Colposcopia

"O risco diminui evitando a terapêutica hormonal apenas com estrogénios, mantendo um peso saudável, praticando exercício e realizando um controlo ginecológico regular."

DR. JOSÉ ÁNGEL MÍNGUEZ MILIO
CODIRETOR. DEPARTAMENTO DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento em Obstetrícia e Ginecologia. Clínica Universidad de Navarra

O que é uma colposcopia?

A colposcopia é um procedimento médico destinado à exploração do colo do útero (ou cérvix) através de um colposcópio.

Este instrumento é constituído por lentes de vários aumentos e incorpora uma fonte de luz. Também pode ter adaptada uma câmara, vídeo e monitor para permitir gravar as imagens ou visualizá-las mais ampliadas.

Este tipo de exploração permite estudar o tipo de epitélio e a sua vascularização, assim como as lesões que possam existir.

A colposcopia é útil para identificar visualmente zonas do epitélio do colo do útero que possam apresentar alguma alteração.

Estas alterações são muito variadas, desde inflamações (colpites) até cancros. É especialmente útil para identificar zonas que, pelas imagens anormais observadas, possam albergar alterações na estrutura das células.

Imagen del icono de la consulta de Segunda Opinión. Clínica Universidad de Navarra

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Quando está indicada a colposcopia?

O exame pode ser realizado em qualquer mulher que faça uma consulta ginecológica pela primeira vez.

Está especialmente indicado nas mulheres cuja citologia cervical apresente alguma alteração das células do colo do útero. Nestes casos, aproveita-se a identificação dessa área anómala com o colposcópio para recolher uma pequena amostra (biópsia dirigida).

Não é necessário repetir a colposcopia todos os anos aquando da consulta ginecológica de rotina; no entanto, deve ser realizada sempre que se procede ao controlo de uma lesão previamente tratada ou suspeita.

Doenças nas quais se solicita uma colposcopia

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Pode ser necessário realizar-lhe uma colposcopia

Como se realiza a colposcopia?

Realização da colposcopia

A doente deita-se numa marquesa em posição ginecológica. É colocado um espéculo, que permite alargar a abertura vaginal, e o colo do útero é observado com o colposcópio.

Após a colheita da citologia, procede-se à limpeza com ácido acético diluído que, além de remover o fluxo e os detritos celulares, realça as células do colo do útero que possam apresentar alguma anomalia.

Depois de identificadas essas áreas, o colo pode ser corado com uma solução de Lugol (solução de Schiller), rica em iodo, com o objetivo de revelar lesões que possam passar despercebidas à observação direta.

A superfície do colo do útero ou epitélio cervical cora-se de castanho-escuro, exceto as áreas lesionadas, que surgem esbranquiçadas. Quando são identificadas áreas anómalas, pode ser útil a realização de biópsias ou a recolha de amostras de tecido cervical para estudos adicionais.

A duração do exame varia entre 4 e 10 minutos e requer uma observação cuidadosa de todas as áreas do colo do útero, bem como o registo das imagens consideradas duvidosas ou suspeitas.

É aconselhável que a mulher não esteja menstruada no momento da realização do exame.

Possíveis complicações da colposcopia

Em princípio, este exame não apresenta riscos, exceto em caso de alergia à solução de iodo ou ao ácido acético utilizados.

O exame ginecológico pode causar algum desconforto devido à duração do procedimento; contudo, quando realizado por um ginecologista experiente, raramente ultrapassa os 5 minutos.

Se for realizada uma biópsia, é habitual ocorrer um pequeno sangramento.

O Departamento de Ginecologia e Obstetrícia
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O departamento oferece também o acompanhamento habitual da gravidez, que inclui uma diversidade de procedimentos diagnósticos e de rastreio para identificar potenciais problemas do feto, bem como para avaliar o seu adequado crescimento e desenvolvimento.

Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

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