Dor pélvica crónica

"A primeira coisa a determinar é qual a origem da dor, para que o tratamento seja eficaz."

DR. ÁLVARO RUIZ ZAMBRANA
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento em Obstetrícia e Ginecologia. Clínica Universidad de Navarra

dor pélvica crónica é uma dor de localização pélvica, ou seja, no abdómen inferior, que evolui por um período superior a 6 meses.

Apesar de, em numerosas ocasiões, se tentar atribuir os sintomas dolorosos a causas orgânicas específicas, não é fácil classificar de forma simples as causas da dor pélvica crónica.

Pode tornar-se muito incapacitante para a mulher e, por isso, é necessário ser minucioso no momento de a diagnosticar e de indicar o tratamento adequado em cada caso.

No Departamento de Ginecologia e Obstetrícia avaliamos a dor e as suas causas, para posteriormente decidir o tratamento, que por vezes deve ser realizado de forma multidisciplinar.

Quais são os sintomas e as causas da dor pélvica crónica?

Basicamente, as causas podem dividir-se em dois grupos: cíclicas e não cíclicas, o que pode ajudar a discernir se existe uma origem da dor relacionada com o ciclo menstrual.

Causas predominantemente não cíclicas:

  • Doença inflamatória pélvica.
  • Aderências pélvicas.
  • Malposição uterina: neoplasias do aparelho genital.
  • Perturbações músculo-esqueléticas.
  • Alterações gastrointestinais.
  • Patologia urinária.
  • Fatores psicológicos.
  • Sem anomalias orgânicas demonstráveis.

Causas predominantemente cíclicas:

  • Dor da ovulação.
  • Dismenorreia primária.
  • Dismenorreia secundária: endometriose, adenomiose, endometrite, estenose cervical e leiomioma.
  • DIU.
  • Síndrome pré-menstrual.

Os sintomas mais habituais são:

  • Hemorragia menstrual abundante.
  • Hemorragia entre menstruações.
  • Ausência de menstruação.
  • Dor persistente no abdómen inferior.

Tem algum destes sintomas?

Pode ser necessário realizar um estudo mais aprofundado da sua dor pélvica

Como se diagnostica a dor pélvica crónica?

<p>Control del embarazo por ginec&oacute;logos y matronas expertos</p>

Uma dor que persiste por mais de 6 meses deve ser investigada, tanto do ponto de vista somático como psicossocial.

Deve ser realizada uma anamnese extensa e precisa. É imprescindível um bom exame clínico e a realização de um painel mínimo de análises laboratoriais. Como exames diagnósticos, destaca-se a ecografia pélvica, preferencialmente com sonda vaginal, e a laparoscopia, que permite o exame direto da bacia. Outros exames, como a ressonância magnética, podem ser úteis.

Uma vez avaliada corretamente a dor, se for identificada uma causa específica, o tratamento dessa causa é o mais importante para o sucesso terapêutico. 

Como se trata a dor pélvica crónica?

Geralmente, inicia-se com tratamento farmacológico nos casos de dor de origem não oncológica.

  • Em primeiro lugar, devem utilizar-se salicilatos.
  • Se não resultarem, a opção seguinte são os anti-inflamatórios não esteroides.
  • Em terceiro lugar, considera-se a terapêutica adjuvante com antidepressivos tricíclicos, sendo o último passo a utilização de opiáceos, caso não se obtenham bons resultados com os medicamentos anteriormente referidos.

Em alguns casos, o tratamento deve ser cirúrgico específico, consoante as situações em que se tenha encontrado uma causa aparente ou possível para a dor, como, por exemplo, libertação de aderências, fixação uterina ou a própria histerectomia.

Noutras ocasiões, realiza-se um tratamento cirúrgico das vias da dor, com o objetivo de seccionar os nervos que transmitem as sensações dolorosas.

O Departamento de Ginecologia e Obstetrícia
da Clínica Universidad de Navarra

Cuidados integrais que incluem um amplo leque de opções de consulta e tratamentos, desde a revisão preventiva habitual até às opções mais avançadas de diagnóstico e tratamento de problemas obstétricos e ginecológicos em todas as idades.

O departamento oferece também o acompanhamento habitual da gravidez, que inclui uma diversidade de procedimentos diagnósticos e de rastreio para identificar potenciais problemas do feto, bem como para avaliar o seu adequado crescimento e desenvolvimento.

Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

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