Demência vascular

"Para evitar a progressão da demência vascular, é fundamental identificar e tratar os fatores de risco cardiovascular, como a hipertensão, a hipercolesterolemia, a diabetes, a obesidade ou o tabagismo."

DR. ADOLFO JIMÉNEZ HUETE
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE NEUROLOGIA

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento em neurologia. Clínica Universidade de Navarra

A demência vascular é a segunda causa de demência depois da doença de Alzheimer, representando 15-20% do total. Engloba um grupo heterogéneo de entidades que provocam deterioração cognitiva devido a patologia cerebrovascular.

A demência vascular pode ocorrer como consequência de um enfarte cerebral extenso ou de um enfarte que, sem ser de grande dimensão, envolva regiões cerebrais estratégicas nos processos cognitivos.

Também pode surgir como consequência da repetição de pequenos enfartes cerebrais que, ao acumularem-se, vão deteriorando progressivamente o tecido cerebral e as ligações entre neurónios. Outras vezes, ocorre como consequência de uma hemorragia cerebral ou, mais raramente, por perturbações hereditárias como o CADASIL (cerebral autosomal dominant arteriopathy with subcortical infarcts and leukoencephalopathy).

Além disso, não é raro que a demência vascular tenha um componente neurodegenerativo associado, devido a uma doença de Alzheimer concomitante, ao que habitualmente nos referimos com o termo demência mista.

Quais são os sintomas da demência vascular?

Os sintomas da demência vascular são muito variáveis, uma vez que dependem da localização e da extensão do dano cerebrovascular.

Os sintomas mais habituais são:

  • Dificuldade em focar e manter a atenção.
  • Diminuição da capacidade de planeamento.
  • Diminuição da velocidade de processamento da informação.
  • Problemas de memória.
  • Desorientação no tempo ou no espaço.
  • Apatia, depressão e alterações do humor (labilidade emocional).
  • Irritabilidade e comportamentos agressivos.

Para além dos sintomas cognitivos e comportamentais, alguns doentes com demência vascular podem também apresentar dificuldades na marcha, dificuldade em engolir ou em articular a fala e incontinência urinária.

Ao contrário da doença de Alzheimer, que apresenta um declínio gradual e progressivo, na demência vascular o curso da doença pode ser em degraus, com agravamentos súbitos, como consequência do aparecimento de novos eventos vasculares cerebrais.

Tem algum destes sintomas?

É possível que apresente uma demência vascular

Como se diagnostica a demência vascular?

<p>PET&nbsp;</p>

O diagnóstico de demência vascular requer uma entrevista clínica, um exame neurológico e uma avaliação cognitiva detalhados.

Na entrevista, é importante apurar se existem fatores de risco vascular ou história familiar de AVC, doença vascular ou demência.

É também necessário realizar análises e exames de imagem cerebral, como uma tomografia axial computorizada (TAC) ou,  preferencialmente, uma ressonância magnética cerebral.

Dado que os sintomas de apresentação podem ser semelhantes aos da doença de Alzheimer, a utilização de biomarcadores (PET-FDG e PET amiloide e/ou análise de marcadores da doença de Alzheimer no líquido cefalorraquidiano) está indicada em caso de dúvidas diagnósticas.

Como se trata a demência vascular?

Para evitar a progressão da demência vascular, é fundamental identificar e tratar os fatores de risco cardiovascular, como a hipertensão, a hipercolesterolemia, a diabetes, a obesidade ou o tabagismo.

Em muitos casos, está indicado acrescentar medicamentos que evitem a formação de trombos (antiagregantes, como o ácido acetilsalicílico) ou que previnam embolias cerebrais (anticoagulantes).

Naqueles doentes com demência mista (demência vascular e doença de Alzheimer concomitante), podem utilizar-se fármacos sintomáticos conhecidos como inibidores da acetilcolinesterase (galantamina, donepezilo ou rivastigmina). Em muitos casos, é também necessário associar outros fármacos (p. ex., antidepressivos) para o controlo dos sintomas comportamentais.

Por outro lado, diversos estudos apoiam os efeitos benéficos da prática regular de exercício físico e, tal como noutros tipos de demência, da estimulação cognitiva.

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Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

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