Dermatite da fralda
"É muito importante seguir as recomendações para prevenir o aparecimento destas lesões, que são muito incómodas para a criança."
DRA. ANA CATALÁN LAMBÁN
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE PEDIATRIA

O que é a dermatite da fralda?
A dermatite da fralda é uma erupção que aparece na área da fralda, afetando a porção inferior do abdómen, genitais, nádegas e a porção superior das coxas, especialmente expostas a substâncias irritantes.
É um problema frequente na criança no primeiro ano de vida, embora também possa surgir em crianças mais velhas ou em adultos com incontinência ou paralisia de diversas causas, que necessitem de usar fraldas.
A combinação de uma série de fatores provoca uma agressão contínua na pele que acaba por produzir uma alteração da barreira cutânea, com áreas vermelhas nas zonas de maior contacto com a fralda, que rapidamente se erodem e se sobreinfetam por bactérias ou, mais frequentemente, por um fungo chamado Candida albicans.
A dermatite não complicada costuma curar em poucos dias. As dermatites sobreinfetadas por microrganismos costumam demorar mais tempo: as bacterianas 7-10 dias e as fúngicas 10-15 dias.

Quais são os sintomas da dermatite da fralda?
O quadro clínico é característico, variando de acordo com a causa, por eritema, ligeiro edema, lesões papulares, eczematosas ou ulceração.
Nos últimos anos, com a utilização de fraldas descartáveis, a incidência desta dermatite diminuiu de forma notável.
Os sintomas mais habituais são:
- Ardor e vermelhidão
- Inflamação
- Desconforto
- Sobreinfeção da zona
Tem algum destes sintomas?
Se suspeitar que tem algum dos sintomas referidos,
deve consultar um médico especialista para diagnóstico.
Quais são as causas da dermatite da fralda?
A principal causa da dermatite da fralda é o excesso de humidade e fricção, que leva à maceração da pele na zona. Contribuem para isso o contacto prolongado com a urina e as fezes, a temperatura elevada nessa superfície, as enzimas fecais, detergentes fortes, antissépticos, bactérias e fungos. Como resultado, aumenta o pH da pele; com isso, ativam-se enzimas, como a lipase e a protease fecais, irritando a pele.
Outro fator que pode influenciar o aparecimento destas lesões é a alimentação. Demonstrou-se que os bebés alimentados com aleitamento materno apresentam um pH fecal mais baixo e, portanto, a ação irritativa também é menor, reduzindo a incidência da dermatite da fralda.
Como se previne a dermatite da fralda?
A utilização de fraldas descartáveis contribuiu muito para reduzir esta patologia. A fralda deve ser suficientemente grande e deve procurar-se que o atrito seja o mínimo possível. Deve ser mudada com frequência, não deixando uma fralda suja durante muito tempo.
A pele pode ser protegida com pomadas protetoras que contenham óxido de zinco (como barreira) e substâncias hidratantes-emolientes. Em caso de dermatite estabelecida, é conveniente retirar a fralda e deixar a zona exposta ao ar durante o máximo de tempo possível.
Como se diagnostica a dermatite da fralda?
O diagnóstico é realizado através do exame físico. Por vezes, é complicado para o pediatra, uma vez que a dermatite da fralda pode associar-se a outras erupções da área:
- Dermatite seborreica
- Dermatite atópica
- Dermatite alérgica de contacto
- Psoríase
Como se trata a dermatite da fralda?
O cuidado e o correto manejo da pele da área da fralda são muito importantes para prevenir ou reduzir os episódios de dermatite da fralda.
- O mais importante é manter a pele o mais seca e arejada possível.
- É muito importante a higiene cutânea da zona, realizada apenas com água morna ou com um sabonete suave, de pH neutro ou ácido, com propriedades humectantes, sempre que se muda a fralda. Sempre que possível, recomenda-se o uso de fraldas descartáveis, uma vez que estas apresentam vantagens em relação às tradicionais de algodão, no que respeita à absorção de humidade e a evitar a mistura urina-fezes, cumprindo a função de manter a zona o mais seca possível.
- A mudança da fralda deve ser frequente, no mínimo 5 vezes por dia. É importante, antes de colocar a fralda, deixar a zona secar ao ar durante alguns minutos.
- É conveniente utilizar produtos emolientes e lubrificantes ou óleos minerais, e não antibióticos ou corticoides, a menos que o pediatra indique o contrário.
- A utilização de vaselina ou pastas, como a pasta de Lassar, é benéfica. Se a pele estiver íntegra, podem usar-se talco ou pós suaves. Caso contrário, devem ser suspensos por terem propriedades irritantes.
- Se a dermatite persistir, mude o tipo de fraldas, de sabonete ou de toalhitas húmidas para limpar o bebé. Se surgir uma sobreinfeção fúngica, o pediatra indicará um creme com derivados imidazólicos tópicos.
- Em casos mais graves, podem utilizar-se corticoides de baixa potência (hidrocortisona a 1%), em tratamentos limitados a não mais de uma semana. Não utilizar corticoides de alta potência.
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