Psoríase

"Cerca de 30% dos doentes apresenta remissões muito prolongadas da doença, com ausência de lesões."

DR. JAVIER ANTOÑANZAS PÉREZ
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE DERMATOLOGIA

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento em dermatologia. Clínica Universidade de Navarra

A psoríase é uma doença cutânea caracterizada pela presença de placas eritematosas, bem delimitadas, cobertas por escamas nacaradas, localizadas preferencialmente nas superfícies de extensão, como cotovelos e joelhos, e no couro cabeludo.

Tem um curso crónico e apresenta uma grande variabilidade tanto clínica como evolutiva.

Assim, existem quadros clínicos com muito poucas lesões e praticamente assintomáticos, e outros generalizados, acompanhados de atingimento ungueal e articular, que provocam uma grande incapacidade funcional.

Quais são os sintomas da psoríase?

Manifesta-se como uma erupção monomórfica, simétrica, cuja lesão elementar é muito característica. Trata-se de uma placa eritematosa, bem delimitada, arredondada ou oval, de tamanho variável, recoberta por abundantes escamas esbranquiçadas, nacaradas e finas.

Quando a lesão se localiza em pregas, as escamas podem estar ausentes.

Em função do tamanho, localização, extensão e morfologia das lesões, definem-se diferentes padrões clínicos: em placas ou vulgar; em gotas (surge após infeção por estreptococos); eritrodérmica (as lesões afetam quase toda a superfície cutânea); pustulosa generalizada (Von Zumbusch); pustulosa localizada, com duas variantes — palmo-plantar (tipo Barber) e acrodermatite contínua (Hallopeau); linear; invertida ou das pregas; do couro cabeludo; e artropática.

A psoríase do couro cabeludo é muito frequente. Apresenta-se sob a forma de descamação seca muito aderente (caspa espessa) sobre uma área eritematosa do couro cabeludo e costuma provocar prurido. Pode confundir-se com dermatite seborreica. Não provoca alopecia (perda definitiva do cabelo).

A artrite psoriática é uma inflamação das articulações (artrite inflamatória) que pode ocorrer com ou sem envolvimento cutâneo; pode inclusive surgir antes das lesões cutâneas de psoríase. Afeta entre 5% e 25% das pessoas com psoríase.

Sintomas mais frequentes:

  • Erupção monomórfica.
  • Escamas.
  • Prurido.
  • Inflamação das articulações.

Tem algum destes sintomas?

Pode ser que sofra de psoríase

Quais são as causas da psoríase?

Não se sabe qual é a causa desta doença, embora se conheçam alguns fatores genéticos que participam no seu aparecimento e desenvolvimento, bem como fatores ambientais responsáveis pelo desencadeamento dos surtos.

A predisposição genética para sofrer desta doença está associada à expressão de antigénios de classe I do sistema HLA Cw6, B13, B17, B27 Bw57 e de classe II DRw7.

Entre os fatores desencadeantes dos surtos incluem-se: traumatismos; infeções, como as das vias aéreas superiores provocadas por estreptococo beta-hemolítico; fármacos, como sais de lítio, beta-bloqueadores, antimaláricos, anti-inflamatórios não esteroides ou a interrupção brusca de corticoterapia; situações de maior stress emocional; e fatores metabólicos, como estados de hipocalcemia ou ingestão de álcool.

Qual é o prognóstico da psoríase?

Tem um curso imprevisível, com remissões e exacerbações de duração muito variável, mas habitualmente crónico.

Os surtos agudos na infância e adolescência associados a infeções das vias respiratórias superiores podem não persistir na idade adulta. Contudo, em geral, quanto mais precoce for o início e maior a extensão e intensidade das lesões, pior é a evolução.

As formas complicadas, como a psoríase artropática, podem ser incapacitantes, e as formas graves, como a eritrodérmica e a pustulosa, podem ser fatais.

Como se diagnostica a psoríase?

Em geral, o diagnóstico da psoríase é clínico e, raramente, é necessário recorrer a uma biópsia para o confirmar.

O diagnóstico diferencial deve ser feito com outras dermatoses, como eczema numular, dermatofitose, pitiríase rósea, pitiríase liquenoide crónica, dermatos e pustulosa subcórnea, eczema disidrótico, intertrigo candidiásico, pênfigo benigno familiar, dermatite seborreica, lúpus eritematoso discoide crónico, pitiríase rubra pilar, eczema atópico e linfoma cutâneo de células T, entre outros.

Como se trata a psoríase?

Em função da extensão das lesões e das características do doente, decide-se entre tratamento tópico ou sistémico.

Como tratamentos tópicos podem utilizar-se emolientes e queratolíticos (vaselina salicílica), ditranol (derivado da crisarobina), corticosteróides tópicos, alcatrões, análogos da vitamina D3, como calcipotriol, tacalcitol e calcitriol, ou derivados da vitamina A, como tazaroteno.

Além disso, pode utilizar-se fototerapia (radiação ultravioleta UVB e UVB de banda estreita) ou fotoquimioterapia, ou terapêutica PUVA (administração oral de 8-metoxi-psoraleno associada à exposição a radiação UVA).

Entre os tratamentos sistémicos incluem-se os retinoides (derivados da vitamina A), como a acitretina, imunossupressores como a ciclosporina, outros mais recentes como o micofenolato de mofetil e citostáticos como o metotrexato.

Nos últimos anos, descobriu-se que o mais importante no desenvolvimento das lesões de psoríase são os fenómenos inflamatórios mediados pelos linfócitos T. Estes medicamentos denominam-se terapias biológicas. Ao atuarem sobre os mecanismos que provocam os sintomas da doença, os tratamentos biológicos são muito mais específicos e os efeitos secundários são menores.

O etanercept, um recetor solúvel do TNF (fator de necrose tumoral), utiliza-se em doentes com psoríase que não respondem aos tratamentos convencionais e na artrite psoriática.

O efalizumab atua inibindo a ativação do linfócito T. Foi o segundo medicamento biológico comercializado em Espanha para o tratamento de adultos com psoríase em placas moderada ou grave.

O infliximab é outro medicamento biológico com ação anti-TNF para o tratamento da psoríase moderada e grave. É o fármaco biológico mais eficaz para a psoríase. Tem de ser administrado por via intravenosa, o que implica deslocação ao hospital para o seu tratamento. 

O Departamento de Dermatologia
da Clínica Universidad de Navarra

O Departamento de Dermatologia da Clínica Universidad de Navarra dispõe de uma vasta experiência no diagnóstico e tratamento das doenças dermatológicas.

Temos uma ampla experiência em tratamentos cirúrgicos de elevada precisão, como a cirurgia de Mohs. Este procedimento requer profissionais altamente especializados. 

Dispomos da mais recente tecnologia para o tratamento dermoestético das lesões cutâneas, com o objetivo de alcançar os melhores resultados para os nossos doentes.

Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

Porquê na Clínica?

  • Especialistas em Cirurgia de Mohs para o tratamento do cancro cutâneo.
  • Dispomos da melhor tecnologia para tratamentos dermoestéticos.
  • Segurança e garantia de qualidade do melhor hospital privado de Espanha.