Prótese do joelho
"A artrose está frequentemente associada ao excesso de peso e/ou à presença de deformidades angulares, especialmente no joelho. É muito importante avaliar cuidadosamente o momento de colocar uma prótese."
DR. ANDRÉS VALENTÍ AZCÁRATE DIRETOR. DEPARTAMENTO DE CIRURGIA ORTOPÉDICA E TRAUMATOLOGIA

Quando é realizada uma substituição do joelho?
A prótese do joelho é um tratamento frequentemente realizado em doentes que sofrem de artrose do joelho.
Quando o joelho está tão danificado e todos os outros tratamentos falharam, pode ser realizada a substituição da articulação do joelho por uma prótese.
Existe uma grande variedade de opções que permitem ao cirurgião personalizar a prótese do joelho, dependendo da lesão, da idade e do nível de atividade física do doente.
Para poder oferecer a solução mais adequada a cada doente, o Departamento de Cirurgia Ortopédica e Traumatologia da Clínica está organizado em unidades assistenciais, entre as quais se encontra a unidade assistencial da anca e do joelho. Desta forma, os profissionais dedicam-se preferencialmente a estas patologias.
Além disso, a Clínica dispõe de um banco de tecido osteotendinoso que permite oferecer as melhores alternativas terapêuticas a cada doente.

Quando está indicada a prótese do joelho?
A articulação do joelho é formada principalmente pela união entre dois ossos: o fémur, que dá estrutura à região da coxa, e a tíbia. É uma articulação que desenvolve frequentemente artrose por ser “de carga” e suportar o peso de todo o corpo.
Os ossos no interior do joelho estão revestidos por cartilagem, que evita o atrito de osso com osso nos movimentos do joelho, facilitando o deslizamento e amortecendo os impactos. É o desgaste ao longo dos anos e o envelhecimento das cartilagens que origina a artrose.
Indicações mais frequentes deste tratamento:
Tem uma artrose do joelho muito avançada?
Pode ser necessário colocar-lhe uma prótese do joelho
Como se realiza a prótese do joelho?
A intervenção de prótese do joelho
A intervenção cirúrgica dura aproximadamente uma hora e pode requerer transfusão sanguínea.
Quando a deterioração do joelho e a dor impedem caminhar, está indicada a substituição das superfícies articulares por uma prótese. São reproduções dos ossos que formam o joelho, fabricadas com diversos metais e materiais plásticos que favorecem a flexão e a extensão do joelho.
A intervenção cirúrgica é realizada sob anestesia geral ou epidural. É necessário fazer uma incisão para cortar e remover parcialmente a porção dos ossos — fémur, tíbia e perónio — situada na zona próxima do joelho, para substituir a articulação pela prótese.
O tipo de implante utilizado depende do doente, da sua idade e do estado em que se encontrem os ossos.
Esta operação dura cerca de uma hora e, por vezes, pode exigir uma transfusão sanguínea posterior, uma vez que a secção dos ossos costuma provocar uma perda de sangue considerável. No entanto, as técnicas atuais e os sistemas de recuperação de sangue reduzem muito a necessidade de transfusão.
Após a intervenção, pode manter-se colocado um tubo de drenagem para eliminar os restos de sangue acumulados nas superfícies dos ossos seccionados; esta drenagem deve ser vigiada para controlar o grau de hemorragia.
Recuperação da intervenção ao joelho com prótese
Mais de 90% das próteses têm uma duração superior a 10 anos
O doente a quem é implantada uma prótese do joelho pode, em geral, regressar ao trabalho com esforço num prazo de 3 a 6 meses. Dependendo da mobilidade do joelho, é-lhe permitido conduzir entre um e dois meses após a operação.
Quanto ao seguimento do implante, mais de 90% das próteses têm uma duração superior a 10 anos. A longo prazo, o principal problema que pode surgir é o descolamento ou afrouxamento dos componentes e o amolecimento dos ossos.
Decorrida uma década, 20% das próteses pode mostrar nas radiografias sinais de afrouxamento, mas apenas 10% provoca incómodo e pode exigir uma nova intervenção.
O Departamento de Ortopedia e Traumatologia
da Clínica Universidad de Navarra
O Departamento de Ortopedia e Traumatologia abrange de forma completa o amplo espectro de afeções congénitas ou adquiridas do sistema músculo-esquelético, incluindo os traumatismos e as suas sequelas.
Desde 1986, a Clínica Universidad de Navarra dispõe de um excelente banco de tecido osteotendinoso, permitindo a disponibilidade de enxertos ósseos e a oferta das melhores alternativas terapêuticas.
Organizados em unidades assistenciais
- Anca e joelho.
- Coluna vertebral.
- Membro superior.
- Ortopedia pediátrica.
- Tornozelo e pé.
- Tumores músculo-esqueléticos.

Porquê na Clínica?
- Especialistas em cirurgia artroscópica.
- Profissionais altamente qualificados que realizam técnicas pioneiras para resolver lesões traumatológicas.
- Um dos centros com maior experiência em tumores ósseos.