Demência por corpos de Lewy
"A avaliação por parte de um profissional experiente é fundamental para orientar corretamente o diagnóstico e evitar tratamentos que possam agravar os sintomas."
DR. ADOLFO JIMÉNEZ HUETE
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE NEUROLOGIA

A demência por corpos de Lewy é a segunda causa mais frequente de demência degenerativa, depois da doença de Alzheimer.
Caracteriza-se pelo depósito cerebral anómalo da proteína alfa-sinucleína, que forma agregados conhecidos como corpos de Lewy. Os corpos de Lewy não são exclusivos desta doença, podendo também ser encontrados na doença de Parkinson.
Nas fases iniciais, os sintomas da demência por corpos de Lewy podem ser muito ligeiros e sobrepor-se aos que surgem noutras doenças, como a doença de Alzheimer ou a doença de Parkinson.
Por isso, a avaliação por parte de um profissional experiente é fundamental para orientar corretamente o diagnóstico e evitar tratamentos que possam agravar os sintomas.

Quais são os sintomas da demência com corpos de Lewy?
Os doentes com demência com corpos de Lewy podem apresentar:
- Falhas de memória para acontecimentos recentes.
- Desorientação espacial.
- Flutuações do nível de alerta: é habitual ocorrerem episódios transitórios de maior confusão, que podem flutuar ao longo do dia ou de um dia para o outro.
- Alucinações visuais: os doentes podem ver animais, pessoas ou coisas que, na realidade, não existem.
- Sintomas parkinsonianos: lentidão dos movimentos, rigidez, tremor e/ou lentidão da marcha, com arrastamento dos pés ao caminhar.
- Alterações do sono: a pessoa fala, grita ou faz movimentos com os braços como se estivesse a “viver” o sonho. Esta alteração é conhecida como perturbação do comportamento do sono REM e pode surgir vários anos antes dos restantes sintomas típicos da doença. A PCSR (perturbação do comportamento do sono REM) não é exclusiva desta entidade, podendo também ocorrer na doença de Parkinson.
Alguns doentes podem também apresentar outras manifestações, como disfunções autonómicas (hipotensão ortostática ou postural, incontinência urinária e obstipação), ideias delirantes ou sintomas depressivos.
Tem algum destes sintomas?
É possível que apresente uma demência com corpos de Lewy
Como se diagnostica a demência com corpos de Lewy?
O diagnóstico da demência com corpos de Lewy baseia-se nos dados obtidos na anamnese, no exame neurológico e na avaliação neuropsicológica.
A utilização de exames complementares como a ressonância magnética cerebral, a PET-FDG e a PET com fluorodopa é útil para excluir outras causas de demência ou de parkinsonismo e para obter maior certeza diagnóstica.
Por vezes, pode também estar indicado realizar um estudo do sono por polissonografia para determinar se a pessoa tem ou não uma perturbação do comportamento do sono REM.
Como se trata a demência com corpos de Lewy?
Atualmente, não dispomos de tratamentos curativos para a demência com corpos de Lewy. No entanto, existem fármacos sintomáticos dirigidos a compensar a perda de neurotransmissores no cérebro, como a levodopa, que pode melhorar os sinais parkinsonianos, ou os inibidores da acetilcolinesterase, que melhoram as alterações cognitivas e as alucinações.
Na demência com corpos de Lewy, é importante evitar a utilização de certos fármacos, como os neurolépticos, que, por terem uma ação contrária à levodopa, podem agravar os sinais parkinsonianos.
Por outro lado, a terapia de estimulação cognitiva é benéfica. No nosso centro, dispomos de um programa de reabilitação cognitiva personalizado para cada doente, com o objetivo de melhorar e potenciar as capacidades cognitivas.
O Departamento de Neurologia
da Clínica Universidad de Navarra
O Departamento de Neurologia tem uma vasta experiência no diagnóstico e tratamento multidisciplinar das doenças neurológicas.
Oferecemos um diagnóstico em menos de 72 h, juntamente com uma proposta de tratamento personalizado e um acompanhamento pós-consulta do doente por parte da nossa equipa de enfermagem especializada.
Dispomos da tecnologia mais avançada para um diagnóstico preciso, com equipamentos de vanguarda como o HIFU, dispositivos de estimulação cerebral profunda, video-EEG, PET e cirurgia da epilepsia, entre outras.

Porquê na Clínica?
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