Aplasia medular

"Atualmente, com a realização do transplante alogénico de medula óssea, o prognóstico dos doentes com aplasia medular está a melhorar."

DRA. MARÍA MARCOS JUBILAR
ESPECIALISTA. SERVIÇO DE HEMATOLOGIA E HEMOTERAPIA

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento em hematologia. Clínica Universidad de Navarra

A aplasia medular ou aplasia da medula óssea é o desaparecimento das células responsáveis pela produção do sangue na medula óssea. Como consequência, verifica-se uma diminuição dos glóbulos vermelhos (eritrócitos), dos leucócitos (glóbulos brancos) e das plaquetas no sangue periférico.

A aplasia medular pode ser:

  • Total, quando afeta as células que produzem os glóbulos vermelhos, os leucócitos e as plaquetas.
  • Parcial, quando está afetada apenas uma ou duas das linhas celulares.

O Serviço de Hematologia e Hemoterapia da Clínica conta com um programa de transplante de medula óssea desde 1989, integrado na Área de Terapia Celular.

Quais são os sintomas da aplasia medular?

A sintomatologia da aplasia medular é determinada pelo grau de comprometimento de cada um dos elementos que compõem o sangue.

Quando a produção de glóbulos vermelhos (eritrócitos) é comprometida, surge anemia, com os sintomas associados de palidez, astenia, dores de cabeça, palpitações, falta de ar, vertigens, cãibras, etc.

Se, além disso, estiver alterada a produção de glóbulos brancos (leucócitos), o doente apresentará uma tendência exagerada para infeções, habitualmente por microrganismos pouco comuns.

Por fim, se a produção de plaquetas for comprometida, será frequente a presença de hemorragias, que podem ser ligeiras (epistaxis, gengivorragias) ou podem colocar a vida do doente em risco (hemorragias digestivas ou cerebrais).

Quais são os sintomas mais habituais?

  • Anemia.
  • Tendência para infeções.
  • Hemorragias.

Tem algum destes sintomas?

Pode apresentar uma aplasia medular

Quais são as causas da aplasia medular?

A aplasia medular é uma doença adquirida. Os agentes mais frequentes no seu desenvolvimento são infeções (sobretudo virais), fármacos e agentes tóxicos ambientais (benzeno, tintas, vernizes, inseticidas, etc.).

No entanto, com frequência não é possível identificar a causa da doença (são os casos conhecidos como idiopáticos).

Qual é o prognóstico da aplasia medular?

O principal fator prognóstico da aplasia medular é o grau de comprometimento da medula óssea. Do mesmo modo, o prognóstico é condicionado pelo número de complicações que podem ocorrer ao longo da evolução da doença.

Embora até há alguns anos o prognóstico, sobretudo nas formas graves, fosse relativamente desfavorável, atualmente melhorou com a realização do transplante alogénico de medula óssea.

Como se diagnostica a aplasia medular?

<p>Imagen de tubos de análisis de sangre del Laboratorio de Hematología de la Clínica Universidad de Navarra&nbsp;</p>

A aplasia medular é diagnosticada através do hemograma. Observa-se uma diminuição do número de eritrócitos, leucócitos e plaquetas. Ao observar as células ao microscópio, estas são morfologicamente normais.

Perante estes resultados, é imprescindível realizar um estudo da medula óssea (biópsia), no qual se observará uma ausência total ou parcial das células responsáveis pela produção dos elementos do sangue.

Além disso, este estudo permitirá diferenciar outros processos hematológicos que também podem cursar com anemia, leucopenia e/ou trombocitopenia, como é o caso das leucemias agudas.

Como se trata a aplasia medular?

Deve ser instituído um tratamento específico da doença em função da gravidade da aplasia medular.

Para atenuar a diminuição dos leucócitos, devem prevenir-se as infeções através da administração de antibióticos e do reforço das medidas de assepsia.

Os doentes jovens e com aplasia grave devem ser submetidos a um transplante de medula óssea quando se conseguir um dador adequado.

Outros tratamentos que podem ser administrados, se não houver dadores disponíveis, são a globulina antilinfocítica ou antitimocítica, corticosteroides, ciclosporina A, etc.

Quando a aplasia não é grave ou o doente não tem idade para se submeter a um transplante de medula, além do tratamento de suporte, podem administrar-se fatores de crescimento hematopoiético (que estimulam a produção de células pela medula óssea) ou imunoglobulinas.

O Serviço de Hematologia e Hemoterapia
da Clínica Universidad de Navarra

O Serviço de Hematologia da Clínica, constituído por especialistas de reconhecido prestígio nacional e internacional, integrou técnicas de diagnóstico molecular e a utilização de novos tratamentos personalizados na sua atividade assistencial, permitindo um diagnóstico mais preciso e rápido das doenças hematológicas.

O trabalho conjunto do corpo clínico e dos investigadores facilita o desenvolvimento e a aplicação de novos tratamentos e, simultaneamente, a avaliação rigorosa dos resultados terapêuticos.

Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

Porquê na Clínica?

  • Especialistas no desenvolvimento de tratamentos de Terapia Celular.
  • Centro de referência internacional em linfomas, mieloma múltiplo e gamapatias monoclonais.
  • Especialistas no diagnóstico e tratamento de problemas hemorrágicos e trombóticos.

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