Litíase renal ou cálculos renais

«Na Clínica dispomos de todos os tratamentos minimamente invasivos existentes para o tratamento da litíase renal.»

DR. FERNANDO RAMÓN DE FATA CHILLÓN
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE UROLOGIA

Imagem do selo de reconhecimento Merco Salud 2025. Clínica Universidade de Navarra

O que é a litíase renal?

A litíase renal é uma doença crónica caracterizada pela formação de cálculos no aparelho urinário, cujo tratamento não se baseia apenas em medidas médicas ou cirúrgicas.

A maior parte dos doentes apresenta alguma alteração na absorção, metabolismo ou excreção dos componentes dos cálculos, das substâncias inibidoras da sua formação ou do pH da urina.

Estudos recentes indicam que 60% dos doentes que tiveram um cálculo terão outro antes de 10 anos, 35% antes de 5 anos e 15% antes de 1 ano após o primeiro episódio.

No Departamento de Urologia dispomos da mais recente tecnologia para um diagnóstico imediato e de todas as opções de tratamentos minimamente invasivos disponíveis atualmente para eliminar a litíase renal. Além disso, colaboramos com o Serviço de Nefrologia para realizar um estudo metabólico a fim de determinar a causa e, assim, estabelecer medidas preventivas. 

Sintomas da litíase renal

Alguns dos sintomas mais habituais da litíase renal são dor, hematúria e/ou infeções urinárias.

As formas de apresentação clínica da litíase renal variam consoante o tamanho, a localização e a composição dos cálculos. 

Cólica nefrítica

Dor muito intensa, causada pela obstrução da saída de urina do rim; surge na região lombar e irradia para o abdómen e genitais. É uma dor intermitente, inquietante, com náuseas, vómitos e sudorese. Pode causar febre.

Hematúria

É a presença de sangue na urina. Pode ser visível a olho nu ou não. Ocorre devido às lesões causadas pelo cálculo ao longo do seu trajeto na via urinária.

Infeções urinárias

Os cálculos renais podem ser causa ou consequência de infeções urinárias frequentes.

Tem algum destes sintomas?

Se suspeitar que tem algum dos sintomas mencionados,
deve consultar um médico especialista para diagnóstico.

Quais são as causas da litíase renal?

Nas últimas décadas, realizaram-se progressos substanciais no conhecimento dos mecanismos fisiopatológicos responsáveis pela doença litiásica, o que permitiu desenvolver programas eficazes e racionais, tanto para o tratamento como para a prevenção da recorrência.

Com o conhecimento atual, é possível alterar a cadeia de acontecimentos que culmina na formação de cálculos, modificando alguns fatores ambientais, como a dieta (hábitos alimentares) dos doentes, aos quais se podem indicar orientações específicas para cada tipo de perturbação litiásica.

A maioria dos doentes apresenta alguma alteração na absorção, metabolismo ou excreção dos constituintes dos cálculos (cálcio, oxalato, ácido úrico), dos inibidores da formação de cálculos (citrato e magnésio) ou alterações do pH urinário.

Quem pode ter litíase renal?

A litíase renoureteral (97% dos cálculos nos países industrializados) é a terceira afeção mais frequente do aparelho urinário. Para uma esperança média de vida de 70 anos, estima-se em 15% (5% nas mulheres, 12% nos homens) a probabilidade de desenvolver um cálculo. Em termos de manifestações clínicas, os homens são mais sintomáticos do que as mulheres, numa proporção de 3 homens para cada mulher.

Provavelmente, existe hereditariedade litiásica, difícil de demonstrar devido à coexistência de numerosos fatores extrínsecos, sobretudo alimentares e ambientais. Embora não exista idade, país ou grupo étnico protegido contra esta doença comum, o pico de incidência situa-se entre os 40 e os 50 anos, nos meses de calor (de junho a setembro) e em pessoas com profissões com atividade física intensa, que vivem em ambientes húmidos ou expostas a temperaturas elevadas.

