Artrose
"Os objectivos do tratamento são reduzir os sintomas e a incapacidade dos doentes, melhorando a qualidade de vida das pessoas que sofrem da doença. Novos tratamentos permitem-nos atrasar ou mesmo evitar a necessidade de cirurgia".
DR. ENRIQUE ORNILLA LARAUNDOGOITIA
ESPECIALISTA. SERVIÇO DE REUMATOLOGIA

O que é a artrose?
A osteoartrite ou artrose é a doença articular degenerativa mais frequente, caracterizada pela destruição da cartilagem hialina que reveste as superfícies ósseas.
A cartilagem é um tecido que funciona como amortecedor ao proteger as extremidades dos ossos e que favorece o movimento da articulação. Quando se desenvolve a artrose, essa cartilagem perde as suas propriedades. Pode mesmo chegar a desaparecer, fazendo com que as extremidades de ambos os ossos rocem diretamente, produzindo dor.
Habitualmente localiza-se na coluna cervical e lombar, em algumas articulações do ombro e dos dedos das mãos, na articulação da base do polegar, na anca, no joelho e na articulação do início do dedo grande do pé.

Quais são os sintomas da artrose?
O sintoma fundamental é a dor, de início insidioso, profunda e mal localizada. Esta dor surge habitualmente quando se exige esforço à articulação afetada e, em geral, piora à medida que o dia avança. Com a progressão da doença, a dor pode surgir em repouso ou durante o descanso noturno.
Na artrose da coluna vertebral, ocorre dor no pescoço ou na região lombar, dificuldade de movimento e contractura dos músculos da região afetada.
Outra possibilidade, quando o doente refere dor na coxa (por dor irradiada), é que a artrose se localize na anca.
Outros sintomas incluem deformidades articulares e limitação da mobilidade com dor à pressão, estalidos e crepitação articular. O crescimento das extremidades dos ossos que formam a articulação pode fazer com que a articulação aumente de tamanho e alargue.
Os sintomas mais habituais são:
- Dor articular.
- Deformidade articular.
- Inflamação das articulações.
- Rigidez.
Apresenta algum destes sintomas?
É possível que padeça de artrose
Quais são as causas da artrose?
Não é claro se a artrose é uma única doença ou um espectro de patologias com manifestações clínicas e radiológicas semelhantes.
Assim, podemos classificar a artrose em dois grupos: primária, sem causa definida, e secundária, associada a outras patologias (hemocromatose, gota, diabetes mellitus, displasias ósseas...).
Fatores relacionados com a artrose
Seja ou não conhecida a causa última da doença, podemos referir um conjunto de fatores estreitamente ligados ao seu desenvolvimento:
- Fatores sistémicos: sexo, idade, hereditariedade, osteoporose (estado hormonal).
- Fatores locais: obesidade, instabilidade articular (laxidez, deformidades), traumatismos repetidos, sobrecarga articular (ocupacional...).
- Fatores genéticos: existe um conjunto de genes estreitamente associados ao desenvolvimento da artrose que podem ser estudados através de um simples teste de saliva.
Como se diagnostica a artrose?
Não existem alterações laboratoriais específicas da artrose nem qualquer marcador que permita fazer o diagnóstico ou o seguimento da doença.
No entanto, estão a ser investigados novos marcadores de resposta ao tratamento, que provavelmente poderão ser utilizados nos próximos anos. Existe também um teste genético que analisa os principais genes associados à artrose avançada do joelho e permite instituir um tratamento mais precoce.
No exame físico, podem observar-se deformidades articulares, por aumento do componente ósseo e capsular, e limitação da mobilidade com dor à pressão, estalidos e crepitação articular.
O crescimento das extremidades dos ossos que formam a articulação pode fazer com que a articulação aumente de tamanho e alargue.
A radiologia nas fases iniciais pode ser normal, embora o mais típico seja observar estreitamento do espaço articular associado a esclerose subcondral, aparecimento de osteófitos marginais (proeminências ósseas), quistos e anomalias do contorno ósseo.
Como se trata a artrose?
O objetivo do tratamento é aliviar a dor e manter a capacidade funcional
As terapêuticas atualmente disponíveis são:
- Tratamento não farmacológico: fisioterapia, exercício aeróbio (natação, caminhadas).
- Tratamento farmacológico: como primeira opção, paracetamol. Como anti-inflamatórios não esteroides, tende-se a utilizar inibidores da COX-2 (celecoxib e rofecoxib). Em alguns casos, podem ser necessários outros analgésicos, como tramadol ou codeína.
- O sulfato de glucosamina e o sulfato de condroitina estimulam a síntese da matriz extracelular da cartilagem e parece que exercem um controlo moderado sobre a dor articular, embora os estudos não mostrem resultados totalmente conclusivos. Os corticoides intra-articulares podem ser eficazes em casos pontuais.
- O ácido hialurónico e os fatores de crescimento plaquetário intra-articulares são utilizados para tratar doentes com artrose refratária ao tratamento médico, por terem efeito analgésico-anti-inflamatório e protetor do tecido.
Indicada nas fases tardias da doença, quando existe dor refratária ou perturbação funcional importante.
Existem quatro procedimentos cirúrgicos: a osteotomia (para corrigir a distribuição de cargas); a artroscopia (com lavagem e desbridamento intra-articular); a artrodese (ou fusão articular, útil na coluna e em pequenas articulações); e a artroplastia ou substituição articular por uma prótese, sendo muito frequentes a prótese da anca e a prótese do joelho.
O Serviço de Reumatologia
da Clínica Universidad de Navarra
O Serviço de Reumatologia dispõe de uma equipa multidisciplinar altamente especializada no diagnóstico e tratamento de doenças reumatológicas, desde a artrose, artrite ou osteoporose até às doenças autoimunes ou inflamatórias.
Além disso, contamos com médicos especializados na assistência a mulheres grávidas com doenças autoimunes, para lhes podermos garantir a máxima segurança do feto.
Organizados em unidades especializadas
- Artropatias inflamatórias.
- Artropatias degenerativas.
- Artropatias microcristalinas.
- Patologia óssea.
- Doenças autoimunes sistémicas.
- Doenças autoinflamatórias.

Porquê na Clínica?
- Avaliação integral do doente.
- Diagnóstico personalizado.
- Tecnologia de vanguarda.