Alergia a fungos
"O tratamento da alergia a fungos na Clínica centra-se na imunoterapia, embora também seja prescrito tratamento farmacológico, consoante a gravidade da doença."
DRA. CARMEN D'AMELIO GARÓFALO
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE ALERGOLOGÍA E IMUNOLOGÍA CLÍNICA

Como saber se tenho alergia aos fungos?
Os fungos são alergénios de que pouco se fala e, no entanto, são altamente alergénicos, afetam sobretudo as crianças e não são fáceis de eliminar.
Os principais géneros de fungos causadores de alergia são Alternaria, Aspergillus, Cladosporium e Penicillium.
As esporas fúngicas encontram-se no ar em concentrações muito superiores às dos pólens e, em muitos casos, são mais pequenas do que os grãos de pólen, podendo assim alcançar mais facilmente o trato respiratório inferior e provocar asma.
Estão presentes na atmosfera ao longo de todo o ano, mas começam a concentrar-se em quantidades mais elevadas nos meses de primavera e muito elevadas no verão. Ao contrário do pólen, as esporas dos fungos aumentam ou diminuem quando se verificam determinadas condições climatéricas.
Os fatores que favorecem o crescimento dos fungos são a humidade, a escuridão e o acúmulo de pó e de materiais orgânicos.

Quais são os sintomas da alergia aos fungos?
A maioria dos doentes alérgicos a estes fungos apresenta sintomas de forma perene, embora a concentração máxima de esporos de Alternaria no ambiente ocorra durante os meses de verão e, por isso, também o pico de sintomatologia destes doentes.
Os sintomas mais frequentes são espirros, lacrimejo, tosse, comichão nos olhos, no nariz e na garganta, olhos avermelhados, rinorreia, ruídos torácicos (pieira ou assobios), dificuldade respiratória, etc.
Os sintomas mais habituais são:
- Comichão no nariz e nos olhos
- Corrimento nasal
- Espirros
- Tosse seca
- Dificuldade em respirar
Tem algum destes sintomas?
Pode ter alergia aos fungos
Como se diagnostica a alergia aos fungos?
O diagnóstico de alergia a fungos pode ser difícil, uma vez que os extratos comerciais disponíveis até ao momento para procedimentos diagnósticos não são muito eficazes.
Não está definida a fonte sensibilizante original dos fungos (micélios, esporos ou os seus metabolitos), pelo que não é claro como devem ser produzidos extratos com atividade antigénica nem quais os métodos mais adequados para a sua padronização.
Além disso, existe grande variabilidade antigénica nas estirpes fúngicas.
Por tudo isto, a hipersensibilidade imediata a fungos coloca dificuldades importantes no diagnóstico e, ainda mais, no tratamento específico através de imunoterapia.
Como se trata a alergia aos fungos?
A nossa Unidade de Imunoterapia é constituída por médicos e enfermeiros com vasta experiência neste tratamento
O tratamento dos doentes com patologia respiratória causada por alergia a fungos, tal como a provocada por outros aeroalergénios, baseia-se em três pilares fundamentais que se complementam:
- Medidas preventivas. A primeira medida é evitar que os doentes entrem em contacto com esporos de fungos.
- Tratamento farmacológico. Pode dividir-se em fármacos anti-inflamatórios (corticóides, cromonas e antileucotrienos) e broncodilatadores. A indicação de um ou outro dependerá da gravidade da doença.
- Imunoterapia. É, atualmente, o único tratamento da causa das doenças alérgicas respiratórias mediadas por anticorpos IgE específicos.
A imunoterapia consiste em injeções de doses mínimas do alergénio, repetidas durante um período de 3 a 5 anos. Ao fim desse tempo, a vacina consegue, numa elevada percentagem de pessoas, que o organismo deixe de reconhecer essa substância como nociva e, por isso, não se produza a reação alérgica. Como existe risco de reações alérgicas, ainda que inferior a 5%, é administrada nas Unidades de Imunoterapia, constituídas por pessoal médico e de enfermagem com experiência suficiente para a gestão destes tratamentos.
Atualmente, dispomos de uma nova via para a imunoterapia, especialmente útil em crianças, que consiste em aplicar gotas debaixo da língua. Assim, evitam-se as injeções e pode ser realizada em casa. Para uma prescrição correta de imunoterapia é imprescindível consultar um alergologista.
Departamento de Alergologia
da Clínica Universidad de Navarra
O Departamento de Alergologia e Imunologia da Clínica integra a Global Allergy and Asthma European Network, composta pelos 25 melhores departamentos de Alergologia da Europa, selecionados pela sua excelência científica, trabalho multidisciplinar, atividade docente e projeção internacional.
Dispomos das técnicas de diagnóstico mais avançadas, estamos na vanguarda da investigação e colaboramos com os melhores especialistas. Contamos com mais de 50 anos de experiência assistencial.
Que doenças tratamos?

Porquê na Clínica?
- Mais de 60 anos de experiência.
- Pioneiros na técnica de diagnóstico molecular por microarray.
- Enfermagem especializada em doenças alérgicas e nos seus cuidados.