Sarampo

"É muito importante cumprir o calendário vacinal das crianças. Isto evita doenças infeciosas, algumas com complicações graves."

DRA. REYES LÓPEZ DE MESA
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE PEDIATRIA

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento da Pediatrics. Clínica Universidade de Navarra

Como se transmite o sarampo?

O sarampo é uma doença exantemática (erupção cutânea), febril, aguda e muito contagiosa.

Transmite-se da pessoa doente para a pessoa saudável através das gotículas das vias aéreas (gotas de Pflügge) ao falar, espirrar ou tossir.

A pessoa infetada começa a contagiar a partir do 9.º-10.º dia, quando se inicia o período prodrómico, e deixa de o fazer cerca de quatro dias após o início do exantema.

Quais são os sintomas do sarampo?

Ao longo da doença distinguem-se quatro períodos:

1.º Período de incubação: dura 10-14 dias e é, normalmente, assintomático.

2.º Período prodrómico ou catarral: dura cerca de 4 dias e caracteriza-se por:

  • Febre alta que depois diminui para voltar a subir antes do exantema.
  • Mal-estar geral.
  • Catarro da mucosa nasal (rinite, corrimento nasal) e conjuntival (lacrimejo, fotofobia, congestão ocular), tosse seca irritativa. Tudo isto dá origem à típica “fácies sarampionosa”.
  • Exantema: pequenas manchas rosadas, visíveis sobretudo no véu do palato, embora também existam noutras mucosas.
  • Manchas de Koplik: pequenas manchas com centro branco nas mucosas da face interna das bochechas e dos lábios. Surgem no final deste período e antes de aparecer o exantema. São exclusivas desta doença.
  • Inflamação ganglionar laterocervical, mas menos intensa do que na rubéola.

3.º Período exantemático: dura cerca de 5 dias, com febre que se eleva, irritabilidade, sonolência, agravamento dos sintomas catarrales, mal-estar geral e anorexia (pouco apetite). Surge um exantema máculo-papuloso, confluente, avermelhado, que se inicia na face e se vai estendendo ao resto do corpo, incluindo palmas das mãos e plantas dos pés. Existem variantes, consoante as características do exantema, como o sarampo reticuloso ou o hemorrágico.

4.º Período descamativo: tem duração variável. A febre diminui, ocorre uma melhoria generalizada, desaparece o exantema e surge uma descamação furfurácea (pele com aspeto de farinha).

Tem algum destes sintomas?

Pode ser que sofra de sarampo

Qual é o prognóstico do sarampo?

Embora, em geral, seja uma doença benigna, podem ocorrer, por vezes, as seguintes complicações:

Neurológicas:

  • Encefalite: 1 em cada 1.000-2.000 casos, cursa com cefaleia, febre, convulsões, alteração da consciência...
  • Panencefalite esclerosante subaguda: 1,5 em cada 100.000 casos, é uma complicação tardia que surge entre 2-17 anos após ter tido sarampo.

Respiratórias: são as mais frequentes e podem dever-se a sobreinfeções bacterianas secundárias. Entre elas: laringite, bronquite, broncopneumonias, pneumonias...

Conjuntivite que progride para ulceração corneana, cegueira...

Alterações digestivas: vómitos, diarreia, estomatite.

Não há conhecimento de que o sarampo, na mulher grávida, produza malformações congénitas no feto. No entanto, poderá ser responsável por abortos espontâneos ou partos prematuros.

Quem pode sofrer da doença?

Principalmente na infância (entre os 2-6 anos), mas desde que a população infantil é vacinada de forma massiva antes da idade escolar, a sua incidência diminuiu em mais de 95% e afeta mais crianças com menos de 15 meses (ainda não vacinadas) e crianças mais velhas não vacinadas ou que não tiveram contacto com o vírus.

É muito raro em lactentes com menos de 6-8 meses, uma vez que estes estão protegidos pelos anticorpos transmitidos através da placenta por uma mãe imune.

Como se diagnostica o sarampo?

O diagnóstico do sarampo é feito sobretudo e quase sempre com base na clínica.

A observação das “manchas de Koplik”, pequenos pontos esbranquiçados que aparecem no interior das bochechas nas fases iniciais desta doença, também é diagnóstica de sarampo.

Por vezes, quando o diagnóstico não é muito claro, pode realizar-se uma análise ao sangue para detetar anticorpos anti-sarampo no soro.

O diagnóstico diferencial deverá ser feito com outras doenças exantemáticas, como rubéola, exantema súbito ou escarlatina.

Como se trata o sarampo?

Não existe tratamento específico.

Apenas sintomático: antipiréticos, ingestão de líquidos, luz pouco intensa (devido às queixas oculares, como a fotofobia)...

O Departamento de Pediatria
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