Cistite

"A cistite é uma condição comum, mas tratável. A deteção precoce e o tratamento adequado são essenciais para evitar complicações e melhorar a qualidade de vida dos nossos doentes."

DR. FELIPE VILLACAMPA AUBÁ
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE UROLOGIA

Imagem do selo de reconhecimento Merco Salud 2025. Clínica Universidade de Navarra

O que é a cistite?

A cistite é uma inflamação da bexiga urinária, geralmente causada por uma infeção bacteriana. É uma condição clínica comum que pode afetar pessoas de todas as idades, embora seja mais frequente nas mulheres devido à sua anatomia. 

A cistite é classificada entre as infeções do trato urinário (ITU), sendo uma das formas mais prevalentes. A cistite é uma condição clínica importante que pode ter um impacto significativo na qualidade de vida de quem dela padece. 

A principal causa da cistite é a infeção por bactérias, sendo a Escherichia coli (E. coli) a responsável na maioria dos casos. Estas bactérias, que habitam normalmente no intestino, podem chegar à bexiga através da uretra, provocando a infeção. 

Para além das infeções bacterianas, a cistite também pode ter origem em fatores não infeciosos, como irritação química, utilização de determinados produtos de higiene, tratamentos médicos ou condições subjacentes como a radioterapia ou a cistite intersticial.

Sintomas da cistite

Os sintomas mais frequentes da cistite são:

Ardor ou dor ao urinar

Muitas pessoas sentem uma sensação de ardor ou desconforto durante a micção.

Polaquiúria

Necessidade de urinar com frequência, mas em pequenas quantidades. Este sintoma, conhecido como polaquiúria, é um dos mais comuns.

Sensação constante de necessidade de urinar

Mesmo depois de esvaziar a bexiga, a sensação de urgência miccional pode persistir.

Urina com sangue

Em alguns casos, a infeção pode provocar a presença de sangue na urina, percebida como uma alteração da sua coloração.

Ausência de febre

Ao contrário de outras infeções urinárias, a cistite costuma ocorrer sem febre.

Apresenta algum destes sintomas?

Se suspeitar que apresenta algum dos sintomas mencionados,
deve procurar um especialista médico para o seu diagnóstico.

Tipos de cistite

  • A cistite aguda é a forma mais comum, caracterizada por início súbito e sintomas intensos.
  • A cistite recorrente, por outro lado, ocorre em episódios repetidos, muitas vezes devido à persistência de fatores predisponentes ou a uma infeção subjacente não totalmente resolvida.
  • A cistite intersticial, também conhecida como síndrome da bexiga dolorosa, é uma forma crónica de cistite sem causa bacteriana identificável, e a sua origem é menos compreendida.

Causas da cistite

Os germes habituais provêm das fezes (enterobactérias). O mais comum é a Escherichia coli (E. coli). Esta bactéria é responsável por 85% das infeções não complicadas em mulheres sexualmente ativas, por 70% das infeções não complicadas no adulto e por 50% das infeções hospitalares.

Depois da E. coli, os germes mais comuns são: Proteus, Klebsiella, Enterobacter, Citrobacter, Pseudomona, Serratia, Estafilococo, Estreptococo faecalis e, em especial, o Estafilococo saprophyticus.

Quais são os fatores de risco da cistite?

Condições socioeconómicas. A pobreza ou o acesso limitado a serviços médicos podem aumentar o risco.

Ambientes hospitalares. Internamentos prolongados ou a utilização de dispositivos como sondas urinárias aumentam a probabilidade de infeção.

Anomalias do trato urinário. Malformações ou alterações estruturais podem predispor a infeções.

Cálculos renais (litíase). Especialmente os de estruvite, que favorecem a infeção e requerem tratamento específico.

Uso de contracetivos de barreira. Métodos como os diafragmas aumentam até quatro vezes o risco de infeção.

Obstruções urinárias. É o fator de risco mais importante, pois dificulta a eliminação de bactérias e pode danificar os rins.

Diabetes. O aumento de glicose na urina favorece o crescimento bacteriano.

Imunossupressão. Um sistema imunitário debilitado, seja por doenças ou por tratamentos, aumenta a vulnerabilidade.

Gravidez. Durante esta fase, as mulheres estão mais predispostas a desenvolver infeções urinárias devido a alterações no corpo que facilitam a acumulação de bactérias.

Atividade sexual. Em mulheres sexualmente ativas, o risco pode ser até 40 vezes maior.

Como se diagnostica a cistite?

Para se considerar que existe cistite, o crescimento de bactérias na urocultura deve demonstrar bacteriúria significativa.

Depois, é necessário identificar a localização anatómica da infeção, utilizando os sintomas clínicos e, se necessário, exames complementares.

Por fim, é necessário indicar se se trata de:

  • Primeira infeção ou infeção isolada
  • Infeção não resolvida
  • Infeção recorrente

Tratamento da cistite

O tratamento da cistite depende da causa subjacente e da gravidade da infeção, podendo variar desde a administração de antibióticos até medidas de autocuidado e alterações do estilo de vida.

Tratamento antibiótico da cistite

O tratamento padrão para a cistite bacteriana é a administração de antibióticos. Os médicos selecionam o tipo de antibiótico com base no tipo de bactéria responsável pela infeção e na resistência bacteriana local. Entre os antibióticos mais frequentemente prescritos incluem-se:

  • Trimetoprim/Sulfametoxazol: Um dos antibióticos mais utilizados para tratar cistite não complicada.
  • Nitrofurantoína: Eficaz no tratamento de infeções do trato urinário inferior, incluindo cistite.
  • Fosfomicina: Muitas vezes utilizada em dose única, o que facilita a adesão ao tratamento.
  • Fluoroquinolonas: Reservadas para casos mais graves ou complicados devido ao seu perfil de resistência.

A duração do tratamento antibiótico pode variar entre três e sete dias nos casos não complicados, podendo prolongar-se em situações mais complexas.

Medidas de autocuidado

Além do tratamento médico, existem várias medidas de autocuidado que podem ajudar a aliviar os sintomas da cistite e a prevenir a sua recorrência:

  • Ingestão adequada de líquidos: Beber água suficiente pode ajudar a eliminar as bactérias do sistema urinário.
  • Higiene pessoal: Manter uma boa higiene genital pode prevenir a entrada de bactérias na uretra.
  • Urinar com frequência: Não reter a urina por períodos prolongados pode reduzir o risco de infeção.
  • Roupa adequada: Usar roupa interior de algodão e evitar peças apertadas pode ajudar a manter a zona genital seca e reduzir o risco de infeções.

O Departamento de Urologia
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Doenças que tratamos:

Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

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