Dor pélvica crónica
"A primeira coisa a determinar é qual a origem da dor, para que o tratamento seja eficaz."
DR. ÁLVARO RUIZ ZAMBRANA
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

A dor pélvica crónica é uma dor de localização pélvica, ou seja, no abdómen inferior, que evolui por um período superior a 6 meses.
Apesar de, em numerosas ocasiões, se tentar atribuir os sintomas dolorosos a causas orgânicas específicas, não é fácil classificar de forma simples as causas da dor pélvica crónica.
Pode tornar-se muito incapacitante para a mulher e, por isso, é necessário ser minucioso no momento de a diagnosticar e de indicar o tratamento adequado em cada caso.
No Departamento de Ginecologia e Obstetrícia avaliamos a dor e as suas causas, para posteriormente decidir o tratamento, que por vezes deve ser realizado de forma multidisciplinar.

Quais são os sintomas e as causas da dor pélvica crónica?
Basicamente, as causas podem dividir-se em dois grupos: cíclicas e não cíclicas, o que pode ajudar a discernir se existe uma origem da dor relacionada com o ciclo menstrual.
Causas predominantemente não cíclicas:
- Doença inflamatória pélvica.
- Aderências pélvicas.
- Malposição uterina: neoplasias do aparelho genital.
- Perturbações músculo-esqueléticas.
- Alterações gastrointestinais.
- Patologia urinária.
- Fatores psicológicos.
- Sem anomalias orgânicas demonstráveis.
Causas predominantemente cíclicas:
- Dor da ovulação.
- Dismenorreia primária.
- Dismenorreia secundária: endometriose, adenomiose, endometrite, estenose cervical e leiomioma.
- DIU.
- Síndrome pré-menstrual.
Os sintomas mais habituais são:
- Hemorragia menstrual abundante.
- Hemorragia entre menstruações.
- Ausência de menstruação.
- Dor persistente no abdómen inferior.
Tem algum destes sintomas?
Pode ser necessário realizar um estudo mais aprofundado da sua dor pélvica
Como se diagnostica a dor pélvica crónica?
Uma dor que persiste por mais de 6 meses deve ser investigada, tanto do ponto de vista somático como psicossocial.
Deve ser realizada uma anamnese extensa e precisa. É imprescindível um bom exame clínico e a realização de um painel mínimo de análises laboratoriais. Como exames diagnósticos, destaca-se a ecografia pélvica, preferencialmente com sonda vaginal, e a laparoscopia, que permite o exame direto da bacia. Outros exames, como a ressonância magnética, podem ser úteis.
Uma vez avaliada corretamente a dor, se for identificada uma causa específica, o tratamento dessa causa é o mais importante para o sucesso terapêutico.
Como se trata a dor pélvica crónica?
Geralmente, inicia-se com tratamento farmacológico nos casos de dor de origem não oncológica.
- Em primeiro lugar, devem utilizar-se salicilatos.
- Se não resultarem, a opção seguinte são os anti-inflamatórios não esteroides.
- Em terceiro lugar, considera-se a terapêutica adjuvante com antidepressivos tricíclicos, sendo o último passo a utilização de opiáceos, caso não se obtenham bons resultados com os medicamentos anteriormente referidos.
Em alguns casos, o tratamento deve ser cirúrgico específico, consoante as situações em que se tenha encontrado uma causa aparente ou possível para a dor, como, por exemplo, libertação de aderências, fixação uterina ou a própria histerectomia.
Noutras ocasiões, realiza-se um tratamento cirúrgico das vias da dor, com o objetivo de seccionar os nervos que transmitem as sensações dolorosas.
O Departamento de Ginecologia e Obstetrícia
da Clínica Universidad de Navarra
Cuidados integrais que incluem um amplo leque de opções de consulta e tratamentos, desde a revisão preventiva habitual até às opções mais avançadas de diagnóstico e tratamento de problemas obstétricos e ginecológicos em todas as idades.
O departamento oferece também o acompanhamento habitual da gravidez, que inclui uma diversidade de procedimentos diagnósticos e de rastreio para identificar potenciais problemas do feto, bem como para avaliar o seu adequado crescimento e desenvolvimento.
Doenças que tratamos
- Cancro ginecológico
- Diagnóstico pré-natal
- Endometriose
- Incontinência urinária e fecal
- Massas anexiais
- Menopausa
- Miomas uterinos
- Síndrome do ovário poliquístico

Porquê na Clínica?
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