Estudos recentes indicam que 60% dos doentes que tiveram um cálculo terão outro antes de 10 anos, 35% antes de 5 anos e 15% antes de 1 ano após o primeiro episódio.

Como se diagnostica a litíase renal?

O diagnóstico de litíase renal (pedras ou cálculos renais) é feito com base nos sintomas clínicos e na análise da urina. A localização, o tamanho e a repercussão do cálculo são avaliados por métodos de imagem.

Realizam-se estudos metabólicos detalhados, incluindo análise de urina de 24 horas para avaliar a excreção de cálcio, oxalato, citrato e outros fatores de risco. Além disso, avaliam-se alterações tubulares renais que podem predispor para a formação de cálculos.

Consoante a composição dos cálculos e outros fatores, deve realizar-se um estudo metabólico-mineral para excluir a recorrência da doença.

Como se trata a litíase renal?

Cerca de 80% dos cálculos localizados no ureter são expulsos espontaneamente nas primeiras 3 a 4 semanas, dependendo do seu tamanho e localização. Qualquer cálculo não expulso em 1–2 meses geralmente requer intervenção terapêutica.

Atualmente, a maioria dos cálculos pode ser eliminada através de procedimentos minimamente invasivos:

  • Tratamento endourológico (extração endoscópica dos cálculos por ureteroscopia semirrígida ou flexível) e nefrolitotomia percutânea minimamente invasiva (acesso endoscópico percutâneo e litotrícia a laser para eliminar cálculos de maior dimensão).
  • Litotrícia extracorpórea por ondas de choque, que consiste em fragmentar os cálculos em pequenos pedaços que podem ser expulsos com maior facilidade.

O objetivo do tratamento médico da litíase é prevenir a recorrência, sobretudo em doentes jovens com menos de 40 anos, com litíase múltipla e bilateral ou doença recorrente.

Várias medidas dietéticas gerais podem permitir melhor controlo da doença litiásica, como aumentar a ingestão de líquidos, preferencialmente água (a primeira e mais simples medida para prevenir a doença litiásica), seguir uma dieta não superior a 2.000 kcal, com pouco sal, limitando proteínas animais, açúcares e álcool.

Através do Programa de Alta Resolução em Litíase, oferecemos um diagnóstico imediato e disponibilizamos todas as opções de tratamentos minimamente invasivos atualmente existentes para eliminar a litíase no prazo máximo de 1 semana:

  • Litotrícia extracorpórea por ondas de choque.
  • Ureteroscopia semirrígida.
  • Ureteroscopia flexível digital.
  • Tratamento endoscópico de litíase renal e/ou ureteral bilateral.
  • Nefrolitotomia percutânea: sistema de nefrolitotomia percutânea de calibre reduzido, minimamente invasivo, que permite tratar litíase renal de grande dimensão, sem necessidade de transfusão e sem nefrostomia pós-operatória, com uma incisão < 1 cm.
  • Litotrícia endoscópica com laser de hólmio (Lumenis 120W).
  • Abordagem endoscópica combinada com ureteroscopia flexível e mini-nefrolitotomia percutânea.

O Departamento de Urologia
da Clínica Universidad de Navarra

O Departamento de Urologia da Clínica Universidad de Navarra coloca à disposição do doente uma equipa médica, composta por profissionais de primeiro nível, e meios de diagnóstico e terapêuticos de última geração, como a cirurgia robótica Da Vinci®.

O Departamento de Urologia possui o certificado de acreditação do European Board of Urology, um reforço da excelência do serviço a nível assistencial, de ensino e de investigação, que em Espanha apenas três centros hospitalares detêm.

Doenças que tratamos:

Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

Porquê na Clínica?

  • Equipa de profissionais de primeiro nível, com formação em centros internacionais.
  • Tecnologia de última geração para diagnóstico e tratamento.
  • Em 24-48 horas poderá iniciar o tratamento mais adequado.

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