Alergia a fungos

"O tratamento da alergia a fungos na Clínica centra-se na imunoterapia, embora também seja prescrito tratamento farmacológico, consoante a gravidade da doença."

DRA. CARMEN D'AMELIO GARÓFALO
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE ALERGOLOGÍA E IMUNOLOGÍA CLÍNICA

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento de alergias. Clínica Universidade de Navarra

Como saber se tenho alergia aos fungos?

Os fungos são alergénios de que pouco se fala e, no entanto, são altamente alergénicos, afetam sobretudo as crianças e não são fáceis de eliminar.

Os principais géneros de fungos causadores de alergia são Alternaria, Aspergillus, Cladosporium e Penicillium.

As esporas fúngicas encontram-se no ar em concentrações muito superiores às dos pólens e, em muitos casos, são mais pequenas do que os grãos de pólen, podendo assim alcançar mais facilmente o trato respiratório inferior e provocar asma.

Estão presentes na atmosfera ao longo de todo o ano, mas começam a concentrar-se em quantidades mais elevadas nos meses de primavera e muito elevadas no verão. Ao contrário do pólen, as esporas dos fungos aumentam ou diminuem quando se verificam determinadas condições climatéricas.

Os fatores que favorecem o crescimento dos fungos são a humidade, a escuridão e o acúmulo de pó e de materiais orgânicos.

Quais são os sintomas da alergia aos fungos?

A maioria dos doentes alérgicos a estes fungos apresenta sintomas de forma perene, embora a concentração máxima de esporos de Alternaria no ambiente ocorra durante os meses de verão e, por isso, também o pico de sintomatologia destes doentes.

Os sintomas mais frequentes são espirros, lacrimejo, tosse, comichão nos olhos, no nariz e na garganta, olhos avermelhados, rinorreia, ruídos torácicos (pieira ou assobios), dificuldade respiratória, etc.

Os sintomas mais habituais são:

  • Comichão no nariz e nos olhos
  • Corrimento nasal
  • Espirros
  • Tosse seca
  • Dificuldade em respirar

Tem algum destes sintomas?

Pode ter alergia aos fungos

Como se diagnostica a alergia aos fungos?

Varios frascos para la realización de pruebas cutáneas en el diagnóstico de alergias.

O diagnóstico de alergia a fungos pode ser difícil, uma vez que os extratos comerciais disponíveis até ao momento para procedimentos diagnósticos não são muito eficazes.

Não está definida a fonte sensibilizante original dos fungos (micélios, esporos ou os seus metabolitos), pelo que não é claro como devem ser produzidos extratos com atividade antigénica nem quais os métodos mais adequados para a sua padronização.

Além disso, existe grande variabilidade antigénica nas estirpes fúngicas.

Por tudo isto, a hipersensibilidade imediata a fungos coloca dificuldades importantes no diagnóstico e, ainda mais, no tratamento específico através de imunoterapia.

Como se trata a alergia aos fungos?

A nossa Unidade de Imunoterapia é constituída por médicos e enfermeiros com vasta experiência neste tratamento

O tratamento dos doentes com patologia respiratória causada por alergia a fungos, tal como a provocada por outros aeroalergénios, baseia-se em três pilares fundamentais que se complementam:

  • Medidas preventivasA primeira medida é evitar que os doentes entrem em contacto com esporos de fungos. 
  • Tratamento farmacológico. Pode dividir-se em fármacos anti-inflamatórios (corticóides, cromonas e antileucotrienos) e broncodilatadores. A indicação de um ou outro dependerá da gravidade da doença.
  • Imunoterapia. É, atualmente, o único tratamento da causa das doenças alérgicas respiratórias mediadas por anticorpos IgE específicos.

A imunoterapia consiste em injeções de doses mínimas do alergénio, repetidas durante um período de 3 a 5 anos. Ao fim desse tempo, a vacina consegue, numa elevada percentagem de pessoas, que o organismo deixe de reconhecer essa substância como nociva e, por isso, não se produza a reação alérgica. Como existe risco de reações alérgicas, ainda que inferior a 5%, é administrada nas Unidades de Imunoterapia, constituídas por pessoal médico e de enfermagem com experiência suficiente para a gestão destes tratamentos.

Atualmente, dispomos de uma nova via para a imunoterapia, especialmente útil em crianças, que consiste em aplicar gotas debaixo da língua. Assim, evitam-se as injeções e pode ser realizada em casa. Para uma prescrição correta de imunoterapia é imprescindível consultar um alergologista.

Departamento de Alergologia
da Clínica Universidad de Navarra

O Departamento de Alergologia e Imunologia da Clínica integra a Global Allergy and Asthma European Network, composta pelos 25 melhores departamentos de Alergologia da Europa, selecionados pela sua excelência científica, trabalho multidisciplinar, atividade docente e projeção internacional.

Dispomos das técnicas de diagnóstico mais avançadas, estamos na vanguarda da investigação e colaboramos com os melhores especialistas. Contamos com mais de 50 anos de experiência assistencial.

Que doenças tratamos?

Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

Porquê na Clínica?

  • Mais de 60 anos de experiência.
  • Pioneiros na técnica de diagnóstico molecular por microarray.
  • Enfermagem especializada em doenças alérgicas e nos seus cuidados.