fármacos, como antiepiléticos ou antidepressivos.
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