Demência frontotemporal
"As demências frontotemporais manifestam-se por uma combinação de sintomas comportamentais e/ou de linguagem. É frequente que os doentes com demência frontotemporal sejam erroneamente diagnosticados com perturbações psiquiátricas ou outras doenças neurodegenerativas, como a doença de Alzheimer."
DR. ADOLFO JIMÉNEZ HUETE
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE NEUROLOGIA

A demência frontotemporal engloba um conjunto de doenças caracterizadas pela degeneração progressiva dos lobos frontais e temporais do cérebro.
Estas regiões desempenham um papel fundamental na modulação da personalidade e do comportamento, na tomada de decisões, no processamento das emoções e na linguagem.
Em pessoas com menos de 60 anos, a demência frontotemporal é a causa mais frequente de demência e, entre os 45-64 anos, afeta o mesmo número de pessoas que a doença de Alzheimer.

Quais são os sintomas da demência frontotemporal?
As demências frontotemporais manifestam-se por uma combinação de sintomas comportamentais e/ou da linguagem.
Por isso, é frequente que os doentes com demência frontotemporal sejam erradamente diagnosticados com perturbações psiquiátricas (depressão, perturbação obsessivo-compulsiva ou esquizofrenia) ou com outras demências mais frequentes, como a doença de Alzheimer ou a demência vascular.
Os sintomas mais habituais:
- Alterações da personalidade.
- Alterações do comportamento.
- Alterações da linguagem.
Tem algum destes sintomas?
É possível que apresente uma demência frontotemporal
Tipos de demência frontotemporal
Em função dos sintomas predominantes, podem distinguir-se dois grandes grupos:
1. Demência frontotemporal – variante comportamental, na qual predominam as alterações comportamentais. São típicas as mudanças de personalidade, comportamentos inadequados em público, impulsividade, apatia, perda de empatia, comportamentos repetitivos ou compulsivos e alterações na dieta.
2. Afasias primárias progressivas, nas quais predominam as alterações da linguagem. Caracterizam-se por dificuldades em expressar-se, ler ou escrever. A memória, no entanto, costuma estar preservada.
Uma pequena percentagem de doentes pode desenvolver sintomas de doença do neurónio motor (denominada demência frontotemporal com esclerose lateral amiotrófica) ou sintomas parkinsonianos.
Independentemente da forma de apresentação, acaba por ocorrer um declínio no funcionamento diário da pessoa, que se torna cada vez mais dependente para realizar as atividades do dia a dia.
O ritmo de progressão e a duração da doença são muito variáveis e são fortemente influenciados pela forma de demência frontotemporal de que se padeça.
Como se diagnostica a demência frontotemporal?
O diagnóstico de demência frontotemporal baseia-se nos dados clínicos e nos resultados do exame neurológico e neuropsicológico.
Existem exames que permitem aumentar a certeza diagnóstica, como a ressonância magnética e a PET-FDG. Em determinados casos (de início precoce e com antecedentes familiares), o estudo genético pode estar indicado.
A avaliação por profissionais experientes é fundamental para orientar o diagnóstico, sobretudo em fases iniciais, nas quais os primeiros sintomas podem confundir-se com doenças psiquiátricas ou outras doenças neurodegenerativas, como a doença de Alzheimer.
Como se trata a demência frontotemporal?
Atualmente, não existem tratamentos curativos. No entanto, há determinados medicamentos e alterações no estilo de vida que podem melhorar os sintomas e a qualidade de vida de doentes e cuidadores.
A estimulação cognitiva é também uma ferramenta útil para atenuar alguns dos défices provocados pela doença, potenciando áreas e capacidades que se mantenham preservadas e que possam servir de suporte àquelas que estão mais comprometidas.
O Departamento de Neurologia
da Clínica Universidad de Navarra
O Departamento de Neurologia tem uma vasta experiência no diagnóstico e tratamento multidisciplinar das doenças neurológicas.
Oferecemos um diagnóstico em menos de 72 h, juntamente com uma proposta de tratamento personalizado e um acompanhamento pós-consulta do doente por parte da nossa equipa de enfermagem especializada.
Dispomos da tecnologia mais avançada para um diagnóstico preciso, com equipamentos de vanguarda como o HIFU, dispositivos de estimulação cerebral profunda, video-EEG, PET e cirurgia da epilepsia, entre outras.

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